Traumas ortopédicos e cirurgias aumentam na pandemia

No início da pandemia, entre abril e maio de 2020, os casos de cirurgias de traumas ortopédicos caíram em São Paulo em comparação com 2019. Mas, a partir de agosto, o número de procedimentos aumentou, segundo o Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas (HC-SP).

Em relação às internações por traumas ortopédicos, houve queda de 30% quando começou a crise sanitária do coronavírus. Porém, em janeiro de 2021 os números voltaram a patamares de 2019, cerca 160 por mês. As fraturas são graves e envolvem, principalmente, motoboys e ciclistas.

De acordo com o médico ortopedista Vitor Mendes, o trauma ortopédico é caracterizado por lesões musculoesqueléticas provocadas por acidentes. 

“Essas lesões podem variar entre traumas de baixa energia, como acidentes domésticos, quedas simples e entorses; até traumas de alta energia, como acidentes de trânsito, queda de alturas ou resultantes de esporte de alto rendimento”, explica o Dr. Vitor.

Tipos de traumas ortopédicos de baixa energia

  • Fraturas no quadril 
  • Fraturas no ombro  
  • Fraturas no punho

Alguns traumas ortopédicos de baixa energia também são decorrentes do envelhecimento e da osteoporose. Dessa forma, são muito comuns em idosos.

Segundo o médico Vitor Mendes, especialista em Ortopedia, Traumatologia e Cirurgia de Quadril, as fraturas no quadril em idosos são preocupantes porque comprometem a mobilidade do corpo e, consequentemente, todo o quadro de saúde do paciente:

“É comum que os idosos com fraturas no quadril fiquem por longos períodos deitados porque sentem dores ao se movimentarem. Mas o repouso pode gerar problemas ainda maiores, como formação de coágulos (trombose), perda de massa muscular e da força física. Este comportamento agrava o quadro clínico do paciente”, alerta. 

“Além do que, pacientes acamados podem desenvolver escaras e pneumonia, dentre outros quadros dermatológicos e respiratórios,”  reforça.

O médico recomenda que pacientes idosos com histórico de quedas e osteoporose procurem ajuda assim que os primeiros sintomas aparecerem, como dores intensas na região do quadril e diminuição da mobilidade. 

Tipos de traumas ortopédicos de alta energia

  • Politrauma (trauma leva a comprometimento de outros sistemas do organismo, além do esquelético)
  • Fraturas com padrão de maior gravidade 

O Dr. Vitor Mendes explica que os politraumatismos ocorrem quando há duas ou mais lesões graves em pelo menos duas áreas do corpo. É frequentemente associado a acidentes com veículos motorizados.

Podem incluir lesões cerebrais e medulares, afetar órgãos abdominais, torácicos e pélvicos, causando hemorragias de diversos graus, perda de membros, queimaduras, cegueira e perda auditiva, além de múltiplas fraturas ósseas”, complementa.

Fraturas com maior padrão de gravidade geralmente são decorrentes de traumas de alta energia, como queda de altura, acidentes automobilísticos e motociclísticos. 

“São caracterizadas por fraturas complexas dos ossos longos (como o fêmur e a tíbia), lesões do anel pélvico (bacia), fraturas intra-articulares, e podem estar associadas a graves lesões musculares, vasculares e neurológicas”.

Cuidados 

Os traumas ortopédicos podem se apresentar de forma fechada, quando há deformidade, incapacidade funcional e dor. Ou também de forma exposta, quando há rompimento da pele na região da fratura, seja pelo próprio fragmento ósseo ou então pelo trauma.

Em ambos os casos o membro deve ser imobilizado e o paciente deve ser encaminhado à unidade de emergência mais próxima para a avaliação do especialista.

Em relação às fraturas expostas, o médico Vitor Mendes alerta que não deve ser realizada a tentativa de recolocação do osso. “Cobrir a área lesionada com pano limpo é suficiente até a avaliação do especialista. Quanto menos tempo ficar descoberta  a região comprometida, diminui a chance de infecção local”.

Com sangramento ou não, o paciente deve ser encaminhado imediatamente para uma emergência, de preferência em um hospital que ofereça serviço especializado em trauma. 

“A agilidade no atendimento é essencial para aumentar as chances de sucesso no tratamento e, se for o caso, a reabilitação do paciente que sofreu algum trauma ortopédico”, afirma o Dr. Vitor Mendes.

Traumas ortopédicos e tratamentos

O tratamento de traumas ortopédicos inclui uso de medicamentos analgésicos para diminuir a dor. Dependendo da fratura e do tipo de paciente (idosos, crianças, adultos), pode ser indicado o tratamento conservador (não cirúrgico) com imobilização gessada ou órteses. 

Mas há casos nos quais a cirurgia é necessária, com fixação com placas, hastes ou o uso de fixadores externos. 

Perguntas frequentes

  • O que é o trauma?
  • Quais são os tipos de traumas?
  • Quais tipos de lesões podem ocorrer a partir de um trauma?
  • Quais são os tipos de traumas no esporte?
  • Qual a diferença de trauma e lesão?
  • Como os traumas são classificados?

Consulte o Dr. Vitor Trazzi de Arruda Mendes

Médico ortopedista especialista em Cirurgia do Quadril

Tel./Whatsapp: (11) 9 9258-5524

E-mail: contato@drvitortrazzi.com.br

Mais informações: https://drvitortrazzi.com.br/contato 

Fraturas no quadril são comuns em idosos

Envelhecimento e osteoporose podem causar fraturas no quadril

Com o envelhecimento e a osteoporose, o corpo tem menos equilíbrio e resistência para realizar atividades diárias simples (como levantar da cama e ir ao banheiro). Por isso, os relatos de idosos que sofrem acidentes domésticos e fraturas no quadril são comuns nos prontos socorros e consultórios médicos. Dores intensas na região da virilha, coxa e joelhos são alguns sinais que merecem atenção. E ainda mais grave é a incapacidade de andar após as quedas.

De acordo com o médico Vitor Mendes (CRM/SP 146462), especialista em Ortopedia, Traumatologia e Cirurgia de Quadril, as fraturas no quadril em idosos são preocupantes porque comprometem a mobilidade do corpo e, consequentemente, todo o quadro de saúde do paciente:

“É comum que os idosos com fraturas no quadril fiquem por longos períodos deitados porque sentem dores ao se movimentarem. Mas o repouso pode gerar problemas ainda maiores, como formação de coágulos, perda de músculo e da força física. Este comportamento agravará o quadro clínico do paciente”, alerta.

O médico recomenda que pacientes idosos com histórico de quedas e osteoporose procurem ajuda assim que os primeiros sintomas aparecerem, como dores intensas na região do quadril e diminuição da mobilidade. Radiografias simples e, às vezes, Ressonância Magnética e Tomografia ajudarão no diagnóstico das fraturas.

Fraturas no quadril: fatores de risco

  • Envelhecimento
  • Osteoporose
  • Quedas, escorregões e outros acidentes domésticos

Após a realização dos exames, o médico avaliará o tipo de fratura no quadril para recomendar o tratamento adequado:

“Basicamente, existem três tipos principais de fraturas do quadril no idoso, que recebem o nome de acordo com a região do fêmur proximal que é afetada. Consistem em fraturas do colo do fêmur, fraturas da região transtrocanteriana e fraturas da região subtrocanteriana. Na maioria dos casos são tratadas com procedimento cirúrgico”, explica o médico.

Tratamento de fraturas no quadril: cirurgia e fisioterapia ajudam a recuperar movimentos

A cirurgia pode ser indicada para reparar ou substituir o quadril após uma fratura. O procedimento alivia a dor do paciente e reduz o risco de problemas mais graves causados por repousos intensos na cama. A fisioterapia também ajudará na recuperação dos movimentos, da força e equilíbrio do corpo. 

Segundo o médico Vitor Mendes, a artroplastia do quadril é uma cirurgia indicada para substituição da articulação, como nos casos de fraturas do colo do fêmur em idosos. 

“A prótese de quadril é indicada nos casos de fratura do colo do fêmur em idosos. O início da reabilitação ainda no hospital após a cirurgia ajuda o paciente a entender como se movimentar, sentar-se, deitar e realizar outras atividades da vida corriqueira. Isso tudo é importante, pois atua diretamente na prevenção de doenças associadas ao imobilismo como trombose venosa, escaras por pressão e problemas respiratórios.”

Por que a fratura no quadril pode afetar tanto a vida dos idosos? 

A fratura no quadril pode causar dor crônica, diminuir a mobilidade e aumentar o nível de dependência dos pacientes, principalmente, idosos. A lesão está relacionada ao maior risco de infecções e doenças cardiovasculares, comprometendo a vida em diversos aspectos.

“A fratura do quadril no idoso é um problema de saúde pública que tende a crescer devido ao aumento da expectativa de vida. Está associada à morbidade e mortalidade, mas os casos podem ser drasticamente diminuídos com um diagnóstico rápido e preciso que possibilitará o tratamento precoce e diminuirá o índice de complicações associadas. Na menor suspeita, deve-se procurar atendimento em um pronto socorro”, alerta o Dr. Vitor Mendes.