Dor no quadril: causas, sintomas e como tratar condições comuns

A dor no quadril é um problema que afeta pessoas de todas as idades, e pode ser causada por diversas condições, como artrite, artrose, bursite, tendinite, necrose, fratura subcondral, lesão no lábio acetabular e impacto femoroacetabular (IFA). Compreender as causas é fundamental para o tratamento adequado e a prevenção de complicações. Neste artigo, Dr. Vitor Trazzi de Arruda Mendes, especialista em cirurgia do quadril, explica as principais causas de dor no quadril e os melhores tratamentos.

Principais causas de dor no quadril

1. Artrite e artrose no quadril

A artrite é uma inflamação nas articulações, enquanto a artrose está relacionada ao desgaste progressivo da cartilagem, principalmente em pessoas mais velhas. Ambas as condições resultam em dor, rigidez e limitação de movimento.

“A artrose do quadril é uma das causas mais comuns de dor crônica. Identificar e tratar precocemente pode evitar complicações mais sérias, como a necessidade de prótese”, explica Dr. Vitor Trazzi.

2. Bursite

A bursite ocorre quando as bursas, pequenas bolsas cheias de líquido que protegem os ossos e músculos, ficam inflamadas. No quadril, a bursite trocantérica é a mais comum, causando dor no lado externo da coxa.

3. Tendinite no quadril

A tendinite é a inflamação dos tendões que conectam os músculos aos ossos. Essa condição pode surgir por movimentos repetitivos ou atividades físicas intensas, como corrida.

“Atletas e pessoas que fazem exercícios de alto impacto estão mais suscetíveis a desenvolver tendinite no quadril”, diz o especialista.

4. Necrose avascular e fratura subcondral

A necrose avascular ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo para o fêmur, resultando na morte do tecido ósseo. Já a fratura subcondral é uma pequena fissura logo abaixo da cartilagem articular. Ambas as condições podem evoluir para problemas mais graves, como o colapso da articulação.

5. Lesão no lábio acetabular

O lábio acetabular é uma estrutura fibrocartilaginosa que circunda a articulação do quadril, ajudando na estabilidade. Lesões nessa região podem ocorrer por traumas ou movimentos repetitivos, causando dor intensa, especialmente durante atividades físicas.

6. Impacto femoroacetabular (IFA)

O impacto femoroacetabular é uma condição que ocorre quando o fêmur e o acetábulo têm um contato anormal, levando ao desgaste da articulação. Essa condição é comum em jovens e atletas.

“O IFA, se não tratado, pode evoluir para artrose. A boa notícia é que, com o diagnóstico precoce, é possível tratar a condição de forma minimamente invasiva”, afirma o Dr. Vitor Trazzi.

Tratamentos para a dor no quadril

O tratamento da dor no quadril depende da causa subjacente. As opções incluem:

  • Fisioterapia: Exercícios para fortalecer os músculos ao redor do quadril e melhorar a mobilidade.
  • Medicação: Uso de anti-inflamatórios para reduzir a dor e inflamação.
  • Injeções de corticoides: Aplicadas em casos de inflamação aguda, como bursite e tendinite.
  • Cirurgia: Indicada para casos graves de artrose, necrose ou IFA, quando os tratamentos conservadores não forem suficientes.

“Cada paciente é único, e o tratamento deve ser personalizado para atender às suas necessidades específicas. Um diagnóstico correto é o primeiro passo para a recuperação,” enfatiza Dr. Vitor Trazzi.

Dor no quadril: procure um especialista

A dor no quadril pode ser causada por diversas condições, sendo essencial procurar um ortopedista especialista para um diagnóstico preciso. O Dr. Vitor Trazzi de Arruda Mendes, com vasta experiência em cirurgia do quadril, oferece tratamentos personalizados que visam restaurar a função do quadril e melhorar a qualidade de vida dos seus pacientes.

Síndrome espinopélvica envolve quadril e coluna e tem diagnóstico complexo

A movimentação do quadril e da coluna têm uma ligação muito forte, uma vez que a base da espinha dorsal se conecta ao osso da bacia. Devido a esta relação, algumas vezes, torna-se difícil encontrar o motivo de dores nas costas que irradiam para o quadril, a chamada síndrome espinopélvica. Além disso, o movimento da coluna pode interferir em uma possível cirurgia para colocação de próteses nos quadris.

De acordo com o Dr. Vitor Trazzi de Arruda Mendes, ortopedista e especialista de quadril, a síndrome espinopélvica é a degeneração da coluna e do quadril e provoca dores nas costas, quadris e glúteos. Esse desgaste dificulta a permanência em pé ou sentado por longo período de tempo, prejudicando a locomoção e levando a formigamentos ou dormências. Este conjunto de sintomas é que vai caracterizar a síndrome, mas, nem sempre o local da dor é o mesmo da sua origem, podendo, por exemplo, ter como ponto inicial a região lombar, mas com irradiação para bacia e nádegas. É mais comum em pacientes a partir dos 40 anos, mas pode afetar também os mais jovens. 

Devido à estreita ligação, o movimento da coluna pode afetar o quadril e vice-versa, o que torna mais complexo o diagnóstico da real causa da dor. Sendo assim, como os sintomas podem direcionar a diagnósticos diferentes, as queixas do paciente precisam ser avaliadas de um modo conjunto, levando em conta as condições da espinha, da bacia e dos quadris.

Como é feito o diagnóstico da síndrome espinopélvica?

A busca pelas causas da síndrome espinopélvica passa por exames clínicos e de imagens, de forma a ter uma boa avaliação tanto do quadril quanto da coluna. A análise radiográfica do equilíbrio espinopélvico é de alta relevância, principalmente para pacientes com indicações de cirurgia de quadril.

A investigação começa com a anamnese, ou seja, a entrevista que o médico faz com o paciente para começar a entender suas queixas. Outras avaliações que também podem auxiliar no diagnóstico:

Tratamento da síndrome espinopélvica varia de fisioterapia a cirurgia

Identificadas as causas da síndrome espinopélvica, o tratamento é diferente, de acordo com a motivação dos sintomas. Em alguns casos, a fisioterapia pode resolver, levando à diminuição da inflamação e fortalecimento dos músculos. Outras medidas de mudança de vida, como a adoção de exercícios físicos adequados e redução de sobrepeso, também entram no tratamento.

Dependendo das causas, entretanto, cirurgias podem ser necessárias para correção ortopédica do que causa a síndrome. O diagnóstico adequado vai levar à indicação de quais intervenções podem ser necessárias. Além disso, a procura precoce por ajuda médica interfere positivamente no tratamento e resultados.

Vale lembrar que o equilíbrio sagital, ou seja, do movimento da coluna com a pelve, interfere em como a prótese se comporta, principalmente quando o paciente está sentado. Nesta posição, há um movimento chamado retroversão pélvica, que deixa o sacro em uma postura mais vertical, levando ao deslocamento da pelve e do acetábulo para frente, o que pode provocar instabilidade na prótese caso exista algum problema preexistente. Por isso, a avaliação do ortopedista é crucial para eventuais correções prévias que levem ao sucesso da colocação.

Procure um especialista

Tendo como ponto de partida a relação funcional entre coluna vertebral, bacia e os quadris, o Dr. Vitor diz que a síndrome espinopélvica é um conjunto de sinais e sintomas que provocam dores e limitação de movimentos, com as causas podendo se originar tanto na área lombar quanto na pélvica. Embora tenha um diagnóstico que possa ser mais complexo, ele indica o adequado tratamento, que pode ser necessário antes da realização de algumas cirurgias, como a artroplastia de quadril. O importante é sempre buscar um profissional qualificado para uma identificação assertiva das causas.

“A relação entre a coluna e o quadril é fundamental no diagnóstico da síndrome espinopélvica. Muitas vezes, a dor pode irradiar de um local para outro, dificultando a identificação precisa da causa. Uma abordagem integrada, com exames de imagem e avaliação clínica detalhada, é essencial para tratar corretamente essa condição, proporcionando alívio e melhor qualidade de vida aos pacientes.” Dr. Vitor Trazzi de Arruda Mendes

Infiltração com Ácido Hialurônico no Quadril: O guia completo

A infiltração com ácido hialurônico é uma técnica cada vez mais utilizada por ortopedistas para tratar uma série de condições médicas, proporcionando alívio da dor e melhorando a qualidade de vida dos pacientes. No caso de problemas no quadril, como osteoartrite, bursite ou lesões articulares, o procedimento pode ser uma opção para reduzir a dor e a inflamação, restaurando a função articular e permitindo que os pacientes retomem suas atividades diárias. Neste guia completo desenvolvido pelo Dr. Vitor Trazzi, você irá conhecer os benefícios, indicações e exemplos de tratamento da infiltração com ácido hialurônico no quadril.

Benefícios da Infiltração com Ácido Hialurônico no Quadril:

Redução da Dor e Inflamação:

A infiltração deste componente no quadril pode proporcionar alívio significativo da dor e inflamação em pacientes com osteoartrite, bursite ou outras condições que afetam a articulação do quadril. O ácido hialurônico atua como um lubrificante e amortecedor natural, reduzindo o atrito entre as superfícies articulares e aliviando o desconforto.

Melhoria da Mobilidade Articular:

Ao reduzir a dor e a inflamação, a infiltração com ácido hialurônico pode melhorar significativamente a mobilidade articular no quadril, permitindo que os pacientes realizem atividades diárias com mais facilidade e conforto. Isso pode ser benéfico para pacientes que sofrem de rigidez e limitações de movimento devido a problemas no quadril.

Estímulo à Produção de Colágeno:

O ácido hialurônico também pode estimular a produção de colágeno, uma proteína essencial para a saúde das articulações. O colágeno ajuda a fortalecer as estruturas articulares e a promover a regeneração do tecido danificado, contribuindo para a recuperação e a reparação do quadril afetado.

Baixo Risco de Efeitos Colaterais:

Em comparação com outras opções de tratamento, como anti-inflamatórios orais ou cirurgia, a infiltração com ácido hialurônico apresenta um baixo risco de efeitos colaterais. Como o ácido hialurônico é uma substância naturalmente presente no corpo, o procedimento geralmente é bem tolerado e seguro para a maioria dos pacientes.

Procedimento Minimamente Invasivo:

O procedimento é minimamente invasivo e pode ser realizado no consultório médico, geralmente com anestesia local. Isso significa que os pacientes podem retornar às suas atividades normais logo após o procedimento, com pouco ou nenhum tempo de recuperação necessário. A opção de realização no centro cirúrgico pode proporcionar maior conforto ao paciente.

Indicações para Infiltração com Ácido Hialurônico no Quadril:

A infiltração com ácido hialurônico no quadril pode ser indicada para uma variedade de condições médicas, incluindo:

Exemplos de Tratamento:

Tratamento da Osteoartrite do Quadril:

A osteoartrite do quadril é uma condição degenerativa das articulações que causa dor, rigidez e inflamação. A infiltração com ácido hialurônico pode ser utilizada para aliviar os sintomas da osteoartrite, proporcionando alívio da dor e melhoria da mobilidade.

“A infiltração com ácido hialurônico é uma opção terapêutica eficaz para pacientes com osteoartrite do quadril, principalmente nos estágios iniciais e intermediários, proporcionando alívio da dor e melhoria na qualidade de vida”

Dr. Vitor Trazzi de Arruda Mendes
Alívio da Bursite Trocantérica:

A bursite trocantérica é uma inflamação da bursa (pequena bolsa de líquido que atua como um amortecedor entre os ossos e os tecidos moles ao redor). A infiltração com ácido hialurônico pode reduzir a inflamação e aliviar a dor associada à bursite trocantérica. Para o Dr. Vitor Trazzi, esse tipo de infiltração é uma alternativa promissora para o tratamento da bursite trocantérica, proporcionando alívio da dor e acelerando a recuperação.

Redução da Dor em Lesões Labrais do Quadril:

Lesões labrais do quadril podem causar dor e instabilidade na articulação. A infiltração pode ajudar a aliviar a dor e melhorar a função articular, permitindo que os pacientes retomem suas atividades normais.

Recuperação de Síndrome do Impacto Femoroacetabular (SIFA):

A SIFA é uma condição em que os ossos do quadril não se encaixam perfeitamente, causando dor e dano articular. O procedimento com o ácido pode proporcionar alívio da dor e ajudar a prevenir danos adicionais na articulação.

Controle da Artrite Reumatoide no Quadril:

A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica que pode afetar o quadril. A infiltração pode ser usada como parte do tratamento e para reduzir a inflamação e aliviar a dor associada à artrite reumatoide.

Como é Feita a Infiltração com Ácido Hialurônico no Quadril?

Avaliação Inicial:

O primeiro passo é uma avaliação inicial pelo médico. Durante a consulta, o médico revisará o histórico do paciente, realizará um exame físico e pode solicitar exames de imagem, como radiografias ou ressonância magnética, para avaliar a condição da articulação do quadril.

Preparação do Paciente:

Antes do procedimento, a área a ser tratada será limpa cuidadosamente para evitar infecções. O médico pode aplicar uma anestesia local para minimizar qualquer desconforto durante a infiltração.

Injeção do Ácido Hialurônico:

Usando uma agulha fina, o médico injetará o ácido diretamente na articulação do quadril. O procedimento é realizado sob orientação de imagem, como ultrassonografia ou fluoroscopia, para garantir a precisão da injeção.

Monitoramento Pós-Procedimento:

Após a infiltração, o paciente será monitorado por um curto período para garantir que não haja reações adversas imediatas. O médico fornecerá orientações sobre cuidados pós-procedimento, incluindo evitar atividades extenuantes por alguns dias.

Segurança e Eficiência

A infiltração com ácido hialurônico no quadril é uma técnica terapêutica eficaz e segura que oferece uma série de benefícios para pacientes com condições como osteoartrite, bursite, lesões labrais e artrite reumatoide. O efeito pode variar de paciente para paciente, mas geralmente dura de seis meses a um ano. Alguns pacientes podem necessitar de infiltrações adicionais para manter os benefícios do tratamento.

Este procedimento minimamente invasivo pode proporcionar alívio significativo da dor, melhorar a mobilidade articular e estimular a regeneração do tecido, permitindo que os pacientes retomem suas atividades diárias com mais conforto e qualidade de vida. Se você está sofrendo com dor crônica ou inflamação no quadril, converse com seu médico sobre a possibilidade de realizar este tratamento inovador e dê um passo importante para uma vida mais saudável e ativa.

Traumas ortopédicos e cirurgias aumentam na pandemia

No início da pandemia, entre abril e maio de 2020, os casos de cirurgias de traumas ortopédicos caíram em São Paulo em comparação com 2019. Mas, a partir de agosto, o número de procedimentos aumentou, segundo o Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas (HC-SP).

Em relação às internações por traumas ortopédicos, houve queda de 30% quando começou a crise sanitária do coronavírus. Porém, em janeiro de 2021 os números voltaram a patamares de 2019, cerca 160 por mês. As fraturas são graves e envolvem, principalmente, motoboys e ciclistas.

De acordo com o médico ortopedista Vitor Mendes, o trauma ortopédico é caracterizado por lesões musculoesqueléticas provocadas por acidentes. 

“Essas lesões podem variar entre traumas de baixa energia, como acidentes domésticos, quedas simples e entorses; até traumas de alta energia, como acidentes de trânsito, queda de alturas ou resultantes de esporte de alto rendimento”, explica o Dr. Vitor.

Tipos de traumas ortopédicos de baixa energia

  • Fraturas no quadril 
  • Fraturas no ombro  
  • Fraturas no punho

Alguns traumas ortopédicos de baixa energia também são decorrentes do envelhecimento e da osteoporose. Dessa forma, são muito comuns em idosos.

Segundo o médico Vitor Mendes, especialista em Ortopedia, Traumatologia e Cirurgia de Quadril, as fraturas no quadril em idosos são preocupantes porque comprometem a mobilidade do corpo e, consequentemente, todo o quadro de saúde do paciente:

“É comum que os idosos com fraturas no quadril fiquem por longos períodos deitados porque sentem dores ao se movimentarem. Mas o repouso pode gerar problemas ainda maiores, como formação de coágulos (trombose), perda de massa muscular e da força física. Este comportamento agrava o quadro clínico do paciente”, alerta. 

“Além do que, pacientes acamados podem desenvolver escaras e pneumonia, dentre outros quadros dermatológicos e respiratórios,”  reforça.

O médico recomenda que pacientes idosos com histórico de quedas e osteoporose procurem ajuda assim que os primeiros sintomas aparecerem, como dores intensas na região do quadril e diminuição da mobilidade. 

Tipos de traumas ortopédicos de alta energia

  • Politrauma (trauma leva a comprometimento de outros sistemas do organismo, além do esquelético)
  • Fraturas com padrão de maior gravidade 

O Dr. Vitor Mendes explica que os politraumatismos ocorrem quando há duas ou mais lesões graves em pelo menos duas áreas do corpo. É frequentemente associado a acidentes com veículos motorizados.

Podem incluir lesões cerebrais e medulares, afetar órgãos abdominais, torácicos e pélvicos, causando hemorragias de diversos graus, perda de membros, queimaduras, cegueira e perda auditiva, além de múltiplas fraturas ósseas”, complementa.

Fraturas com maior padrão de gravidade geralmente são decorrentes de traumas de alta energia, como queda de altura, acidentes automobilísticos e motociclísticos. 

“São caracterizadas por fraturas complexas dos ossos longos (como o fêmur e a tíbia), lesões do anel pélvico (bacia), fraturas intra-articulares, e podem estar associadas a graves lesões musculares, vasculares e neurológicas”.

Cuidados 

Os traumas ortopédicos podem se apresentar de forma fechada, quando há deformidade, incapacidade funcional e dor. Ou também de forma exposta, quando há rompimento da pele na região da fratura, seja pelo próprio fragmento ósseo ou então pelo trauma.

Em ambos os casos o membro deve ser imobilizado e o paciente deve ser encaminhado à unidade de emergência mais próxima para a avaliação do especialista.

Em relação às fraturas expostas, o médico Vitor Mendes alerta que não deve ser realizada a tentativa de recolocação do osso. “Cobrir a área lesionada com pano limpo é suficiente até a avaliação do especialista. Quanto menos tempo ficar descoberta  a região comprometida, diminui a chance de infecção local”.

Com sangramento ou não, o paciente deve ser encaminhado imediatamente para uma emergência, de preferência em um hospital que ofereça serviço especializado em trauma. 

“A agilidade no atendimento é essencial para aumentar as chances de sucesso no tratamento e, se for o caso, a reabilitação do paciente que sofreu algum trauma ortopédico”, afirma o Dr. Vitor Mendes.

Traumas ortopédicos e tratamentos

O tratamento de traumas ortopédicos inclui uso de medicamentos analgésicos para diminuir a dor. Dependendo da fratura e do tipo de paciente (idosos, crianças, adultos), pode ser indicado o tratamento conservador (não cirúrgico) com imobilização gessada ou órteses. 

Mas há casos nos quais a cirurgia é necessária, com fixação com placas, hastes ou o uso de fixadores externos. 

Perguntas frequentes

  • O que é o trauma?
  • Quais são os tipos de traumas?
  • Quais tipos de lesões podem ocorrer a partir de um trauma?
  • Quais são os tipos de traumas no esporte?
  • Qual a diferença de trauma e lesão?
  • Como os traumas são classificados?

Consulte o Dr. Vitor Trazzi de Arruda Mendes

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Inchaço no tornozelo pode indicar lesão ligamentar e problemas vasculares

A lesão no tornozelo é muito comum em atletas. O caso do jogador de futebol Neymar é um exemplo prático da dor e inchaço causados por esse tipo de trauma. Mas não só os esportistas devem ficar atentos. O inchaço no tornozelo também pode ser crônico e indicar problemas vasculares.

Segundo o médico ortopedista Vitor Mendes, a lesão traumática do tornozelo se manifesta geralmente como um edema de origem súbita, principalmente após traumas diretos ou entorses, como ocorreu com Neymar. Mas se você não pratica esportes e está com o tornozelo inchado, é importante investigar.

“De forma geral, inicialmente, quando pensamos em tornozelo inchado, é importante verificar se a origem é traumática ou crônica, como numa doença vascular”, explica Vitor Mendes, médico ortopedista. 

Inchaço no tornozelo: traumas e entorse 

O entorse do tornozelo pode ser leve, moderado ou grave. O primeiro caso ocorre quando há desarranjo das proteínas que constituem as fibras dos ligamentos (estiramento); o segundo quando há rompimento parcial dessas fibras. Já o último caso acontece quando há rompimento total dos ligamentos. 

Os entorses mais graves podem causar lesões condrais, osteocondrais e tendíneas. Alguns  traumas torcionais podem causar fraturas do tornozelo, que se manifestam por dor intensa, a incapacidade de apoiar o pé e o rápido aparecimento de hematoma (arroxeamento da pele) e edema (inchaço). 

A torção do tornozelo também pode ter relação com o tipo de pisada. As pessoas que apoiam mais na borda lateral do pé (pés supinados) e com anteversão femoral (marcha de periquito) têm maior chance de sofrer a lesão.

Inchaço no tornozelo: doenças vasculares

Os problemas vasculares normalmente estão relacionados à circulação periférica. Portanto, caso tenha alguma disfunção nos vasos sanguíneos, o sangue vai ficar represado nas extremidades do corpo, como ocorre na região dos tornozelos e pés, devido à ação da gravidade associada a essa disfunção. 

O médico Vitor Mendes afirma que há exames que podem detectar os motivos de problemas vasculares causadores de inchaço no tornozelo. “A ultrassonografia com auxílio do doppler é um exemplo que consegue verificar como está ocorrendo o fluxo sanguíneo venoso e arterial”, complementa.

Inchaço no tornozelo: principais sintomas 

O inchaço no tornozelo pode ser detectado pelo aumento do tamanho dos pés, além dos próprios tornozelos, entre outros sintomas, como:

  • Pele com aspecto esticado e brilhante
  • Afundamento da pele quando se pressiona com o dedo
  • Dificuldade de calçar meias e sapatos

Inchaço no tornozelo: causas comuns

Algumas das causas mais comuns do inchaço no tornozelo de origem não traumática são:

  1. Problemas nas veias das pernas: causam inchaço nos tornozelos, pés e pernas, principalmente no final do dia. Também há a sensação de peso e dilatação das veias. Geralmente, a pessoa acorda bem, sem a presença do edema e este vai aparecendo ao longo do dia. Nos casos mais graves, pode ocorrer o edema mesmo ao acordar. Normalmente, observa-se a presença de varizes nos membros inferiores.
  1. Gravidez: causa frequentemente inchaço nas mãos, pés, tornozelos, pernas e também na face, principalmente no final da gestação.
  1. Diabetes: pode causar tanto edema de origem vascular (diabetes é fator de risco para doenças vasculares) quanto infecciosa (erisipela, infecções cutâneas profundas). Merecem atenção em especial, devido à potencial gravidade.
  1. Entorses de repetição: pessoas que repetidamente sofrem traumas torcionais do tornozelo podem sofrer com edema crônico, mesmo que não associados a novos traumas.
  1. Doenças da pele: são várias as doenças da pele que causam alteração local e edema. Ao se afastarem causas mais habituais, como os problemas vasculares, é importante realizar a pesquisa de potenciais doenças cutâneas.

Inchaço no tornozelo: atendimento médico e exames

Para casos isolados e menos graves é possível amenizar o inchaço alongando e elevando as pernas, massageando a região afetada, mergulhando os pés e tornozelos em um balde com água fria, mantendo bons hábitos alimentares e realizando exercícios físicos. 

Mas, caso o tornozelo permaneça inchado todos os dias sem causa aparente, é fundamental procurar atendimento médico e realizar exames.

Procure um ortopedista

Em caso de entorse (torção) do tornozelo, dependendo da gravidade dos sintomas, o médico ortopedista pode indicar a realização de exames de raio-x, ressonância ou ultrassom para verificar ossos e ligamentos.

“O inchaço pode indicar uma torção/lesão, que também ocasiona fraturas no tornozelo. É recomendado procurar atendimento no pronto-socorro ortopédico para verificar se é apenas uma lesão ligamentar ou uma fratura, que normalmente exige um tratamento cirúrgico”, ressalta o médico ortopedista Vitor Mendes, que atende em clínicas e prontos-socorros.

No caso de suspeita de alterações cardíacas, o mais indicado é ir ao cardiologista. A consulta inicial com um clínico geral também auxiliará no diagnóstico e na indicação do tratamento adequado com outros especialistas. 

O que pode ser?

O Dr. Vitor Mendes falou em entrevista à Rádio Cidade de Jundiaí (SP) sobre os aspectos relacionados ao inchaço no tornozelo, lesões no joelho e ombros, gota e lombalgia. Confira na íntegra:

Perguntas frequentes

O que é inchaço no tornozelo? O que fazer com o tornozelo inchado? O que causa dor e inchaço no tornozelo? Qual o melhor remédio para inchaço no tornozelo?

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Crianças em casa e os cuidados com acidentes

O isolamento provocado pelo coronavírus tornou comum a presença das crianças em tempo integral em casa. Essa nova realidade exigiu ainda mais atenção dos pais e responsáveis sobre os cuidados para proteção e segurança dos pequenos. 

Normalmente, as crianças têm muita energia e querem explorar o ambiente onde vivem. Mas, sem a devida atenção, esse comportamento pode causar lesões ortopédicas graves. 

Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2019, mais de 11 mil crianças foram internadas por queda no Brasil. Em 2018, 50 crianças morreram por caírem dentro de casa, em acidentes domésticos. 


Acidentes traumáticos: fraturas e lesões

Até que o retorno às aulas aconteça em todos os municípios e estados brasileiros, novas quedas e acidentes com crianças em casa ainda podem ocorrer. Por isso, o médico ortopedista Vitor Mendes, faz um alerta:

“Os ossos e os músculos estão em contínuo crescimento e desenvolvimento durante a infância. E os acidentes traumáticos, como fraturas e outras lesões envolvendo crianças, devem ser tratados imediatamente por um ortopedista para evitar futuros problemas ortopédicos”, afirma.

Manter o ambiente em que a criança está brincando em casa com menos exposição a risco significa menor possibilidade de ela se machucar.  É preciso redobrar a atenção com alguns espaços da casa para que todos permaneçam protegidos.


Espaços da casa e os riscos de acidentes

Para proteger a criança é essencial entender os riscos que cada cômodo da casa pode apresentar, como:

  • Janelas e sacadas: as crianças são muito curiosas e podem se debruçar sobre as janelas e sacadas, por isso, são ambientes com enorme potencial para causar acidentes, muitas vezes, graves e fatais. Devem ser mantidas fechadas e/ou com telas para evitar queda e lesões.
  • Cozinha: objetos cortantes, quentes e produtos químicos devem ser mantidos fora do alcance das crianças. Também é essencial ter um cuidado extra com o fogão, como forno ligado ou chamas acesas. Lembre-se de deixar as alças das panelas viradas para dentro do fogão e, se possível, instale uma grade de proteção na porta da cozinha para evitar que as crianças entrem neste espaço sem supervisão de um adulto.
  • Escadas: as crianças pequenas e bebês, principalmente, não têm a dimensão do perigo de descer ou subir as escadas. Por isso, bloqueie ou isole estes espaços com grades de proteção no topo e na base para evitar que elas subam ou desçam sozinhas.
  • Banheiro: importante nunca deixar as crianças pequenas sozinhas em banheiros, principalmente aqueles com box de vidro, que podem quebrar durante o fechamento ou abertura da porta. Os vasos sanitários também são perigosos, porque se a criança subir e pular no objeto, por exemplo, ele pode quebrar e ocasionar lesões graves.


O que é uma fratura?

A fratura ocorre quando o osso perde sua continuidade. Ela pode ser classificada em:

  • Aberta ou exposta: quando a pele é rompida e osso fica exposto;
  • Fechada: quando a pele não se rompe.


O que fazer em caso de acidentes com as crianças?

Apesar das medidas de prevenção, em casos de acidentes, os pais ou responsáveis devem observar a gravidade da lesão. Se a criança apresentar sinais de fratura (dor intensa e deformidade nos membros), sangramento e vômito, importante cobrir os ferimentos com panos limpos e levá-los imediatamente até um pronto-socorro.


Educação e prevenção: converse com um médico ortopedista

Segundo a organização internacional Safe Kids Worldwide, grande parte das lesões e mortes causadas por acidentes envolvendo crianças e adolescentes poderia ser evitada por meio da educação preventiva. 

Assim, a educação para prevenção é fundamental. O médico pode ajudar a solucionar dúvidas sobre como evitar fraturas e lesões, e caso algum acidente ocorra, ele terá papel essencial na recuperação do paciente.

Conheça o Dr. Vitor Trazzi de Arruda Mendes

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Covid-19 e telemedicina: atendimento médico a distância em debate

O coronavírus provocou mudanças em vários aspectos da sociedade no Brasil e mundo afora. A telemedicina é um exemplo que voltou ao debate durante a pandemia e deve continuar pós-covid-19. 

Neste período, a telemedicina passou a ser permitida (Lei 13.989, 15/04/2020) em todas as especialidades médicas, e os procedimentos não se restringem aos casos de coronavírus. 

Todas as informações da consulta a distância devem constar em um prontuário médico, com o registro do profissional, data, horário e o tipo de tecnologia usada.

Enquanto a recomendação das autoridades sanitárias for manter o isolamento, a telemedicina tende a contribuir para a contenção do coronavírus. 


Por que o atendimento médico a distância é motivo de discussão? 

O atendimento médico a distância é motivo de discussão antiga entre os profissionais e estudiosos da área. 

O tema ganhou ainda mais destaque com o isolamento causado pelo coronavírus, o que obrigou posicionamento das autoridades médicas e governamentais quanto à prática.

A possibilidade do uso de algumas modalidades da telemedicina pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) vale em caráter excepcional e enquanto durar o combate à pandemia. 

O CFM, porém, ressalta que o exame médico presencial é a forma eficaz e segura de realizar o diagnóstico e tratamento de doenças. 

O governo federal também só autorizou a prática temporariamente como medida de prevenção e contenção do coronavírus.

Já a Associação Médica Brasileira (AMB) afirma que a incorporação de novas tecnologias à medicina “é um caminho sem volta e que esse avanço pode ser muito positivo, desde que disciplinado por diretrizes responsáveis, com foco no fortalecimento da relação médico-paciente.”


Telemedicina x contato pessoal entre médico-paciente

O médico ortopedista Vitor Mendes, que atua em clínicas particulares e pronto-socorro de São Paulo, acredita que a telemedicina tem sido um recurso importante para auxiliar no atendimento à população em meio ao cenário de alto risco à saúde pública devido ao coronavírus. 

Mas, ressalta: “é essencial lembrarmos que nada substitui a consulta presencial com o seu médico de confiança. Um diagnóstico preciso depende do contato com o paciente, através do exame físico e da observação dos sintomas de perto.”

Enquanto a telemedicina pode ajudar em tempos de pandemia como esta que estamos vivendo, sua eficácia não deve ser comparada ao contato pessoal e presencial entre médico-paciente.


Consulta presencial possibilita maior atenção ao paciente

O Dr. Vitor Mendes está em plena atividade no atendimento presencial aos seus pacientes. Ele afirma que as medidas de proteção, como higienização do ambiente e equipamentos médicos, assim como uso de EPIs pelos profissionais, estão sendo realizadas nos locais que atende.

Neste período de pandemia, os casos menos graves podem ser atendidos via telemedicina, o que ajudará a não sobrecarregar o sistema de saúde. Mas, é preciso cuidado para não tornar essa prática comum e, consequentemente, desvalorizar a importância do contato pessoal.

“Para as pessoas que puderem sair de casa e estiverem necessitando de acompanhamento médico com urgência, o ideal é procurar atendimento no consultório. Mas, claro que adotando as devidas medidas de proteção, como o uso de máscara e higienização das mãos”, afirma Vitor Mendes.


O que é permitido na telemedicina no Brasil

De acordo com o CFM, a telemedicina no Brasil pode ser exercida nos seguintes moldes, em caráter de excepcionalidade e enquanto durar a batalha contra a Covid-19:

  • Teleorientação: que permite que médicos realizem a distância a orientação e o encaminhamento de pacientes em isolamento; 
  • Telemonitoramento: possibilita que, sob supervisão ou orientação médicas, sejam monitorados a distância parâmetros de saúde e/ou doença; 
  • Teleinterconsulta: permite a troca de informações e opiniões exclusivamente entre médicos, para auxílio diagnóstico ou terapêutico.

De acordo com a Resolução CFM nº 1.643, de 2002, e que está sendo usada como base para as regras vigentes durante a pandemia,  a telemedicina é o exercício da Medicina através da utilização de metodologias interativas de comunicação audiovisual e de dados, com o objetivo de assistência, educação e pesquisa em Saúde.

Em caso de emergência, ou quando solicitado pelo médico responsável, a Resolução determina que o médico que emitir o laudo a distância poderá prestar o devido suporte diagnóstico e terapêutico. 


Como funciona a telemedicina em outros países?

Com o coronavírus, houve um boom da telemedicina na China. Um exemplo é o hospital da cidade de Xangai, que passou a registrar mais de 5 mil atendimentos nesta modalidade em apenas algumas semanas, mesmo com sua plataforma online ativa desde 2015.

Já na Itália, um dos países mais afetados pela contaminação, Lodi, Busto Arsizio e Gallarate são algumas das cidades que já estão usando a telemedicina em época de Covid-19.

A situação nos Estados Unidos é um pouco mais complicada, porque a prática da telemedicina, mesmo regulamentada há algum tempo, ainda enfrenta restrições em determinadas regiões do país.

Home office: dicas de postura no trabalho em casa

A pandemia do coronavírus está impactando o cotidiano de todos. O isolamento social mudou até mesmo o modelo de trabalho de muitas empresas. No Brasil, o home office deve crescer 30% após essa crise global, de acordo com pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV). 

Segundo o médico ortopedista Vitor MendesCRM/SP 146462 , que atua em São Paulo, é preciso ter alguns cuidados com a saúde do corpo ao adotar a rotina de trabalhar em casa: a má postura, o sedentarismo e o estresse são agravantes para os casos de dores musculares.  

A lombalgia, por exemplo, já era uma lesão recorrente nos atendimentos médicos e pode estar relacionada aos maus hábitos de postura, à falta de atividade física e crises de estresse. Com o isolamento social e o crescimento do home office, esse tipo de patologia pode agravar-se na população.

“Com a quarentena provocada pelo coronavírus e o trabalho home office aumentando, há relatos de pessoas trabalhando cerca de 3 horas a mais do que o habitual, o que requer uma atenção especial com a saúde física e mental desses trabalhadores”, alerta o médico Vitor Mendes. 

Para prevenir o agravamento dos casos de lombalgia e outros tipos de dores miofasciais no corpo, o médico ortopedista ressalta a importância da adoção de uma rotina de exercícios de alongamento e pausas para descanso durante o período de trabalho.

Má postura: evite ficar horas na mesma posição em home office

A má postura pode estar relacionada a atividades do dia a dia para quem trabalha dentro ou fora de casa como ficar horas em uma mesma posição, carregar peso, entre outros casos de sobrecarga das estruturas do corpo. 

Com o aumento do home office, o simples ato de sentar-se em frente ao computador de forma errada pode comprometer a saúde da coluna. 

“A má postura pode levar à sobrecarga da lombar, desencadeando quadros de dor com intensidade variável. O diagnóstico da lombalgia é clínico, feito através de uma boa avaliação ortopédica. Exames complementares podem ser indicados e auxiliam o médico na avaliação dos potenciais diagnósticos diferenciais como doenças reumáticas, tumores e fraturas no osso osteoporótico na população idosa”, pontua o Dr. Vitor Mendes.

Para evitar a lombalgia e outros desconfortos na região das costas, ombro e quadris, é importante movimentar o corpo mesmo dentro de casa (mas sem exageros) e evitar ficar parado na mesma posição por mais de 30 minutos, seja sentado, deitado ou em pé. “É preciso pausar, relaxar e alongar o corpo”, recomenda o médico. Tentar estabelecer uma rotina de exercícios dentro de casa ajuda no cuidado com o corpo e a mente.

Na maioria das vezes, a lombalgia está relacionada a um problema muscular. Porém, sintomas como febre, dormência, paralisia e desconforto das pernas podem indicar algo mais grave. 

Para conseguir um diagnóstico médico preciso e evitar aglomeração nestes tempos de pandemia com os hospitais sobrecarregados, a dica é procurar uma clínica médica com especialistas em Ortopedia. Veja mais aqui (link dos contatos do Dr. Vitor)

Home office: 3 dicas de correção da postura para o dia a dia 

No dia a dia do trabalho em casa, o cuidado com a postura corporal ajuda a evitar ou controlar as crises de lombalgia. Confira 3 dicas do Dr. Vitor Mendes para cuidar da sua postura durante o home office:

  • Dica 1: Evite sentar-se com o tronco torto  

Se você trabalha sentado o dia todo em frente ao computador, pode estar habituado a permanecer com as costas inclinadas. Esta posição está incorreta e pode prejudicar sua lombar. É recomendável acomodar totalmente as costas, principalmente a região lombar (mais baixa) no encosto cadeira. Os pés também devem estar apoiados totalmente sobre o chão com os joelhos dobrados em 90 graus. Já os braços devem ficar em cima da mesa com os cotovelos apoiados;

  • Dica 2: Evite levantar peso sem dobrar os joelhos 

Para pessoas que costumam levantar peso em casa e no trabalho, é comum observar o movimento de inclinação das costas, sem o auxílio dos joelhos e pernas. No caso deste tipo de movimento, o correto é fazer um agachamento, dobrando os joelhos para não sobrecarregar a lombar;

  • Dica 3: Levante-se com frequência 

Tente levantar-se e movimentar-se um pouco. Busque um café, um copo d’água ou mesmo só estique o corpo. A mudança de posição ajuda o corpo a relaxar a musculatura e faz com que ele saia da zona de inércia que pode gerar o desconforto. Desse modo, evitamos manter a mesma posição por tempo prolongado, diminuindo a fadiga muscular.

Artrite reumatoide e artrose: entenda as diferenças

Artrite reumatoide e artrose podem levar à incapacidade funcional dos pacientes. Entenda as diferenças e os sintomas destas afecções articulares.

A artrite reumatoide e a artrose são doenças das articulações que podem atingir desde crianças até idosos. Apesar do nome parecido, existem diferenças entre elas. A artrite reumatoide é uma doença autoimune, associada à predisposição genética e que leva à degeneração das juntas do corpo. Já a artrose é um desgaste crônico da cartilagem das articulações causado pelo envelhecimento, mas também pode ocorrer em pessoas mais jovens, principalmente após traumas. 

O médico Vitor Mendes (CRM/SP 146462) conta que as dores causadas pela artrite reumatoide e artrose são comuns nos dedos das mãos e pés, quadris, joelhos e até coluna. Ambas podem levar à incapacidade funcional, e por isso, devem ser tratadas assim que os sintomas aparecerem. “O primeiro passo é fazer o diagnóstico correto, quais articulações estão inflamadas e se há deformidade”, afirma.

Artrite reumatoide e artrose: rigidez, limitação dos movimentos e inchaço

Os sintomas da artrite reumatoide e da artrose são parecidos. Rigidez no local dolorido, limitação dos movimentos e inchaço são alguns sinais. “O diagnóstico precoce é essencial para ajudar no tratamento das inflamações, no controle da dor e na prevenção da incapacidade funcional dos pacientes”, afirma o médico.

O avanço das inflamações desgasta a cartilagem articular, causando deformidades e dificuldade para realizar atividades e movimentos. Os exames recomendados por um médico, como radiografia, ressonância magnética e tomografia, ajudam no diagnóstico e na escolha dos procedimentos terapêuticos.

Tratamentos da artrite reumatoide e artrose

O tratamento da artrite reumatoide deve ser guiado por um médico reumatologista e geralmente inclui o uso de medicamentos que atuam no controle da doença, visando minimizar o avanço da inflamação e dos danos. Sessões de fisioterapia também ajudarão o paciente a aliviar as dores e adaptar a rotina.

No caso das artroses, não há um remédio que impeça sua evolução. Em estágios mais leves e iniciais, o tratamento visa o controle dos sintomas, principalmente da dor. Mas em estágios mais graves e que geram muita limitação para o paciente, a intervenção cirúrgica pode ser indicada.

Artrite reumatoide e artrose: alívio da dor com medidas simples na rotina

Algumas medidas simples na rotina podem aliviar a dor de pacientes com artrite reumatoide e artrose. Repousar durante períodos do dia e depois de atividades que demandem esforço da região dolorida, ter cuidado ao sentar, andar, levantar e mover objetos, evitando posições forçadas que sobrecarreguem as articulações, são algumas recomendações do médico Vitor Mendes.

Ele cita outras 3 dicas fundamentais para aliviar a dor e ajudar no tratamento:

– Evite atividades com impactos repetitivos e sobrecarga de pesos para preservar as articulações;

– Com orientação médica, pratique exercícios que fortaleçam a musculatura para dar estabilidade às articulações, mas sem sobrecarregá-las. 

– Controle o ganho de peso corporal com a adoção de uma alimentação saudável, ajudando a não sobrecarregar as articulações e os ossos.

5 lesões no quadril mais comuns em atletas

Lesões no quadril são comuns em atletas. Saiba o porquê.

A articulação do quadril liga o membro inferior ao tronco, nos permitindo movimentar as pernas, como ao caminhar, correr, pular etc. É uma região resistente do nosso corpo, mas nos casos de movimentos excessivos ou traumáticos, pode sofrer danos. Por isso, lesões no quadril podem ocorrer em praticantes de esportes.

Segundo o Dr. Vitor Mendes (CRM/SP 146462), médico especialista em Ortopedia, Traumatologia e Cirurgia de Quadril, as dores causadas por lesões no quadril podem se manifestar na região da virilha, passando pela coxa até o joelho. Em atletas, o desgaste nesta região pode ser ainda maior por vários motivos. 

“Durante a prática esportiva, todas as articulações dos membros inferiores são submetidas a cargas maiores do que nas atividades corriqueiras. Com isso, pode-se ultrapassar o limite de resistência das estruturas que compõem a articulação, bem como da musculatura ao redor dessas articulações. O quadril sustenta grande parte dessa sobrecarga, estando sujeito a lesões”, explica. 

O médico lista as 5 lesões no quadril comuns em atletas – amadores e profissionais:

1.    Impacto Femoroacetabular (IFA)

2.    Bursite de quadril (bursite trocantérica)

3.    Tendinite e lesão glútea

4.    Pubalgia

5.   Lesão muscular dos adutores

Lesões no quadril: Impacto Femoroacetabular (IFA)

O IFA está relacionado à colisão entre a região do colo do fêmur e a borda do acetábulo (região da bacia onde ocorre o encaixe da articulação do quadril no tronco). Essa situação pode causar a compressão do lábio acetabular entre os ossos e gerar lesões irreversíveis na cartilagem articular, que podem progredir para uma artrose grave do quadril.

O IFA acontece principalmente em pessoas que praticam esportes com exigência de flexão acentuada do quadril, associada com rotações do membro inferior ou do tronco, durante a execução dos movimentos, como nos jogos de futebol e partidas de tênis.

Lesões no quadril: Bursite de quadril (bursite trocantérica)

A bursite de quadril, ou bursite trocantérica, é uma lesão frequente em corredores, sendo causada por atrito repetitivo. É caracterizada pela inflamação da bursa, que serve justamente para diminuir o atrito entre a estrutura óssea (o trocânter femoral) e uma membranosa que existe na lateral da coxa (o trato ilio-tibial).

Os sintomas mais comuns da bursite de quadril são dores na região lateral do quadril, que podem piorar depois de longos períodos em pé, caminhando ou subindo e descendo escadas. 

Lesões no quadril: Tendinite e lesão glútea

Dentre todos os músculos que agem em torno do quadril, sem dúvida alguma, os glúteos médio e mínimo são os que têm função primordial para o bom funcionamento da articulação. Eles são os responsáveis pelo equilíbrio da pelve quando retiramos um dos membros inferiores do chão, enquanto caminhamos e corremos.

Corredores de longa distância, ou até mesmo aqueles que cumprem menores quilometragens em treinos e provas, podem gerar sobrecarga nesses músculos caso não tenham um preparo e fortalecimento adequado. Em casos extremos, pode ocorrer até a ruptura de algumas fibras musculares. Algumas vezes, também pode vir acompanhada da bursite trocantérica.

Esta lesão é caracterizada por dor na região posterior e lateral do quadril, junto da região glútea, que piora durante a atividade física. Quando intensa, pode ocorrer ao se levantar ou ao caminhar. 

O médico ortopedista alerta: “Ao menor sintoma, procure a ajuda de um profissional, que pode evitar a progressão do quadro, levando a um menor tempo de recuperação e retorno às atividades.”

Lesões no quadril: Pubalgia

A pubalgia não é propriamente uma lesão no quadril, mas sim na região do púbis, que se manifesta principalmente por dor na virilha, que irradia pela face interna da coxa – sintoma muito semelhante ao gerado pelas doenças do quadril. 

Causada pelo desequilíbrio muscular entre a musculatura adutora e abdominal, acomete principalmente atletas que praticam esportes com chutes ou mudanças abruptas de direção, como nos casos dos tenistas.

A lesão pode ser do tipo aguda ou crônica, dependendo do tempo transcorrido entre o início dos sintomas, o diagnóstico e tratamento. Mais uma vez, o Dr. Vitor Mendes ressalta a importância de procurar atendimento especializado logo que os sinais desta lesão aparecerem. 

Lesão muscular dos adutores 

A musculatura adutora é aquela situada na face interna da coxa. Como toda lesão muscular, pode se manifestar pela famosa “fisgada”.  Segundo o Dr. Vitor, a lesão pode ocorrer nos casos de contração muscular, como quando chutamos e corremos. “Vários músculos do quadril são atingidos, mas os mais comuns são o adutor longo, curto, magno e o grácil”, explica.

As dores causadas por esta lesão, muitas vezes, são acompanhadas pela sensação de estalos na parte interna da coxa, sensibilidade ao toque, hematomas, inchaço e calor na região lesionada.