Síndrome espinopélvica envolve quadril e coluna e tem diagnóstico complexo
A movimentação do quadril e da coluna têm uma ligação muito forte, uma vez que a base da espinha dorsal se conecta ao osso da bacia. Devido a esta relação, algumas vezes, torna-se difícil encontrar o motivo de dores nas costas que irradiam para o quadril, a chamada síndrome espinopélvica. Além disso, o movimento da coluna pode interferir em uma possível cirurgia para colocação de próteses nos quadris.
De acordo com o Dr. Vitor Trazzi de Arruda Mendes, ortopedista e especialista de quadril, a síndrome espinopélvica é a degeneração da coluna e do quadril e provoca dores nas costas, quadris e glúteos. Esse desgaste dificulta a permanência em pé ou sentado por longo período de tempo, prejudicando a locomoção e levando a formigamentos ou dormências. Este conjunto de sintomas é que vai caracterizar a síndrome, mas, nem sempre o local da dor é o mesmo da sua origem, podendo, por exemplo, ter como ponto inicial a região lombar, mas com irradiação para bacia e nádegas. É mais comum em pacientes a partir dos 40 anos, mas pode afetar também os mais jovens.
Devido à estreita ligação, o movimento da coluna pode afetar o quadril e vice-versa, o que torna mais complexo o diagnóstico da real causa da dor. Sendo assim, como os sintomas podem direcionar a diagnósticos diferentes, as queixas do paciente precisam ser avaliadas de um modo conjunto, levando em conta as condições da espinha, da bacia e dos quadris.
Como é feito o diagnóstico da síndrome espinopélvica?
A busca pelas causas da síndrome espinopélvica passa por exames clínicos e de imagens, de forma a ter uma boa avaliação tanto do quadril quanto da coluna. A análise radiográfica do equilíbrio espinopélvico é de alta relevância, principalmente para pacientes com indicações de cirurgia de quadril.
A investigação começa com a anamnese, ou seja, a entrevista que o médico faz com o paciente para começar a entender suas queixas. Outras avaliações que também podem auxiliar no diagnóstico:
- Biocinética e de marcha
- Radiografias do quadril, da bacia e da coluna
- Ressonâncias magnéticas da coluna, da região lombossacra e da bacia
Tratamento da síndrome espinopélvica varia de fisioterapia a cirurgia
Identificadas as causas da síndrome espinopélvica, o tratamento é diferente, de acordo com a motivação dos sintomas. Em alguns casos, a fisioterapia pode resolver, levando à diminuição da inflamação e fortalecimento dos músculos. Outras medidas de mudança de vida, como a adoção de exercícios físicos adequados e redução de sobrepeso, também entram no tratamento.
Dependendo das causas, entretanto, cirurgias podem ser necessárias para correção ortopédica do que causa a síndrome. O diagnóstico adequado vai levar à indicação de quais intervenções podem ser necessárias. Além disso, a procura precoce por ajuda médica interfere positivamente no tratamento e resultados.
Vale lembrar que o equilíbrio sagital, ou seja, do movimento da coluna com a pelve, interfere em como a prótese se comporta, principalmente quando o paciente está sentado. Nesta posição, há um movimento chamado retroversão pélvica, que deixa o sacro em uma postura mais vertical, levando ao deslocamento da pelve e do acetábulo para frente, o que pode provocar instabilidade na prótese caso exista algum problema preexistente. Por isso, a avaliação do ortopedista é crucial para eventuais correções prévias que levem ao sucesso da colocação.
Procure um especialista
Tendo como ponto de partida a relação funcional entre coluna vertebral, bacia e os quadris, o Dr. Vitor diz que a síndrome espinopélvica é um conjunto de sinais e sintomas que provocam dores e limitação de movimentos, com as causas podendo se originar tanto na área lombar quanto na pélvica. Embora tenha um diagnóstico que possa ser mais complexo, ele indica o adequado tratamento, que pode ser necessário antes da realização de algumas cirurgias, como a artroplastia de quadril. O importante é sempre buscar um profissional qualificado para uma identificação assertiva das causas.
"A relação entre a coluna e o quadril é fundamental no diagnóstico da síndrome espinopélvica. Muitas vezes, a dor pode irradiar de um local para outro, dificultando a identificação precisa da causa. Uma abordagem integrada, com exames de imagem e avaliação clínica detalhada, é essencial para tratar corretamente essa condição, proporcionando alívio e melhor qualidade de vida aos pacientes." Dr. Vitor Trazzi de Arruda Mendes
QUEM SOU EU
Dr. Vitor Trazzi
Ortopedia e Cirurgia de Quadril - CRM/SP 146462
Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) Residência em Ortopedia e Traumatologia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP)
Especialização em cirurgia de quadril pelo Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo (IAMSPE)
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)
Ortopedista e Cirurgião de Quadril da AltaCasa Clínica Médica
Médico Especialista em Quadril do Hospital São Camilo – Unidade Santana
Especialista em Quadril da Equipe de Ortopedia e Traumatologia da Clínica Ortoville Ortopedia e Traumatologia
Médico Ortopedista e Traumatologista do Hospital Estadual de Franco da Rocha
Entre em contato
Envie seus dados de contato para agendar seu ortopedista agora mesmo ou agende pelo WhatsApp.
LOCALIZAÇÃO
Onde atendo
Clínica Vinca
R. Joaquim Floriano, 820 - conjunto 31 -
Itaim Bibi, São Paulo
(11) 99266-9790
