Dor no quadril: causas, sintomas e como tratar condições comuns

A dor no quadril é um problema que afeta pessoas de todas as idades, e pode ser causada por diversas condições, como artrite, artrose, bursite, tendinite, necrose, fratura subcondral, lesão no lábio acetabular e impacto femoroacetabular (IFA). Compreender as causas é fundamental para o tratamento adequado e a prevenção de complicações. Neste artigo, Dr. Vitor Trazzi de Arruda Mendes, especialista em cirurgia do quadril, explica as principais causas de dor no quadril e os melhores tratamentos.

Principais causas de dor no quadril

1. Artrite e artrose no quadril

A artrite é uma inflamação nas articulações, enquanto a artrose está relacionada ao desgaste progressivo da cartilagem, principalmente em pessoas mais velhas. Ambas as condições resultam em dor, rigidez e limitação de movimento.

“A artrose do quadril é uma das causas mais comuns de dor crônica. Identificar e tratar precocemente pode evitar complicações mais sérias, como a necessidade de prótese”, explica Dr. Vitor Trazzi.

2. Bursite

A bursite ocorre quando as bursas, pequenas bolsas cheias de líquido que protegem os ossos e músculos, ficam inflamadas. No quadril, a bursite trocantérica é a mais comum, causando dor no lado externo da coxa.

3. Tendinite no quadril

A tendinite é a inflamação dos tendões que conectam os músculos aos ossos. Essa condição pode surgir por movimentos repetitivos ou atividades físicas intensas, como corrida.

“Atletas e pessoas que fazem exercícios de alto impacto estão mais suscetíveis a desenvolver tendinite no quadril”, diz o especialista.

4. Necrose avascular e fratura subcondral

A necrose avascular ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo para o fêmur, resultando na morte do tecido ósseo. Já a fratura subcondral é uma pequena fissura logo abaixo da cartilagem articular. Ambas as condições podem evoluir para problemas mais graves, como o colapso da articulação.

5. Lesão no lábio acetabular

O lábio acetabular é uma estrutura fibrocartilaginosa que circunda a articulação do quadril, ajudando na estabilidade. Lesões nessa região podem ocorrer por traumas ou movimentos repetitivos, causando dor intensa, especialmente durante atividades físicas.

6. Impacto femoroacetabular (IFA)

O impacto femoroacetabular é uma condição que ocorre quando o fêmur e o acetábulo têm um contato anormal, levando ao desgaste da articulação. Essa condição é comum em jovens e atletas.

“O IFA, se não tratado, pode evoluir para artrose. A boa notícia é que, com o diagnóstico precoce, é possível tratar a condição de forma minimamente invasiva”, afirma o Dr. Vitor Trazzi.

Tratamentos para a dor no quadril

O tratamento da dor no quadril depende da causa subjacente. As opções incluem:

  • Fisioterapia: Exercícios para fortalecer os músculos ao redor do quadril e melhorar a mobilidade.
  • Medicação: Uso de anti-inflamatórios para reduzir a dor e inflamação.
  • Injeções de corticoides: Aplicadas em casos de inflamação aguda, como bursite e tendinite.
  • Cirurgia: Indicada para casos graves de artrose, necrose ou IFA, quando os tratamentos conservadores não forem suficientes.

“Cada paciente é único, e o tratamento deve ser personalizado para atender às suas necessidades específicas. Um diagnóstico correto é o primeiro passo para a recuperação,” enfatiza Dr. Vitor Trazzi.

Dor no quadril: procure um especialista

A dor no quadril pode ser causada por diversas condições, sendo essencial procurar um ortopedista especialista para um diagnóstico preciso. O Dr. Vitor Trazzi de Arruda Mendes, com vasta experiência em cirurgia do quadril, oferece tratamentos personalizados que visam restaurar a função do quadril e melhorar a qualidade de vida dos seus pacientes.

Síndrome espinopélvica envolve quadril e coluna e tem diagnóstico complexo

A movimentação do quadril e da coluna têm uma ligação muito forte, uma vez que a base da espinha dorsal se conecta ao osso da bacia. Devido a esta relação, algumas vezes, torna-se difícil encontrar o motivo de dores nas costas que irradiam para o quadril, a chamada síndrome espinopélvica. Além disso, o movimento da coluna pode interferir em uma possível cirurgia para colocação de próteses nos quadris.

De acordo com o Dr. Vitor Trazzi de Arruda Mendes, ortopedista e especialista de quadril, a síndrome espinopélvica é a degeneração da coluna e do quadril e provoca dores nas costas, quadris e glúteos. Esse desgaste dificulta a permanência em pé ou sentado por longo período de tempo, prejudicando a locomoção e levando a formigamentos ou dormências. Este conjunto de sintomas é que vai caracterizar a síndrome, mas, nem sempre o local da dor é o mesmo da sua origem, podendo, por exemplo, ter como ponto inicial a região lombar, mas com irradiação para bacia e nádegas. É mais comum em pacientes a partir dos 40 anos, mas pode afetar também os mais jovens. 

Devido à estreita ligação, o movimento da coluna pode afetar o quadril e vice-versa, o que torna mais complexo o diagnóstico da real causa da dor. Sendo assim, como os sintomas podem direcionar a diagnósticos diferentes, as queixas do paciente precisam ser avaliadas de um modo conjunto, levando em conta as condições da espinha, da bacia e dos quadris.

Como é feito o diagnóstico da síndrome espinopélvica?

A busca pelas causas da síndrome espinopélvica passa por exames clínicos e de imagens, de forma a ter uma boa avaliação tanto do quadril quanto da coluna. A análise radiográfica do equilíbrio espinopélvico é de alta relevância, principalmente para pacientes com indicações de cirurgia de quadril.

A investigação começa com a anamnese, ou seja, a entrevista que o médico faz com o paciente para começar a entender suas queixas. Outras avaliações que também podem auxiliar no diagnóstico:

Tratamento da síndrome espinopélvica varia de fisioterapia a cirurgia

Identificadas as causas da síndrome espinopélvica, o tratamento é diferente, de acordo com a motivação dos sintomas. Em alguns casos, a fisioterapia pode resolver, levando à diminuição da inflamação e fortalecimento dos músculos. Outras medidas de mudança de vida, como a adoção de exercícios físicos adequados e redução de sobrepeso, também entram no tratamento.

Dependendo das causas, entretanto, cirurgias podem ser necessárias para correção ortopédica do que causa a síndrome. O diagnóstico adequado vai levar à indicação de quais intervenções podem ser necessárias. Além disso, a procura precoce por ajuda médica interfere positivamente no tratamento e resultados.

Vale lembrar que o equilíbrio sagital, ou seja, do movimento da coluna com a pelve, interfere em como a prótese se comporta, principalmente quando o paciente está sentado. Nesta posição, há um movimento chamado retroversão pélvica, que deixa o sacro em uma postura mais vertical, levando ao deslocamento da pelve e do acetábulo para frente, o que pode provocar instabilidade na prótese caso exista algum problema preexistente. Por isso, a avaliação do ortopedista é crucial para eventuais correções prévias que levem ao sucesso da colocação.

Procure um especialista

Tendo como ponto de partida a relação funcional entre coluna vertebral, bacia e os quadris, o Dr. Vitor diz que a síndrome espinopélvica é um conjunto de sinais e sintomas que provocam dores e limitação de movimentos, com as causas podendo se originar tanto na área lombar quanto na pélvica. Embora tenha um diagnóstico que possa ser mais complexo, ele indica o adequado tratamento, que pode ser necessário antes da realização de algumas cirurgias, como a artroplastia de quadril. O importante é sempre buscar um profissional qualificado para uma identificação assertiva das causas.

“A relação entre a coluna e o quadril é fundamental no diagnóstico da síndrome espinopélvica. Muitas vezes, a dor pode irradiar de um local para outro, dificultando a identificação precisa da causa. Uma abordagem integrada, com exames de imagem e avaliação clínica detalhada, é essencial para tratar corretamente essa condição, proporcionando alívio e melhor qualidade de vida aos pacientes.” Dr. Vitor Trazzi de Arruda Mendes

Doenças reumáticas: dores pioram no inverno

A queda nas temperaturas provocada pelo inverno é ainda pior para os pacientes que sofrem com doenças reumáticas, como artrite e artrose. São mais de 15 milhões de brasileiros com esse tipo de patologia, que afeta os ossos, articulações, músculos, e tudo que integra o aparelho locomotor. 

Sentir o corpo mais gelado do que o normal, pontadas de dor e dificuldade para realizar tarefas mais simples do dia a dia como abaixar-se para pegar algo no chão são alguns dos sintomas que pioram no frio para quem tem dores crônicas ou doenças reumáticas.

De acordo com o médico ortopedista Vitor Mendes, a queda de temperatura pode causar contração e rigidez na musculatura, o que piora a dor e o desconforto para esses pacientes. 

“A artrite reumatóide, a artrose e a lombalgia, assim como outros quadros de inflamação nas articulações, são algumas das doenças que apresentam piora no quadro neste período do ano”, afirma o Dr. Vitor Mendes.

Por que pioram no frio?

Conforme explicou o Dr. Vitor Mendes, os músculos e tendões em volta da articulação ficam mais contraídos e mais rígidos quando a temperatura cai. 

Dessa forma, depois que o paciente com doença reumática fica um tempo parado e se levanta, essa musculatura e tendões mais rígidos estiram de forma mais intensa por causa da contração. Assim, há a sensação de piora no quadro da dor.

Alguns estudos mostram que a umidade do ar e pressão atmosférica também afetam os sintomas na articulação. O aumento do sedentarismo durante a pandemia também é um sinal de atenção e que também tem piorado o tratamento dessas doenças. 

Por isso, é importante procurar por especialistas que possam ajudar esses pacientes a enfrentar esta época do ano tão dolorosa. 

Doenças reumáticas: cuidados e tratamentos

A movimentação do corpo e o aquecimento da musculatura são medidas que ajudam no alívio da dor para quem tem artrite, artrose ou outros tipos de doenças reumáticas. Investir em um aquecedor para colocar no quarto e amenizar o frio da madrugada também é uma boa opção. 

O Dr. Vitor Mendes ainda recomenda cobrir as extremidades do corpo com moletons, cobertores e agasalhos, como os pés, punhos, mãos, pescoço e cabeça. “Isso ajuda a aquecer todo o corpo, assim como bolsas de água quente, aplicadas na área da dor por até 30 minutos”, complementa.

Massagem, rotina de alongamentos e exercícios leves são algumas outras ações recomendadas para diminuir a rigidez e melhorar a oxigenação do tecido.

“Esticar as pernas e tentar alongar os membros são movimentos que também mantêm as articulações bem lubrificadas, o que reduz a sensibilidade à dor”, explica o Dr. Vitor Mendes.

Doenças reumáticas: cuidado especial com os idosos

O médico ortopedista alerta para os cuidados com pessoas mais idosas. “Um movimento de alongamento ou exercício mais brusco pode piorar o quadro com o surgimento de outra lesão, por isso, é importante consultar-se com um especialista, que irá indicar o melhor tratamento.”

5 tipos de doenças reumáticas agravadas pelo frio

  1. Artrite reumatóide
  2. Osteoartrite (Artrose)
  3. Lúpus
  4. Osteoporose
  5. Fibromialgia

Consulte o Dr. Vitor Trazzi de Arruda Mendes

Médico ortopedista especialista em Cirurgia do Quadril

Tel./Whatsapp: (11) 9 9258-5524

E-mail: contato@drvitortrazzi.com.br

Mais informações: https://drvitortrazzi.com.br/contato

Perguntas frequentes

  • Quais são as doenças reumáticas?
  • O que é doenças reumáticas autoimunes?
  • Como se faz exame para saber se tem reumatismo?
  • O que causa reumatismo em jovens?
  • Porque o reumatismo ataca no frio?
  • Quais são os sintomas de reumatismo?
  • Quem tem artrose sente dor no frio?
  • Quais são as doenças reumáticas?

Formigamento e dormência: sintomas da Síndrome do Túnel do Carpo

Queixas de dores, formigamento e dormência nas mãos e braços são frequentes nas clínicas médicas. Esses são alguns dos sintomas da Síndrome do Túnel do Carpo. Entenda os fatores de risco, diagnóstico e tratamento da lesão.

Relatos sobre formigamento e dormência nas mãos e braços são comuns nos consultórios médicos. Mas, o que esses sintomas podem indicar? Segundo o Dr. Vitor Mendes, que atende pacientes em São Paulo, essas sensações, muitas vezes, estão associadas à compressão de um nervo no punho, provocando a chamada “Síndrome do Túnel do Carpo”.

O túnel do carpo, formado por ossos e ligamentos, é um tipo de passagem estreita localizada no punho (na mesma face da palma da mão), que protege um nervo importante das mãos e alguns tendões que movem o punho e os dedos. A sensação de dor, formigamento e dormência podem ser sinais de uma lesão nessa estrutura, e só o médico poderá investigá-la.

Principais sintomas da Síndrome do Túnel do Carpo

  • Desconforto e dor nas mãos, punhos e braços principalmente à noite
  • Formigamento e dormência nas mãos e braços (parestesia)

Além de desconforto, dor intensa nos punhos, formigamento e dormência nas mãos e braços, a síndrome pode causar alterações na sensibilidade e sintomas como perda de força muscular, aumento da transpiração e alteração da coloração da pele

“A Síndrome do Túnel do Carpo é a neuropatia periférica mais comum, sendo um problema mundial. Sua causa está ligada, muitas vezes, à atividade profissional, como nos casos de esforços repetitivos ao digitar no computador e celular, realizar e atender telefonemas, entre outras atividades laborais”

Vitor Mendes, médico ortopedista de São Paulo – CRM/SP 146462

Fatores de risco da Síndrome do Túnel do Carpo

A evolução da Síndrome do Túnel do Carpo pode impossibilitar a realização de tarefas simples como segurar objetos leves. Além do trabalho manual repetitivo, outras situações estão associadas à lesão:

  • Obesidade
  • Diabetes
  • Alterações da tireoide
  • Doenças reumatológicas como lúpus e artrite reumatoide
  • Menopausa e climatério
  • Gestação

Diagnóstico da Síndrome do Túnel do Carpo

O diagnóstico precoce da Síndrome do Túnel do Carpo e dos fatores relacionados ajuda na adequação ou eliminação desses fatores e facilita o tratamento da doença. Para avaliar a intensidade da compressão do nervo e recomendar o tipo de tratamento, o médico fará exames físicos e pode solicitar alguns exames complementares tais como a eletroneuromiografia e ultrassonografia

Segundo o médico ortopedista Vitor Mendes, manobras realizadas no exame físico ajudam a avaliar a presença e a intensidade da Síndrome do Túnel do Carpo: o teste de Durkan,  Phalen e o teste de Tinel. Ele explica como funcionam os procedimentos:

“O teste de Durkan é a manobra clínica mais sensível para a detecção da síndrome. Consiste na digitopressão do túnel do carpo, levando à reprodução dos sintomas. Já o teste de Phalen consiste em dobrar o punho e mantê-lo fletido. Nessa posição ocorre o aumento da pressão dentro do túnel do carpo, e se houver compressão do nervo, os sintomas podem se reproduzir ou até piorar. Já o sinal de Tinel consiste em dar pequenas batidas no nervo mediano, que se estiver comprometido, provocará uma sensação de choque e formigamento.”

Vitor Mendes, médico ortopedista de São Paulo

O eletroneuromiografia é indicado para diagnóstico de doenças que afetam todo o sistema nervoso periférico. É realizado em duas etapas: inicialmente por meio de estimulação com uma corrente elétrica dos nervos periféricos, sensitivos e motores.

Depois, é utilizado um eletrodo de agulha descartável, que por meio da análise da fibra muscular, auxilia o médico a determinar a gravidade dos problemas identificados na primeira parte do exame e a identificar patologias como a Síndrome do Túnel do Carpo.

Prevenção e tratamento da Síndrome do Túnel do Carpo

Manter uma rotina saudável é uma das formas de prevenir doenças crônicas como a obesidade e diabetes, alguns dos fatores de risco para a Síndrome do Túnel do Carpo. Também é importante atentar-se para a realização de movimentos repetitivos e, sempre que possível, fazer pausas e alongamentos das mãos (dedos) e braços.

Os métodos de tratamento da Síndrome do Túnel do Carpo podem incluir o uso de talas noturnas – para impossibilitar que o paciente faça movimentos de flexão do punho ao dormir – anti-inflamatórios, corticoides ou sessões de fisioterapia. A cirurgia pode ser indicada nos casos mais graves.

4 fatos sobre a Síndrome do Túnel do Carpo

  1. Seu principal sintoma é a parestesia, um tipo de formigamento e dormência que se manifesta na área do nervo mediano das mãos;
  1. Pode ser causada por atividades que impliquem movimentos repetitivos de flexo-extensão do punho, assim como alterações nos hormônios, doenças reumáticas e crônicas, e falta de hábitos saudáveis;
  1. Atinge muitas mulheres na gestação, menopausa e no período chamado como “climatério”, quando estão sujeitas à queda da produção de estrógeno;
  1. Se não tratá-la, pode evoluir e causar limitação dos movimentos das mãos e braços, além de alterações de sensibilidade nos dedos.

Já ouviu falar da dorsalgia? Saiba os sintomas, diagnóstico e tratamento

Os sintomas da dorsalgia são como dores nas costas, mas atingem, principalmente, a região dorsal. Para um diagnóstico e tratamento adequado, procure ajuda de um médico ortopedista.

A dorsalgia, um tipo de dor nas costas, aparece entre os principais motivos dos casos de auxílio-doença concedidos pelo INSS nos últimos 10 anos. A dorsalgia ocorre com maior intensidade na região do dorso (a parte mais alta das costas), e pode afetar a mobilidade e locomoção do corpo.

“A dor na região dorsal se deve, principalmente, a alterações na musculatura da região, na maioria das vezes associadas ao estresse e erros posturais ao longo do expediente de trabalho. Também pode estar associada a outras situações mais graves, como neoplasias, doenças infecciosas, metabólicas ou trauma”, comenta o médico ortopedista Vitor Mendes.

Dorsalgia: sintomas e diagnóstico

Dificuldade para respirar e sensação de “pontada” e “queimação” no dorso são alguns dos sintomas da dorsalgia. Pacientes relatam desconforto ao realizar movimentos, como dirigir, levantar peso, praticar atividades físicas e até mesmo para dormir.

A dorsalgia, muitas vezes, está associada à má postura, falta de hábitos saudáveis e sedentarismo. Doenças e lesões também podem causá-la, como hérnia de disco, artrose, fibromialgia, alterações na coluna – lordose, escoliose e cifose, entre outras. 

No consultório, Vitor Mendes explica que é feito um exame da coluna do paciente para identificar se existem deformidades, contraturas musculares e possíveis limitações de movimentos. “Para o diagnóstico também pode ser necessária a realização de exames como radiografias e ressonância magnética”.

Tipos de dorsalgia: aguda, subaguda e crônica

Os tipos de dorsalgia se diferenciam pela intensidade e tempo em que a dor permanece no corpo do paciente. São eles:

  • Aguda: é caracterizada pela duração dos sintomas de até seis semanas. A recuperação do paciente e o sumiço das dores, normalmente, ocorre em um mês.
  • Subaguda: esse tipo de dorsalgia tem duração dos sintomas de seis a 12 semanas, e costuma melhorar em até três meses.
  • Crônica: é o tipo mais persistente da dorsalgia. Pode durar 12 semanas ou mais. A recuperação do paciente é mais lenta.

O diagnóstico de pacientes com queixa de dor nas costas deve ser rápido para que o tratamento da dorsalgia seja iniciado o quanto antes. Dessa forma, as probabilidades de recuperação são maiores para o paciente com incômodos na coluna.

Causas da dorsalgia: o que a provoca?

A dorsalgia pode ser causada por outros problemas de saúde, como tumores, traumas, infecções, distúrbios metabólicos, estruturais e degenerativos. O médico Vitor Mendes explica:

  1. Dorsalgia mecânica: é a principal causa, e ocorre com a  contratura da musculatura dorsal, periescapular e do trapézio. Muito presente nos dias de hoje, está associada com a vida estressante das grandes cidades, ritmo de trabalho, tabagismo, falta de atividade física e erros posturais. É caracterizada pela presença dos chamados pontos gatilhos ao longo das fibras musculares.
  1. Dorsalgia neoplásica: indica a existência de tumores benignos e malignos, primários ou metastáticos. Muitos pacientes que falecem por neoplasia maligna apresentam metástases ósseas, sendo a coluna vertebral o local mais comum.
  1. Dorsalgia traumática: o trauma da região dorsal é bastante frequente. Pacientes que apresentam dor de forte intensidade devem fazer um exame físico minucioso e exames complementares.
  1. Dorsalgia infecciosa: indica infecções das estruturas da coluna dorsal, podendo comprometer o tecido ósseo, discal ou nervos (Herpes Zoster), tanto em crianças quanto em adultos. Pode ser classificada como fúngica e bacteriana.
  1. Dorsalgia metabólica: pode indicar a osteoporose, doença degenerativa que causa diminuição da massa óssea e aumento do risco de fraturas na coluna vertebral dorsal – que podem acontecer no dia a dia, sem mecanismo de trauma associado.
  1. Dorsalgia estrutural: pode indicar a doença de Scheuermann, também conhecida como dorso curvo juvenil, sendo predominante nos homens. Também pode caracterizar um caso pós-traumático, como sequelas de fraturas e deformidades.
  1. Dorsalgia degenerativa: indica a espondilose, processo que afeta a coluna vertebral e causa alterações degenerativas progressivas dos discos intervertebrais, corpos vertebrais, facetas articulares e estruturas cápsulo-ligamentares.

Tratamento da dorsalgia: remédios, fisioterapia ou cirurgia?

O médico ortopedista Vitor Mendes explica que o tratamento da dorsalgia deve levar em consideração o quadro específico do paciente e os fatores que o causaram. “Dependerá também do local da dor (concentrada ou em toda a coluna) e tipo (aguda, subaguda, crônica)”.

Normalmente, o tratamento é conservador com métodos não-cirúrgicos: anti-inflamatórios, sessões de fisioterapia e exercícios de fortalecimento. Em outras situações, são indicados medicamentos injetáveis e tratamentos alternativos – quiropraxia, acupuntura e estimulação elétrica nervosa transcutânea.

“Em alguns casos, como hérnias de disco ou fraturas, o tratamento da dorsalgia pode ser por meio de cirurgia”, complementa o Dr. Vitor Mendes – CRM/SP 146462. “Felizmente, essas situações são bem menos frequentes.”

Evite a automedicação. Procure um médico para investigar!

É essencial que os pacientes com sintomas da dorsalgia procurem um médico para investigar o tipo da lesão e o tratamento mais adequado. A automedicação é perigosa e pode comprometer ainda mais a saúde. 

Lembre-se: somente o médico conhecerá os sintomas e poderá indicar o remédio, a dosagem adequada e a duração do seu tratamento.

Osteoartrose e osteonecrose no quadril: entenda as diferenças

Os sintomas são parecidos, mas existem grandes diferenças entre a osteoartrose e osteonecrose no quadril. Entenda as causas destas lesões e como se prevenir!

Limitação dos movimentos e dores na região do quadril e virilha são alguns dos sintomas da osteoartrose e osteonecrose. Apesar do nome parecido, essas lesões são bem diferentes. Enquanto a osteoartrose é um desgaste da cartilagem, a osteonecrose no quadril atinge o osso próximo às cartilagens e provoca a perda de células ósseas. 

O médico ortopedista Vitor Mendes, especialista em Cirurgia do Quadril, explica que a osteoartrose é comum com o envelhecimento, principalmente, a partir dos 70 anos, mas também pode ser causada por traumas e fraturas articulares ou doenças reumáticas, como a artrite reumatóide.

Já a osteonecrose no quadril ocorre quando há o rompimento do fluxo sanguíneo para a cabeça femoral, causando um processo de necrose óssea no local que sustenta as cartilagens. “A osteonecrose pode ser causada pelo alcoolismo, uso de medicamentos com corticoesteroides e doenças como a anemia falciforme”, complementa Vitor.

3 fatos sobre a osteoartrose e osteonecrose no quadril

  • A osteoartrose e osteonecrose têm sintomas comuns, como a limitação dos movimentos, dor leve, moderada e intensa na região do quadril e virilha.
  • A osteoartrose é um desgaste da cartilagem, enquanto a osteonecrose é um processo que provoca a morte das células ósseas que sustentam as cartilagens.
  • A osteonecrose pode causar a osteoartrose pela perda de sustentação da cartilagem do quadril, o que provoca lesões na cartilagem, levando ao seu desarranjo e desgaste.

Diagnóstico da osteoartrose e osteonecrose

O diagnóstico da osteoartrose e osteonecrose é feito na consulta com um médico ortopedista, que avaliará a mobilidade do quadril e possíveis incômodos relatados pelo paciente, além de exames de imagem, como radiografias, ressonância magnética e tomografia.

Ele explica a finalidade dos exames clínicos realizados no diagnóstico da

osteoartrose e osteonecrose:

Radiografias (raios-x): são exames simples que trazem muita informação. Possibilitam a avaliação global das estruturas ósseas dos quadris, bem como alterações anatômicas e do espaço articular.

Ressonância   magnética:  complementa a radiografia, permitindo a avaliação do tecido cartilaginoso intra-articular nos casos de artroses iniciais. Pode detectar a osteonecrose precocemente, antes mesmo do aparecimento de sintomas.

Tomografia: auxilia no exame dos ossos, das articulações e dos tecidos moles, como a cartilagem, os músculos e tendões. Além da osteoartrose e osteonecrose, pode detectar a presença de tumores, infecções, e outras anormalidades estruturais e anomalias congênitas.

Prevenção e tratamento da osteoartrose e osteonecrose

Para prevenir a osteoartrose e osteonecrose, o médico ortopedista Vitor Mendes recomenda praticar exercícios físicos com acompanhamento de profissionais qualificados, evitar o tabagismo e uso de medicamentos sem prescrição médica, e adotar hábitos alimentares saudáveis, como o consumo reduzido de bebidas alcoólicas.

O tratamento de pacientes já diagnosticados segue a mesma lógica. “Adotar hábitos mais saudáveis, manter o peso corporal e praticar atividades físicas de baixo impacto, alongamento e fortalecimento da musculatura ajudam na recuperação dos movimentos e da saúde do quadril”, afirma.

“No caso da osteoartrose, na fase inicial em que ainda não há um desgaste muito problemático, é recomendado o uso de analgésicos, anti-inflamatórios e de medicamentos conhecidos como condroprotetores”, explica Vitor Mendes.

Casos mais graves de ambas as doenças necessitam do tratamento cirúrgico, que consiste na substituição da articulação danificada, por uma articulação artificial, a prótese de quadril.

Em alguns casos de osteonecrose inicial, pode-se recorrer a cirurgia de  descompressão, visando retardar a evolução do quadro. “Além  de retirar  o osso que está necrosado, estes tratamentos estimulam a biologia óssea e o crescimento de novos vasos sanguíneos para irrigar a cabeça femoral danificada”, finaliza o médico.

Pacientes com sintomas da osteoartrose e osteonecrose: recomendação é procurar o quanto antes um médico especialista nesta área. Conheça o Dr. Vitor Mendes – CRM/SP 146462.

Síndrome do piriforme: entenda a inflamação no nervo ciático que causa dor no quadril e glúteos

A síndrome do piriforme é uma inflamação que ocorre com a compressão do nervo ciático, causando dor, principalmente, na região posterior do quadril e nos glúteos. Pessoas que frequentam academias e praticam exercícios físicos estão mais propensos a desenvolver este processo inflamatório, já que os movimentos, impactos e contrações musculares são mais intensos em suas atividades.

O médico ortopedista Vitor Mendes explica que o piriforme é o principal músculo rotador externo do quadril, responsável por fazer o movimento de “girar a coxa para fora”, e auxilia na abdução do quadril (abrir a perna). Já o nervo ciático emerge da pelve abaixo dele, na parte posterior do quadril. Algumas pessoas podem apresentar alterações anatômicas, gerando uma compressão do nervo e, consequentemente inflamação e dor intensa.

“A inflamação do ciático pode afetar todo o membro inferior em questão, gerando dor e alterações sensitivas. A síndrome do piriforme, em casos mais intensos, pode provocar parestesia (dormência) nas pernas, diminuição ou acentuação da sensibilidade e sensação de fraqueza, causando sintomas que vão do quadril até os pés. A dor piora quando o piriforme é pressionado contra o nervo ciático, por exemplo, ao sentar ou correr”, afirma o Dr. Vitor Mendes.

Diagnóstico e tratamento da síndrome do piriforme

O diagnóstico da síndrome do piriforme normalmente já é feito em consultório, com avaliação física do médico ortopedista e baseado nos sintomas relatados. Além do histórico de atividades do paciente, são realizados testes clínicos durante o exame físico, já que os sintomas são constatados, principalmente, quando determinados movimentos são executados.

Se o paciente é atleta ou pratica exercícios físicos com frequência, será necessário diminuir o ritmo dessas práticas ou até interrompê-las temporariamente até que a dor desapareça. “Para isso, são recomendados alongamentos específicos na região do quadril, sessões de fisioterapia, além do uso de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos. A cirurgia é uma recomendação rara, apenas para os casos mais graves e que não respondem ao tratamento conservador”, complementa o médico ortopedista Vitor Mendes.

Previna-se contra a síndrome do piriforme

A prevenção da síndrome do piriforme dependerá de um fortalecimento muscular equilibrado para preservar as estruturas da coluna, da pelve e do quadril. Manter o corpo sempre aquecido e alongado também evitará tensões desnecessárias, melhorando o descanso muscular.

“Para quem pratica esportes, os treinamentos funcionais são instrumentos bastante interessantes, porque ajudam o corpo a movimentar-se da forma mais harmônica e menos agressiva, o que ajudará a evitar possíveis lesões no quadril e outras regiões ligadas ao músculo piriforme e ao nervo ciático”, finaliza o Dr. Vitor.

Qualquer sinal de desconforto deve ser motivo para procurar um médico ortopedista.

Lombalgia é problema frequente nos consultórios médicos

Você sabia que a má postura, o sedentarismo e estresse são as principais causas da lombalgia? Segundo o médico ortopedista Vitor Mendes (CRM/SP 146462), especialista em Cirurgia do Quadril, este problema é responsável pela maioria dos atendimentos ortopédicos nos prontos socorros e consultórios médicos. “Alguns dados mostram ainda que entre 80 e 90% da população adulta sofrerá pelo menos um episódio de dor lombar ao longo da vida”, afirma.

A má postura pode estar relacionada a atividades do dia a dia, como ficar muitas horas em uma mesma posição, carregar peso, realizar movimentos de agachamento e levantamento de cargas, entre outras. A prática de exercícios físicos de maneira incorreta também pode sobrecarregar as estruturas lombares, desencadeando quadros de dor.

Lombar x sobrecarga

O médico explica que a lombar é formada pelos ossos e ligamentos da coluna e do sacro, além de camadas musculares e membranas que revestem os músculos. Juntamente com a musculatura abdominal e da cintura pélvica, é responsável pela manutenção postural do corpo humano.

Por isso, a má postura pode levar à sobrecarga dessas estruturas, desencadeando quadros de dor com intensidade variável. “Os pacientes que procuram atendimento de urgência costumam relatar desde um leve desconforto no fim do dia a quadros de dor intensa e sensação de ‘travamento’ da coluna e região lombar”, conta Vitor Mendes.

Apesar da dor ser, na maioria das vezes, um problema muscular, outros sintomas podem aparecer com a lombalgia, como febre, dormência ou paralisia e propagação do desconforto para as pernas. Nesses casos, a busca por atendimento imediato deve ser considerada.

Diagnóstico da lombalgia: exames e histórico do paciente

O diagnóstico da lombalgia dependerá do histórico do paciente, da avaliação física e presencial do médico ortopedista, além de exames de imagem, como tomografias, radiografias e ressonância magnética. Exames de sangue também são procedimentos comuns nos atendimentos em consultórios para descartar processos inflamatórios ou reumáticos do diagnóstico.

Dicas de correção postural para o dia a dia

No dia a dia, o cuidado com a postura corporal ajuda a evitar ou controlar as crises de lombalgia. Confira algumas dicas do Dr. Vitor Mendes!

  • Evite sentar-se com o tronco torto: se você trabalha sentado o dia todo em frente ao computador, pode estar habituado a permanecer com as costas inclinadas. Esta posição está incorreta e pode prejudicar sua lombar. É recomendável acomodar totalmente as costas, principalmente a região lombar (mais baixa) no encosto cadeira. Os pés também devem estar apoiados totalmente sobre o chão com os joelhos em aproximadamente dobrados em 90 graus. Já os braços devem ficar em cima da mesa com os cotovelos apoiados;
  • Evite levantar peso sem dobrar os joelhos: para pessoas que costumam levantar peso em casa e no trabalho, é comum observar o movimento de inclinação das costas, sem o auxílio dos joelhos e pernas. No caso deste tipo de movimento, o correto é fazer um agachamento, dobrando os joelhos para não sobrecarregar a lombar;

  •  Levante-se com frequência: sempre que possível, tente se levantar e movimentar-se um pouco. Busque um café, um copo d’água ou mesmo só estique o corpo. A mudança de posição ajuda o corpo a relaxar a musculatura e faz com que ele saia da zona de inércia que pode gerar o desconforto. Desse modo, evitamos manter a mesma posição por tempo prolongado, diminuindo a fadiga muscular.

Todo cuidado é pouco para prevenir a nossa saúde. Qualquer sinal de desconforto deve ser motivo para procurar um médico ortopedista.

Displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) pode ser detectada no nascimento

Displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ), também chamada de luxação congênita do quadril, pode ser detectada logo após o nascimento, com exames clínicos e de imagem

Já nas primeiras horas de vida, passamos por uma série de exames para saber como está nossa saúde. O popular teste do pezinho é um deles, mas outros dois também são feitos logo após o nascimento e poucos conhecem. Os testes clínicos de Ortolani e Barlow ajudam a detectar a displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ), uma alteração na formação no quadril dos bebês.

Segundo o médico ortopedista Vitor Mendes (CRM/SP 146462), especialista em Cirurgia do Quadril, a suspeita clínica da presença da displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) já ocorre nesta fase de exames logo após o nascimento, porém, os sintomas da luxação podem ser notados com o avanço da idade, em crianças, adolescentes e até mesmo adultos.

“Mesmo após a triagem de testes no nascimento, é importante ficar sempre atento aos movimentos do corpo, se há sinais de desconforto no quadril ou mobilidade reduzida. O comprimento diferente das pernas e mancar ao caminhar são alguns dos principais sintomas”, alerta o médico.

Sintomas da displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ)

  • Comprimentos diferentes das pernas
  • Dobras desiguais nas coxas
  • Mobilidade reduzida
  • Dificuldade de flexibilidade de um lado do corpo
  • Mancar ao caminhar 

Fatores de risco e diagnóstico da DDQ

Os testes de Ortolani e Barlow são dois procedimentos realizados logo após o nascimento para o diagnóstico da displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ). Essas manobras clínicas testam a estabilidade da articulação, e devem ser realizadas rotineiramente em todos os recém nascidos, com especial atenção àqueles que apresentam fatores de risco para a DDQ, como:

  • Primeiro filho
  • Sexo feminino
  • Posição fetal pélvica (“sentado”)
  • Pouco líquido amniótico (oligodramnio)
  • Fetos grandes
  • Gemelares 

Mesmo após a triagem neonatal, é recomendada a realização de exames periodicamente nos primeiros anos de vida, como ultrassonografia e radiografia, para verificar a limitação de extensão do quadril da criança. 

O tratamento da displasia do quadril (DDQ)

Se a displasia do quadril for diagnosticada precocemente e o tratamento iniciado com rapidez, é possível desenvolver uma articulação do quadril normal por meio de tratamentos que dependem da idade da criança. 

  • Recém-nascidos: o bebê é colocado no chamado suspensório de Pavlik, por um a dois meses. A cinta mantém o quadril na posição adequada, permitindo o livre movimento das pernas, e ajuda a apertar os ligamentos em torno da articulação do quadril;
  • Seis meses a dois anos: nesta fase, o tratamento mais comum é realizado com redução fechada e gesso. Na maioria dos casos, a tração é usada por algumas semanas antes de reposicionar o fêmur para o relaxamento da musculatura ao redor do quadril;
  • Mais de dois anos: a distensão do quadril pode piorar com o crescimento e aumento no ritmo de movimento das crianças. A cirurgia aberta, então, é normalmente necessária para realinhar o quadril. 

Sem o correto acompanhamento, a DDQ pode se tornar osteoartrite no início da idade adulta, piorando a qualidade de vida do paciente. “Nestes casos, dependendo do grau de acometimento, é indicada a artroplastia do quadril, cirurgia que pode melhorar a mobilidade e reduzir o desgaste da articulação”, diz Vitor Mendes. 

Principais causas da displasia do desenvolvimento do quadril

A origem da displasia do desenvolvimento do quadril ainda é desconhecida, mas alguns estudos indicam que as principais causas podem estar relacionadas com a posição e o espaço do bebê no útero:

  • Na barriga da mãe de primeira viagem, o útero ainda é mais “apertado”, o que impossibilita a movimentação do bebê e favorece o aparecimento da luxação;
  • Ao nascer, é perigoso se o bebê estiver na posição de nádegas, especialmente com os pés para cima dos ombros. A Academia Americana de Pediatria recomenda que nascimentos nestas condições sejam obrigatoriamente acompanhados de exames de ultrassonografia.

Todo cuidado é pouco para prevenir a nossa saúde. Qualquer sinal de desconforto no quadril deve ser motivo para procurar um médico ortopedista.

Bursite no quadril: sintomas e tratamento

Saiba alguns dos sintomas da bursite no quadril e o tratamento adequado

Dor e inchaço são os principais sintomas da bursite no quadril, que acontece quando as chamadas bursas trocantéricas, localizadas na parte superior do fêmur, inflamam. O incômodo pode piorar ao realizar atividades simples do cotidiano, como subir escadas, levantar-se do sofá, caminhar ou ficar longos períodos de pé.

O médico ortopedista Vitor Mendes (CRM/SP 146462) explica que as bursas estão presentes em diversas articulações do nosso corpo, inclusive nos quadris, e sua principal função é diminuir o atrito do contato entre os ossos e demais tecidos. “A bursite no quadril está ligada a fatores como esforços repetitivos na prática de esportes e encurtamento dos músculos da região lateral do quadril e das coxas.”

Algumas complicações podem ocorrer em pessoas com bursite no quadril, como dor contínua e limitante, mobilidade reduzida e dificuldades para dormir. Muitas vezes, não é somente a bursa que está inflamada, mas toda a região próxima, incluindo os tendões e músculos glúteos. Por isso, a dor e o desconforto não se limitam apenas ao quadril.

Médico ortopedista: diagnóstico da bursite no quadril 

O diagnóstico da bursite no quadril é feito por um médico ortopedista, que pedirá exames como Ultrassonografia, Tomografia e Ressonância Magnética para investigar os sintomas relatados pelo paciente. No consultório, é costume medir o comprimento das pernas e a flexibilidade da musculatura ao redor do quadril.

Segundo Vitor Mendes, é importante relatar na consulta médica a existência de cirurgias prévias no quadril. “Conhecer o quadro clínico do paciente ajudará a descobrir doenças pré-existentes que possam ter comprometido a biomecânica do quadril e contribuído para a bursite. Há casos de deformidades na articulação do quadril que levam ao agravamento da lesão da bursa”, afirma.

Tratamento da bursite no quadril: reabilitação e prevenção

O tratamento da bursite na região envolve uma série de medidas. Primeiramente, cuidar da postura é fundamental. Analgésicos simples podem ser recomendados pelo médico para alívio da dor, assim como anti-inflamatórios. 

A reabilitação física é indicada e deve ser feita, sobretudo, para recuperação da amplitude dos movimentos. Exercícios específicos para prevenção de outras lesões no quadril, orientados por profissionais capacitados, também são recomendados.

A intervenção cirúrgica em casos de bursite é menos comum. “A melhora da ergonomia e da qualidade do movimento muscular ajudará a prevenir novas lesões ou reaparecimento da bursite”, diz o médico Vitor Mendes.