Dor no quadril: causas, sintomas e como tratar condições comuns

A dor no quadril é um problema que afeta pessoas de todas as idades, e pode ser causada por diversas condições, como artrite, artrose, bursite, tendinite, necrose, fratura subcondral, lesão no lábio acetabular e impacto femoroacetabular (IFA). Compreender as causas é fundamental para o tratamento adequado e a prevenção de complicações. Neste artigo, Dr. Vitor Trazzi de Arruda Mendes, especialista em cirurgia do quadril, explica as principais causas de dor no quadril e os melhores tratamentos.

Principais causas de dor no quadril

1. Artrite e artrose no quadril

A artrite é uma inflamação nas articulações, enquanto a artrose está relacionada ao desgaste progressivo da cartilagem, principalmente em pessoas mais velhas. Ambas as condições resultam em dor, rigidez e limitação de movimento.

“A artrose do quadril é uma das causas mais comuns de dor crônica. Identificar e tratar precocemente pode evitar complicações mais sérias, como a necessidade de prótese”, explica Dr. Vitor Trazzi.

2. Bursite

A bursite ocorre quando as bursas, pequenas bolsas cheias de líquido que protegem os ossos e músculos, ficam inflamadas. No quadril, a bursite trocantérica é a mais comum, causando dor no lado externo da coxa.

3. Tendinite no quadril

A tendinite é a inflamação dos tendões que conectam os músculos aos ossos. Essa condição pode surgir por movimentos repetitivos ou atividades físicas intensas, como corrida.

“Atletas e pessoas que fazem exercícios de alto impacto estão mais suscetíveis a desenvolver tendinite no quadril”, diz o especialista.

4. Necrose avascular e fratura subcondral

A necrose avascular ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo para o fêmur, resultando na morte do tecido ósseo. Já a fratura subcondral é uma pequena fissura logo abaixo da cartilagem articular. Ambas as condições podem evoluir para problemas mais graves, como o colapso da articulação.

5. Lesão no lábio acetabular

O lábio acetabular é uma estrutura fibrocartilaginosa que circunda a articulação do quadril, ajudando na estabilidade. Lesões nessa região podem ocorrer por traumas ou movimentos repetitivos, causando dor intensa, especialmente durante atividades físicas.

6. Impacto femoroacetabular (IFA)

O impacto femoroacetabular é uma condição que ocorre quando o fêmur e o acetábulo têm um contato anormal, levando ao desgaste da articulação. Essa condição é comum em jovens e atletas.

“O IFA, se não tratado, pode evoluir para artrose. A boa notícia é que, com o diagnóstico precoce, é possível tratar a condição de forma minimamente invasiva”, afirma o Dr. Vitor Trazzi.

Tratamentos para a dor no quadril

O tratamento da dor no quadril depende da causa subjacente. As opções incluem:

  • Fisioterapia: Exercícios para fortalecer os músculos ao redor do quadril e melhorar a mobilidade.
  • Medicação: Uso de anti-inflamatórios para reduzir a dor e inflamação.
  • Injeções de corticoides: Aplicadas em casos de inflamação aguda, como bursite e tendinite.
  • Cirurgia: Indicada para casos graves de artrose, necrose ou IFA, quando os tratamentos conservadores não forem suficientes.

“Cada paciente é único, e o tratamento deve ser personalizado para atender às suas necessidades específicas. Um diagnóstico correto é o primeiro passo para a recuperação,” enfatiza Dr. Vitor Trazzi.

Dor no quadril: procure um especialista

A dor no quadril pode ser causada por diversas condições, sendo essencial procurar um ortopedista especialista para um diagnóstico preciso. O Dr. Vitor Trazzi de Arruda Mendes, com vasta experiência em cirurgia do quadril, oferece tratamentos personalizados que visam restaurar a função do quadril e melhorar a qualidade de vida dos seus pacientes.

Síndrome espinopélvica envolve quadril e coluna e tem diagnóstico complexo

A movimentação do quadril e da coluna têm uma ligação muito forte, uma vez que a base da espinha dorsal se conecta ao osso da bacia. Devido a esta relação, algumas vezes, torna-se difícil encontrar o motivo de dores nas costas que irradiam para o quadril, a chamada síndrome espinopélvica. Além disso, o movimento da coluna pode interferir em uma possível cirurgia para colocação de próteses nos quadris.

De acordo com o Dr. Vitor Trazzi de Arruda Mendes, ortopedista e especialista de quadril, a síndrome espinopélvica é a degeneração da coluna e do quadril e provoca dores nas costas, quadris e glúteos. Esse desgaste dificulta a permanência em pé ou sentado por longo período de tempo, prejudicando a locomoção e levando a formigamentos ou dormências. Este conjunto de sintomas é que vai caracterizar a síndrome, mas, nem sempre o local da dor é o mesmo da sua origem, podendo, por exemplo, ter como ponto inicial a região lombar, mas com irradiação para bacia e nádegas. É mais comum em pacientes a partir dos 40 anos, mas pode afetar também os mais jovens. 

Devido à estreita ligação, o movimento da coluna pode afetar o quadril e vice-versa, o que torna mais complexo o diagnóstico da real causa da dor. Sendo assim, como os sintomas podem direcionar a diagnósticos diferentes, as queixas do paciente precisam ser avaliadas de um modo conjunto, levando em conta as condições da espinha, da bacia e dos quadris.

Como é feito o diagnóstico da síndrome espinopélvica?

A busca pelas causas da síndrome espinopélvica passa por exames clínicos e de imagens, de forma a ter uma boa avaliação tanto do quadril quanto da coluna. A análise radiográfica do equilíbrio espinopélvico é de alta relevância, principalmente para pacientes com indicações de cirurgia de quadril.

A investigação começa com a anamnese, ou seja, a entrevista que o médico faz com o paciente para começar a entender suas queixas. Outras avaliações que também podem auxiliar no diagnóstico:

Tratamento da síndrome espinopélvica varia de fisioterapia a cirurgia

Identificadas as causas da síndrome espinopélvica, o tratamento é diferente, de acordo com a motivação dos sintomas. Em alguns casos, a fisioterapia pode resolver, levando à diminuição da inflamação e fortalecimento dos músculos. Outras medidas de mudança de vida, como a adoção de exercícios físicos adequados e redução de sobrepeso, também entram no tratamento.

Dependendo das causas, entretanto, cirurgias podem ser necessárias para correção ortopédica do que causa a síndrome. O diagnóstico adequado vai levar à indicação de quais intervenções podem ser necessárias. Além disso, a procura precoce por ajuda médica interfere positivamente no tratamento e resultados.

Vale lembrar que o equilíbrio sagital, ou seja, do movimento da coluna com a pelve, interfere em como a prótese se comporta, principalmente quando o paciente está sentado. Nesta posição, há um movimento chamado retroversão pélvica, que deixa o sacro em uma postura mais vertical, levando ao deslocamento da pelve e do acetábulo para frente, o que pode provocar instabilidade na prótese caso exista algum problema preexistente. Por isso, a avaliação do ortopedista é crucial para eventuais correções prévias que levem ao sucesso da colocação.

Procure um especialista

Tendo como ponto de partida a relação funcional entre coluna vertebral, bacia e os quadris, o Dr. Vitor diz que a síndrome espinopélvica é um conjunto de sinais e sintomas que provocam dores e limitação de movimentos, com as causas podendo se originar tanto na área lombar quanto na pélvica. Embora tenha um diagnóstico que possa ser mais complexo, ele indica o adequado tratamento, que pode ser necessário antes da realização de algumas cirurgias, como a artroplastia de quadril. O importante é sempre buscar um profissional qualificado para uma identificação assertiva das causas.

“A relação entre a coluna e o quadril é fundamental no diagnóstico da síndrome espinopélvica. Muitas vezes, a dor pode irradiar de um local para outro, dificultando a identificação precisa da causa. Uma abordagem integrada, com exames de imagem e avaliação clínica detalhada, é essencial para tratar corretamente essa condição, proporcionando alívio e melhor qualidade de vida aos pacientes.” Dr. Vitor Trazzi de Arruda Mendes

Infiltração com Ácido Hialurônico no Quadril: O guia completo

A infiltração com ácido hialurônico é uma técnica cada vez mais utilizada por ortopedistas para tratar uma série de condições médicas, proporcionando alívio da dor e melhorando a qualidade de vida dos pacientes. No caso de problemas no quadril, como osteoartrite, bursite ou lesões articulares, o procedimento pode ser uma opção para reduzir a dor e a inflamação, restaurando a função articular e permitindo que os pacientes retomem suas atividades diárias. Neste guia completo desenvolvido pelo Dr. Vitor Trazzi, você irá conhecer os benefícios, indicações e exemplos de tratamento da infiltração com ácido hialurônico no quadril.

Benefícios da Infiltração com Ácido Hialurônico no Quadril:

Redução da Dor e Inflamação:

A infiltração deste componente no quadril pode proporcionar alívio significativo da dor e inflamação em pacientes com osteoartrite, bursite ou outras condições que afetam a articulação do quadril. O ácido hialurônico atua como um lubrificante e amortecedor natural, reduzindo o atrito entre as superfícies articulares e aliviando o desconforto.

Melhoria da Mobilidade Articular:

Ao reduzir a dor e a inflamação, a infiltração com ácido hialurônico pode melhorar significativamente a mobilidade articular no quadril, permitindo que os pacientes realizem atividades diárias com mais facilidade e conforto. Isso pode ser benéfico para pacientes que sofrem de rigidez e limitações de movimento devido a problemas no quadril.

Estímulo à Produção de Colágeno:

O ácido hialurônico também pode estimular a produção de colágeno, uma proteína essencial para a saúde das articulações. O colágeno ajuda a fortalecer as estruturas articulares e a promover a regeneração do tecido danificado, contribuindo para a recuperação e a reparação do quadril afetado.

Baixo Risco de Efeitos Colaterais:

Em comparação com outras opções de tratamento, como anti-inflamatórios orais ou cirurgia, a infiltração com ácido hialurônico apresenta um baixo risco de efeitos colaterais. Como o ácido hialurônico é uma substância naturalmente presente no corpo, o procedimento geralmente é bem tolerado e seguro para a maioria dos pacientes.

Procedimento Minimamente Invasivo:

O procedimento é minimamente invasivo e pode ser realizado no consultório médico, geralmente com anestesia local. Isso significa que os pacientes podem retornar às suas atividades normais logo após o procedimento, com pouco ou nenhum tempo de recuperação necessário. A opção de realização no centro cirúrgico pode proporcionar maior conforto ao paciente.

Indicações para Infiltração com Ácido Hialurônico no Quadril:

A infiltração com ácido hialurônico no quadril pode ser indicada para uma variedade de condições médicas, incluindo:

Exemplos de Tratamento:

Tratamento da Osteoartrite do Quadril:

A osteoartrite do quadril é uma condição degenerativa das articulações que causa dor, rigidez e inflamação. A infiltração com ácido hialurônico pode ser utilizada para aliviar os sintomas da osteoartrite, proporcionando alívio da dor e melhoria da mobilidade.

“A infiltração com ácido hialurônico é uma opção terapêutica eficaz para pacientes com osteoartrite do quadril, principalmente nos estágios iniciais e intermediários, proporcionando alívio da dor e melhoria na qualidade de vida”

Dr. Vitor Trazzi de Arruda Mendes
Alívio da Bursite Trocantérica:

A bursite trocantérica é uma inflamação da bursa (pequena bolsa de líquido que atua como um amortecedor entre os ossos e os tecidos moles ao redor). A infiltração com ácido hialurônico pode reduzir a inflamação e aliviar a dor associada à bursite trocantérica. Para o Dr. Vitor Trazzi, esse tipo de infiltração é uma alternativa promissora para o tratamento da bursite trocantérica, proporcionando alívio da dor e acelerando a recuperação.

Redução da Dor em Lesões Labrais do Quadril:

Lesões labrais do quadril podem causar dor e instabilidade na articulação. A infiltração pode ajudar a aliviar a dor e melhorar a função articular, permitindo que os pacientes retomem suas atividades normais.

Recuperação de Síndrome do Impacto Femoroacetabular (SIFA):

A SIFA é uma condição em que os ossos do quadril não se encaixam perfeitamente, causando dor e dano articular. O procedimento com o ácido pode proporcionar alívio da dor e ajudar a prevenir danos adicionais na articulação.

Controle da Artrite Reumatoide no Quadril:

A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica que pode afetar o quadril. A infiltração pode ser usada como parte do tratamento e para reduzir a inflamação e aliviar a dor associada à artrite reumatoide.

Como é Feita a Infiltração com Ácido Hialurônico no Quadril?

Avaliação Inicial:

O primeiro passo é uma avaliação inicial pelo médico. Durante a consulta, o médico revisará o histórico do paciente, realizará um exame físico e pode solicitar exames de imagem, como radiografias ou ressonância magnética, para avaliar a condição da articulação do quadril.

Preparação do Paciente:

Antes do procedimento, a área a ser tratada será limpa cuidadosamente para evitar infecções. O médico pode aplicar uma anestesia local para minimizar qualquer desconforto durante a infiltração.

Injeção do Ácido Hialurônico:

Usando uma agulha fina, o médico injetará o ácido diretamente na articulação do quadril. O procedimento é realizado sob orientação de imagem, como ultrassonografia ou fluoroscopia, para garantir a precisão da injeção.

Monitoramento Pós-Procedimento:

Após a infiltração, o paciente será monitorado por um curto período para garantir que não haja reações adversas imediatas. O médico fornecerá orientações sobre cuidados pós-procedimento, incluindo evitar atividades extenuantes por alguns dias.

Segurança e Eficiência

A infiltração com ácido hialurônico no quadril é uma técnica terapêutica eficaz e segura que oferece uma série de benefícios para pacientes com condições como osteoartrite, bursite, lesões labrais e artrite reumatoide. O efeito pode variar de paciente para paciente, mas geralmente dura de seis meses a um ano. Alguns pacientes podem necessitar de infiltrações adicionais para manter os benefícios do tratamento.

Este procedimento minimamente invasivo pode proporcionar alívio significativo da dor, melhorar a mobilidade articular e estimular a regeneração do tecido, permitindo que os pacientes retomem suas atividades diárias com mais conforto e qualidade de vida. Se você está sofrendo com dor crônica ou inflamação no quadril, converse com seu médico sobre a possibilidade de realizar este tratamento inovador e dê um passo importante para uma vida mais saudável e ativa.

Prótese primária alivia dor crônica e limitações nas articulações

Muitas vezes, uma fratura ou o desgaste natural das articulações, como a do quadril ou a do joelho, acabam levando à necessidade da colocação de uma prótese primária, ou seja, a substituição da ligação natural do corpo por outra articulação mecânica, feita pelo homem. O nome do procedimento cirúrgico é artroplastia e é indicado quando o paciente tem dores crônicas ou limitações de movimentos ao executar atividades simples do dia a dia. 

O procedimento para colocação é chamado de artroplastia primária. A substituição por prótese do quadril, por exemplo, é considerada um dos maiores avanços cirúrgicos do século XX, segundo relatório da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias pelo SUS) publicado em fevereiro de 2019, tendo em vista o sucesso obtido para tratar os males provocados por motivos degenerativos, traumáticos ou inflamatórios.

Na colocação de prótese primária no quadril, uma parte do mecanismo é fixado no fêmur, o osso da coxa, e outra em sua conexão com a bacia, chamada acetábulo. Entretanto, a artroplastia pode ocorrer em outras articulações, como joelhos, cotovelos e ombros.

A colocação de uma prótese primária é indicada quando as dores e as limitações de movimento são provocadas por doenças, como a artrose ou a necrose avascular, ou quando a região passa por alguma fratura.

Tipos de próteses primárias

A prótese é um mecanismo feito com peças metálicas e outros tipos de materiais, como polietileno (um tipo de plástico) e cerâmica, que substituem a articulação ou parte dela. A artroplastia pode ser total (tanto fêmur quanto acetábulo são substituídos) ou parcial (apenas o fêmur é substituído), havendo situações específicas para a indicação de cada uma delas, a depender da avaliação médica.

Como é a fixação das próteses?

Existem dois métodos principais para fixar a prótese no paciente: a cimentação (próteses cimentadas) e a fixação biológica (próteses não cimentadas).

Existe também a possibilidade de combinação desses métodos e essas próteses são chamadas de híbridas.

No modelo cimentado, o acessório é fixado aos ossos do fêmur e do acetábulo com um cimento cirúrgico acrílico, que penetra nos poros dos ossos e fixa o implante por expansão e pressão.

Esse tipo de fixação foi o primeiro a ter sucesso na história das artroplastias e ainda é bastante usado, principalmente nos pacientes com pior qualidade óssea, como naqueles com osteoporose.

O procedimento não-cimentado utiliza próteses que são porosas e revestidas por um mineral chamado hidroxiapatita (na maioria dos modelos) e têm sua fixação caracterizada por dois tempos. O primeiro tempo recebe o nome de press fit (isto é, encaixe por pressão) e se caracteriza pelo ajuste preciso e estável do componente ao osso do paciente. Com o passar do tempo, ocorre o crescimento de células ósseas para as porosidades do implante, o que leva à fixação biológica e à remodelação óssea local, num fenômeno chamado de osteointegração. Esse procedimento é indicado principalmente em pacientes com bom suporte e qualidade óssea e tem demonstrado bons resultados nas últimas décadas desde o desenvolvimento dos novos modelos de implante e do melhor entendimento do fenômeno biológico da osteointegração.

As próteses híbridas, como o próprio nome sugere, é a união dos dois métodos anteriores: enquanto uma é fixada no osso utilizando o cimento acrílico, o outro usa a técnica de pressão e osteointegração.

Quando a cirurgia de prótese primária do quadril é para mim?

Se você apresenta dor localizada na região do quadril, virilha, coxa, associada ou não a limitação da mobilidade desta articulação, levando ao prejuízo da execução de atividades diárias como sentar, se trocar, lavar os pés ou cortar as unhas, procure atendimento com um médico ortopedista para avaliação e diagnóstico e indicação do tratamento, cirúrgico ou não.

Osteonecrose afeta a bacia e prejudica a qualidade de vida

A necrose é a morte das células, tecidos ou órgãos do corpo provocada, geralmente, pela falta de sangue irrigando e levando nutrientes à região. Também podem causar a necrose fatores externos como a ação de um agente químico ou biológico, lesões causadas por traumas ou temperaturas extremas e até mesmo em consequência de cirurgias, entre outros. O problema pode atacar qualquer parte do corpo, incluindo a cabeça do fêmur, provocando dores ao se movimentar na nádega, virilha ou na região trocantérica (lateral da bacia). São casos em que é chamada de osteonecrose ou necrose na cabeça femoral.

Os corpos dos seres vivos são compostos de células que envelhecem e morrem, sendo substituídas por outras novas. Este processo natural, entretanto, é chamado de apoptose e se diferencia da necrose por ser algo “programado” pela natureza, uma vez que estas células mortas são reabsorvidas em um processo denominado autólise. Neste caso, não há a morte do tecido, mas a sua renovação.

No caso da necrose, as células morrem porque as suas funções orgânicas e seus processos metabólicos são encerrados, sem a renovação dos tecidos, gerado por processos externos e quase sempre associados a inflamações e processo degenerativos.

O que é a osteonecrose

A necrose da cabeça do fêmur é denominada osteonecrose e acontece quando há um comprometimento do fluxo sanguíneo na região. Também chamada de necrose avascular ou asséptica, provoca o enfraquecimento dos ossos e pode levar ao afundamento da cabeça do fêmur e à perda de seu formato esférico, provocando as dores na articulação.

A doença atinge pessoas jovens, na maioria das vezes por volta dos 30 anos, ocasionando a perda da qualidade de vida, afetando as atividades laborais e de lazer.

Ela é comum em pacientes que necessitaram de altas doses de corticoides, que é utilizado para o tratamento de diversas doenças. O exagero no consumo de álcool também é relacionado à osteonecrose, assim como doenças pré-existentes, como anemia falciforme e AIDS.

Existe, também, a possibilidade de ser consequência de algum trauma, como uma fratura ou luxação na região. Entretanto, em alguns casos, a causa é desconhecida.

Osteoporose: Sintomas e diagnóstico

A necrose óssea do quadril é identificada devido às dores que provoca ao movimentar as pernas, no ato de pisar. O diagnóstico precoce ajuda a um tratamento eficaz e pode evitar que a doença evolua para níveis mais graves, provocando dores até mesmo durante o repouso e levando o paciente à incapacidade.

A ressonância magnética pode indicar o diagnóstico nos primeiros dias de interrupção de fluxo sanguíneo. Por outro lado, em estágios mais avançados, um simples exame de radiografia já é suficiente, pois evidencia as primeiras alterações na cabeça do fêmur.

Como é o tratamento da osteonecrose?

O tratamento da osteonecrose femoral baseia-se em sua extensão e na ocorrência do achatamento da cabeça do fêmur. Geralmente, é necessária intervenção cirúrgica.

Quando não existe achatamento ou outra deformidade, é utilizada a técnica da descompressão, que reduz a pressão dentro do osso para estimular o retorno da irrigação sanguínea e, consequentemente, sua formação, mantendo a articulação.

Em casos em que há deformidade na cabeça do fêmur, é necessária uma artroplastia do quadril, para substituir a articulação. A artroplastia total é a colocação de uma prótese no quadril, o que dá ótimos resultados no controle da dor e na retomada das atividades cotidianas. 

Infiltração facilita tratamento de dor articular crônica de quadril

Quando se preparava para um show no último dia 25 de junho, o cantor Wesley Safadão sentiu uma dor extrema na coluna. Era uma hérnia de disco que incomodava até ao respirar. O artista teve de cancelar a agenda de shows e foi submetido a um procedimento médico chamado bloqueio, ou infiltração, que é quando uma medicação, seja um anti-inflamatório ou um anestésico, é aplicada diretamente no local inflamado.

Com o bloqueio, Safadão teve melhora sensível no quadro de dor e conseguiu aguardar sem tanto sofrimento a cirurgia que foi realizada dias depois. O procedimento é feito em centros cirúrgicos, mas dependendo do caso também é realizado em consultório médico.

Infiltração: Polivalente

Assim como na coluna, a infiltração pode ser feita em outras partes do corpo, como no quadril. E, dependendo da situação, consegue adiar a intervenção cirúrgica por um tempo maior. “Quando é muito tarde para o paciente tratar com medicações orais e cedo demais para ele ser levado para o centro cirúrgico, uma excelente alternativa é a infiltração”, afirma o médico ortopedista Vitor Mendes.

As dores crônicas de quadril podem ser bastante perturbadoras e decorrem de duas situações principais:

  • Desgaste da cartilagem (artrose)/
  • Inflamações de tendões e da bursa em seu entorno (tendinites e bursites). 

Ácido hialurônico

Não são utilizados apenas anestésicos e anti-inflamatórios. No caso das artroses, cada vez mais os médicos estão aplicando ácido hialurônico direto na cartilagem. É a chamada viscossuplementação. Essa substância é fabricada pelo próprio corpo e funciona como uma espécie de lubrificante, que amortece o atrito das articulações. 

A produção do ácido hialurônico vai diminuindo conforme a pessoa envelhece ou conforme o desgaste articular aumenta e gera dor. Uma alternativa de tratamento é a infiltração, feita em consultório do médico com ajuda de um equipamento de ultrassonografia, que guia a colocação da agulha no local exato. Os efeitos no controle da dor duram de seis meses a um ano.

Infiltração ou cirurgia

A indicação principal para a infiltração com ácido hialurônico é a artrose, mas tem sido utilizado também em casos de artrite reumatóide, lesões labrais e impacto femoroacetabular. Após a aplicação, o paciente pode retornar imediatamente às suas atividades. 

“O ácido hialurônico serve para casos em que os suplementos de via oral não funcionam, para quem não quer ou não pode tomar anti-inflamatórios e para quem quer adiar uma cirurgia ou não tem condições clínicas de ir para um centro cirúrgico”, conta o ortopedista. 

É preciso ficar claro, porém, que a infiltração não substitui a cirurgia, que é a solução definitiva para os casos mais graves. 

Injeção de corticóides

Outro problema que pode ser tratado com infiltração é a bursite trocantérica, caracterizada pela dor lateral do quadril. Mas, neste caso, a substância a ser aplicada são os corticoides, que reduzem a inflamação. 

Esses medicamentos podem ser associados a um anestésico local, para alívio imediato da dor. “Da mesma forma, a injeção não deve ser utilizada como forma única do tratamento. Precisa estar associada à fisioterapia e à atividade física para reforço muscular”, diz Mendes.

Segundo o médico, também neste procedimento, que é chamado de drilling, é necessário o uso de equipamento de ultrassonografia, para que a aplicação seja feita no ponto certo da inflamação. A bursite trocantérica pode ser causada por vários fatores, mas normalmente está relacionada com sobrecarga e trauma na região lateral do quadril.

Doenças reumáticas: dores pioram no inverno

A queda nas temperaturas provocada pelo inverno é ainda pior para os pacientes que sofrem com doenças reumáticas, como artrite e artrose. São mais de 15 milhões de brasileiros com esse tipo de patologia, que afeta os ossos, articulações, músculos, e tudo que integra o aparelho locomotor. 

Sentir o corpo mais gelado do que o normal, pontadas de dor e dificuldade para realizar tarefas mais simples do dia a dia como abaixar-se para pegar algo no chão são alguns dos sintomas que pioram no frio para quem tem dores crônicas ou doenças reumáticas.

De acordo com o médico ortopedista Vitor Mendes, a queda de temperatura pode causar contração e rigidez na musculatura, o que piora a dor e o desconforto para esses pacientes. 

“A artrite reumatóide, a artrose e a lombalgia, assim como outros quadros de inflamação nas articulações, são algumas das doenças que apresentam piora no quadro neste período do ano”, afirma o Dr. Vitor Mendes.

Por que pioram no frio?

Conforme explicou o Dr. Vitor Mendes, os músculos e tendões em volta da articulação ficam mais contraídos e mais rígidos quando a temperatura cai. 

Dessa forma, depois que o paciente com doença reumática fica um tempo parado e se levanta, essa musculatura e tendões mais rígidos estiram de forma mais intensa por causa da contração. Assim, há a sensação de piora no quadro da dor.

Alguns estudos mostram que a umidade do ar e pressão atmosférica também afetam os sintomas na articulação. O aumento do sedentarismo durante a pandemia também é um sinal de atenção e que também tem piorado o tratamento dessas doenças. 

Por isso, é importante procurar por especialistas que possam ajudar esses pacientes a enfrentar esta época do ano tão dolorosa. 

Doenças reumáticas: cuidados e tratamentos

A movimentação do corpo e o aquecimento da musculatura são medidas que ajudam no alívio da dor para quem tem artrite, artrose ou outros tipos de doenças reumáticas. Investir em um aquecedor para colocar no quarto e amenizar o frio da madrugada também é uma boa opção. 

O Dr. Vitor Mendes ainda recomenda cobrir as extremidades do corpo com moletons, cobertores e agasalhos, como os pés, punhos, mãos, pescoço e cabeça. “Isso ajuda a aquecer todo o corpo, assim como bolsas de água quente, aplicadas na área da dor por até 30 minutos”, complementa.

Massagem, rotina de alongamentos e exercícios leves são algumas outras ações recomendadas para diminuir a rigidez e melhorar a oxigenação do tecido.

“Esticar as pernas e tentar alongar os membros são movimentos que também mantêm as articulações bem lubrificadas, o que reduz a sensibilidade à dor”, explica o Dr. Vitor Mendes.

Doenças reumáticas: cuidado especial com os idosos

O médico ortopedista alerta para os cuidados com pessoas mais idosas. “Um movimento de alongamento ou exercício mais brusco pode piorar o quadro com o surgimento de outra lesão, por isso, é importante consultar-se com um especialista, que irá indicar o melhor tratamento.”

5 tipos de doenças reumáticas agravadas pelo frio

  1. Artrite reumatóide
  2. Osteoartrite (Artrose)
  3. Lúpus
  4. Osteoporose
  5. Fibromialgia

Consulte o Dr. Vitor Trazzi de Arruda Mendes

Médico ortopedista especialista em Cirurgia do Quadril

Tel./Whatsapp: (11) 9 9258-5524

E-mail: contato@drvitortrazzi.com.br

Mais informações: https://drvitortrazzi.com.br/contato

Perguntas frequentes

  • Quais são as doenças reumáticas?
  • O que é doenças reumáticas autoimunes?
  • Como se faz exame para saber se tem reumatismo?
  • O que causa reumatismo em jovens?
  • Porque o reumatismo ataca no frio?
  • Quais são os sintomas de reumatismo?
  • Quem tem artrose sente dor no frio?
  • Quais são as doenças reumáticas?

Traumas ortopédicos e cirurgias aumentam na pandemia

No início da pandemia, entre abril e maio de 2020, os casos de cirurgias de traumas ortopédicos caíram em São Paulo em comparação com 2019. Mas, a partir de agosto, o número de procedimentos aumentou, segundo o Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas (HC-SP).

Em relação às internações por traumas ortopédicos, houve queda de 30% quando começou a crise sanitária do coronavírus. Porém, em janeiro de 2021 os números voltaram a patamares de 2019, cerca 160 por mês. As fraturas são graves e envolvem, principalmente, motoboys e ciclistas.

De acordo com o médico ortopedista Vitor Mendes, o trauma ortopédico é caracterizado por lesões musculoesqueléticas provocadas por acidentes. 

“Essas lesões podem variar entre traumas de baixa energia, como acidentes domésticos, quedas simples e entorses; até traumas de alta energia, como acidentes de trânsito, queda de alturas ou resultantes de esporte de alto rendimento”, explica o Dr. Vitor.

Tipos de traumas ortopédicos de baixa energia

  • Fraturas no quadril 
  • Fraturas no ombro  
  • Fraturas no punho

Alguns traumas ortopédicos de baixa energia também são decorrentes do envelhecimento e da osteoporose. Dessa forma, são muito comuns em idosos.

Segundo o médico Vitor Mendes, especialista em Ortopedia, Traumatologia e Cirurgia de Quadril, as fraturas no quadril em idosos são preocupantes porque comprometem a mobilidade do corpo e, consequentemente, todo o quadro de saúde do paciente:

“É comum que os idosos com fraturas no quadril fiquem por longos períodos deitados porque sentem dores ao se movimentarem. Mas o repouso pode gerar problemas ainda maiores, como formação de coágulos (trombose), perda de massa muscular e da força física. Este comportamento agrava o quadro clínico do paciente”, alerta. 

“Além do que, pacientes acamados podem desenvolver escaras e pneumonia, dentre outros quadros dermatológicos e respiratórios,”  reforça.

O médico recomenda que pacientes idosos com histórico de quedas e osteoporose procurem ajuda assim que os primeiros sintomas aparecerem, como dores intensas na região do quadril e diminuição da mobilidade. 

Tipos de traumas ortopédicos de alta energia

  • Politrauma (trauma leva a comprometimento de outros sistemas do organismo, além do esquelético)
  • Fraturas com padrão de maior gravidade 

O Dr. Vitor Mendes explica que os politraumatismos ocorrem quando há duas ou mais lesões graves em pelo menos duas áreas do corpo. É frequentemente associado a acidentes com veículos motorizados.

Podem incluir lesões cerebrais e medulares, afetar órgãos abdominais, torácicos e pélvicos, causando hemorragias de diversos graus, perda de membros, queimaduras, cegueira e perda auditiva, além de múltiplas fraturas ósseas”, complementa.

Fraturas com maior padrão de gravidade geralmente são decorrentes de traumas de alta energia, como queda de altura, acidentes automobilísticos e motociclísticos. 

“São caracterizadas por fraturas complexas dos ossos longos (como o fêmur e a tíbia), lesões do anel pélvico (bacia), fraturas intra-articulares, e podem estar associadas a graves lesões musculares, vasculares e neurológicas”.

Cuidados 

Os traumas ortopédicos podem se apresentar de forma fechada, quando há deformidade, incapacidade funcional e dor. Ou também de forma exposta, quando há rompimento da pele na região da fratura, seja pelo próprio fragmento ósseo ou então pelo trauma.

Em ambos os casos o membro deve ser imobilizado e o paciente deve ser encaminhado à unidade de emergência mais próxima para a avaliação do especialista.

Em relação às fraturas expostas, o médico Vitor Mendes alerta que não deve ser realizada a tentativa de recolocação do osso. “Cobrir a área lesionada com pano limpo é suficiente até a avaliação do especialista. Quanto menos tempo ficar descoberta  a região comprometida, diminui a chance de infecção local”.

Com sangramento ou não, o paciente deve ser encaminhado imediatamente para uma emergência, de preferência em um hospital que ofereça serviço especializado em trauma. 

“A agilidade no atendimento é essencial para aumentar as chances de sucesso no tratamento e, se for o caso, a reabilitação do paciente que sofreu algum trauma ortopédico”, afirma o Dr. Vitor Mendes.

Traumas ortopédicos e tratamentos

O tratamento de traumas ortopédicos inclui uso de medicamentos analgésicos para diminuir a dor. Dependendo da fratura e do tipo de paciente (idosos, crianças, adultos), pode ser indicado o tratamento conservador (não cirúrgico) com imobilização gessada ou órteses. 

Mas há casos nos quais a cirurgia é necessária, com fixação com placas, hastes ou o uso de fixadores externos. 

Perguntas frequentes

  • O que é o trauma?
  • Quais são os tipos de traumas?
  • Quais tipos de lesões podem ocorrer a partir de um trauma?
  • Quais são os tipos de traumas no esporte?
  • Qual a diferença de trauma e lesão?
  • Como os traumas são classificados?

Consulte o Dr. Vitor Trazzi de Arruda Mendes

Médico ortopedista especialista em Cirurgia do Quadril

Tel./Whatsapp: (11) 9 9258-5524

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Inchaço no tornozelo pode indicar lesão ligamentar e problemas vasculares

A lesão no tornozelo é muito comum em atletas. O caso do jogador de futebol Neymar é um exemplo prático da dor e inchaço causados por esse tipo de trauma. Mas não só os esportistas devem ficar atentos. O inchaço no tornozelo também pode ser crônico e indicar problemas vasculares.

Segundo o médico ortopedista Vitor Mendes, a lesão traumática do tornozelo se manifesta geralmente como um edema de origem súbita, principalmente após traumas diretos ou entorses, como ocorreu com Neymar. Mas se você não pratica esportes e está com o tornozelo inchado, é importante investigar.

“De forma geral, inicialmente, quando pensamos em tornozelo inchado, é importante verificar se a origem é traumática ou crônica, como numa doença vascular”, explica Vitor Mendes, médico ortopedista. 

Inchaço no tornozelo: traumas e entorse 

O entorse do tornozelo pode ser leve, moderado ou grave. O primeiro caso ocorre quando há desarranjo das proteínas que constituem as fibras dos ligamentos (estiramento); o segundo quando há rompimento parcial dessas fibras. Já o último caso acontece quando há rompimento total dos ligamentos. 

Os entorses mais graves podem causar lesões condrais, osteocondrais e tendíneas. Alguns  traumas torcionais podem causar fraturas do tornozelo, que se manifestam por dor intensa, a incapacidade de apoiar o pé e o rápido aparecimento de hematoma (arroxeamento da pele) e edema (inchaço). 

A torção do tornozelo também pode ter relação com o tipo de pisada. As pessoas que apoiam mais na borda lateral do pé (pés supinados) e com anteversão femoral (marcha de periquito) têm maior chance de sofrer a lesão.

Inchaço no tornozelo: doenças vasculares

Os problemas vasculares normalmente estão relacionados à circulação periférica. Portanto, caso tenha alguma disfunção nos vasos sanguíneos, o sangue vai ficar represado nas extremidades do corpo, como ocorre na região dos tornozelos e pés, devido à ação da gravidade associada a essa disfunção. 

O médico Vitor Mendes afirma que há exames que podem detectar os motivos de problemas vasculares causadores de inchaço no tornozelo. “A ultrassonografia com auxílio do doppler é um exemplo que consegue verificar como está ocorrendo o fluxo sanguíneo venoso e arterial”, complementa.

Inchaço no tornozelo: principais sintomas 

O inchaço no tornozelo pode ser detectado pelo aumento do tamanho dos pés, além dos próprios tornozelos, entre outros sintomas, como:

  • Pele com aspecto esticado e brilhante
  • Afundamento da pele quando se pressiona com o dedo
  • Dificuldade de calçar meias e sapatos

Inchaço no tornozelo: causas comuns

Algumas das causas mais comuns do inchaço no tornozelo de origem não traumática são:

  1. Problemas nas veias das pernas: causam inchaço nos tornozelos, pés e pernas, principalmente no final do dia. Também há a sensação de peso e dilatação das veias. Geralmente, a pessoa acorda bem, sem a presença do edema e este vai aparecendo ao longo do dia. Nos casos mais graves, pode ocorrer o edema mesmo ao acordar. Normalmente, observa-se a presença de varizes nos membros inferiores.
  1. Gravidez: causa frequentemente inchaço nas mãos, pés, tornozelos, pernas e também na face, principalmente no final da gestação.
  1. Diabetes: pode causar tanto edema de origem vascular (diabetes é fator de risco para doenças vasculares) quanto infecciosa (erisipela, infecções cutâneas profundas). Merecem atenção em especial, devido à potencial gravidade.
  1. Entorses de repetição: pessoas que repetidamente sofrem traumas torcionais do tornozelo podem sofrer com edema crônico, mesmo que não associados a novos traumas.
  1. Doenças da pele: são várias as doenças da pele que causam alteração local e edema. Ao se afastarem causas mais habituais, como os problemas vasculares, é importante realizar a pesquisa de potenciais doenças cutâneas.

Inchaço no tornozelo: atendimento médico e exames

Para casos isolados e menos graves é possível amenizar o inchaço alongando e elevando as pernas, massageando a região afetada, mergulhando os pés e tornozelos em um balde com água fria, mantendo bons hábitos alimentares e realizando exercícios físicos. 

Mas, caso o tornozelo permaneça inchado todos os dias sem causa aparente, é fundamental procurar atendimento médico e realizar exames.

Procure um ortopedista

Em caso de entorse (torção) do tornozelo, dependendo da gravidade dos sintomas, o médico ortopedista pode indicar a realização de exames de raio-x, ressonância ou ultrassom para verificar ossos e ligamentos.

“O inchaço pode indicar uma torção/lesão, que também ocasiona fraturas no tornozelo. É recomendado procurar atendimento no pronto-socorro ortopédico para verificar se é apenas uma lesão ligamentar ou uma fratura, que normalmente exige um tratamento cirúrgico”, ressalta o médico ortopedista Vitor Mendes, que atende em clínicas e prontos-socorros.

No caso de suspeita de alterações cardíacas, o mais indicado é ir ao cardiologista. A consulta inicial com um clínico geral também auxiliará no diagnóstico e na indicação do tratamento adequado com outros especialistas. 

O que pode ser?

O Dr. Vitor Mendes falou em entrevista à Rádio Cidade de Jundiaí (SP) sobre os aspectos relacionados ao inchaço no tornozelo, lesões no joelho e ombros, gota e lombalgia. Confira na íntegra:

Perguntas frequentes

O que é inchaço no tornozelo? O que fazer com o tornozelo inchado? O que causa dor e inchaço no tornozelo? Qual o melhor remédio para inchaço no tornozelo?

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Dor no glúteo e quadril pode indicar impacto isquiofemoral

O chamado impacto isquiofemoral é um problema que causa dor profunda no glúteo e quadril. A lesão ocorre, principalmente, em esportistas ou pessoas que realizam movimentos repetitivos, mas também pode aparecer em pessoas sedentárias. A dor pode irradiar pela face posterior da coxa ou região inguinal (virilha), piorando com movimentos de extensão, abdução e rotação externa do quadril. 

Segundo o médico ortopedista Vitor Mendes, especialista em Cirurgia do Quadril, o impacto isquiofemoral ocorre em pessoas que apresentam uma alteração da anatomia na região do quadril, que leva à diminuição da distância entre os ossos fêmur e ísquio:

“A lesão é causada com a diminuição do espaço isquiofemoral, fazendo com que a musculatura que se encontra entre esses ossos seja pressionada durante a movimentação da articulação, gerando dor e desconforto na região glútea, mal localizada e profunda”.

Vitor Mendes, médico ortopedista especialista em Cirurgia do Quadril

Impacto isquiofemoral: “uma causa de dor glútea profunda”

Dor na região glútea é uma reclamação frequente de pacientes que procuram o médico ortopedista, sendo o indicador de diferentes tipos de lesões além do impacto isquiofemoral. E com o avanço do conhecimento das doenças do quadril, o tratamento e a qualidade de vida das pessoas com esse tipo de dor melhoraram muito.

Conforme explica o Dr. Vitor Mendes, a estrutura do quadril é complexa e deve ser tratada por especialistas no assunto. É uma região do corpo que pode concentrar dor intensa, por vezes limitante, podendo sinalizar alguma lesão mais grave nos seus ossos, músculos, nervos e articulações. 

“O impacto isquiofemoral se manifesta geralmente de forma lenta e gradual, intensificando-se com o aumento da rotina de treino, no caso de atletas. Nas fases mais avançadas, pode incomodar muito quando a pessoa está sentada, por exemplo”, afirma. 

Impacto isquiofemoral: exames e tratamento 

O Dr. Vitor Mendes alerta que existem estágios diferentes de dor no quadril provocado pelo impacto isquiofemoral. Portanto, a avaliação médica por meio do exame físico e dos exames complementares é fundamental para identificar corretamente a situação do paciente e o tratamento adequado.

  • Radiografia da bacia: possibilita que o ortopedista avalie de uma maneira global a anatomia óssea da região, bem como a relação entre os diferentes ossos que compõem a região. 
  • Ressonância Magnética: possibilita a análise da musculatura da região, principalmente do músculo quadrado femoral, bem como de outras estruturas locais, como nervos e cartilagem articular.

O médico Vitor Mendes, especialista em Cirurgia do Quadril, fala sobre alguns tipos de tratamentos para o impacto isquiofemoral:

  • Repouso, restrição de atividades de alto impacto, fisioterapia e uso de anti-inflamatórios não esteroides. – geralmente os pacientes apresentam bom resultado com esse tratamento, evitando tratamentos invasivos.
  • Infiltrações com corticosteróides e anestésicos guiados por tomografia computadorizada ou ultrassonografia do músculo quadrado femoral. 
  • Cirúrgico.

Impacto isquiofemoral: artroscopia do quadril

A artroscopia do quadril é uma cirurgia feita por vídeo para o tratamento de algumas afecções do quadril, dentre elas o impacto isquiofemoral, mas raramente é indicada logo na primeira avaliação. Por tratar-se de uma cirurgia minimamente invasiva e, portanto, menos dolorosa, quando bem indicada e bem realizada, observa-se boa recuperação dos pacientes. 

“Durante o procedimento, um equipamento é inserido no local da lesão por pequenas incisões e com uma microcâmera que envia imagens, simultaneamente, para um computador. Assim, o médico consegue examinar a estrutura do quadril e realizar as operações necessárias ao paciente”, relata o Dr. Vitor Mendes.

Impacto isquiofemoral: 4 cuidados para recuperação

Após a artroscopia do quadril, caso haja sua indicação, é essencial que o paciente adote alguns cuidados para recuperação e volta às atividades diárias e profissionais, como:

  1. Higienizar as incisões e mantê-las limpas e secas. Geralmente, recomenda-se o uso de muletas por pelo menos duas semanas
  1. Fazer fisioterapia para fortalecer o quadril e regiões próximas, com o objetivo de ganhar firmeza e estabilidade
  1. Manter as pernas elevadas e aplicar gelo durante o dia para aliviar o inchaço, de acordo com a orientação médica
  1. Recorrer a analgésicos e anti-inflamatórios (receitados pelo médico) se sentir incômodo nas regiões afetadas, como glúteos e o quadril

Impacto isquiofemoral: consulta em tempos de Covid-19

O Dr. Vitor Mendes relata que está em plena atividade no atendimento presencial aos seus pacientes, apesar da pandemia de Covid-19. Ele afirma que as medidas de proteção, como higienização e uso de EPIs pelos profissionais, estão sendo realizadas nos locais que atende.

Neste período, os casos menos graves podem ser atendidos via telemedicina, o que ajudará a não sobrecarregar o sistema de saúde. Mas, é preciso cuidado: pessoas com dores intensas na região dos glúteos e quadril devem procurar ajuda médica pessoalmente para um exame adequado do caso e orientação profissional.

“Para as pessoas que puderem sair de casa e estiverem necessitando de acompanhamento médico com urgência, o ideal é procurar atendimento no consultório. Claro que adotando as devidas medidas de proteção, como o uso de máscara e higienização frequente das mãos”, afirma Vitor Mendes.

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