Dor no quadril: causas, sintomas e como tratar condições comuns

A dor no quadril é um problema que afeta pessoas de todas as idades, e pode ser causada por diversas condições, como artrite, artrose, bursite, tendinite, necrose, fratura subcondral, lesão no lábio acetabular e impacto femoroacetabular (IFA). Compreender as causas é fundamental para o tratamento adequado e a prevenção de complicações. Neste artigo, Dr. Vitor Trazzi de Arruda Mendes, especialista em cirurgia do quadril, explica as principais causas de dor no quadril e os melhores tratamentos.

Principais causas de dor no quadril

1. Artrite e artrose no quadril

A artrite é uma inflamação nas articulações, enquanto a artrose está relacionada ao desgaste progressivo da cartilagem, principalmente em pessoas mais velhas. Ambas as condições resultam em dor, rigidez e limitação de movimento.

“A artrose do quadril é uma das causas mais comuns de dor crônica. Identificar e tratar precocemente pode evitar complicações mais sérias, como a necessidade de prótese”, explica Dr. Vitor Trazzi.

2. Bursite

A bursite ocorre quando as bursas, pequenas bolsas cheias de líquido que protegem os ossos e músculos, ficam inflamadas. No quadril, a bursite trocantérica é a mais comum, causando dor no lado externo da coxa.

3. Tendinite no quadril

A tendinite é a inflamação dos tendões que conectam os músculos aos ossos. Essa condição pode surgir por movimentos repetitivos ou atividades físicas intensas, como corrida.

“Atletas e pessoas que fazem exercícios de alto impacto estão mais suscetíveis a desenvolver tendinite no quadril”, diz o especialista.

4. Necrose avascular e fratura subcondral

A necrose avascular ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo para o fêmur, resultando na morte do tecido ósseo. Já a fratura subcondral é uma pequena fissura logo abaixo da cartilagem articular. Ambas as condições podem evoluir para problemas mais graves, como o colapso da articulação.

5. Lesão no lábio acetabular

O lábio acetabular é uma estrutura fibrocartilaginosa que circunda a articulação do quadril, ajudando na estabilidade. Lesões nessa região podem ocorrer por traumas ou movimentos repetitivos, causando dor intensa, especialmente durante atividades físicas.

6. Impacto femoroacetabular (IFA)

O impacto femoroacetabular é uma condição que ocorre quando o fêmur e o acetábulo têm um contato anormal, levando ao desgaste da articulação. Essa condição é comum em jovens e atletas.

“O IFA, se não tratado, pode evoluir para artrose. A boa notícia é que, com o diagnóstico precoce, é possível tratar a condição de forma minimamente invasiva”, afirma o Dr. Vitor Trazzi.

Tratamentos para a dor no quadril

O tratamento da dor no quadril depende da causa subjacente. As opções incluem:

  • Fisioterapia: Exercícios para fortalecer os músculos ao redor do quadril e melhorar a mobilidade.
  • Medicação: Uso de anti-inflamatórios para reduzir a dor e inflamação.
  • Injeções de corticoides: Aplicadas em casos de inflamação aguda, como bursite e tendinite.
  • Cirurgia: Indicada para casos graves de artrose, necrose ou IFA, quando os tratamentos conservadores não forem suficientes.

“Cada paciente é único, e o tratamento deve ser personalizado para atender às suas necessidades específicas. Um diagnóstico correto é o primeiro passo para a recuperação,” enfatiza Dr. Vitor Trazzi.

Dor no quadril: procure um especialista

A dor no quadril pode ser causada por diversas condições, sendo essencial procurar um ortopedista especialista para um diagnóstico preciso. O Dr. Vitor Trazzi de Arruda Mendes, com vasta experiência em cirurgia do quadril, oferece tratamentos personalizados que visam restaurar a função do quadril e melhorar a qualidade de vida dos seus pacientes.

Osteoartrose e osteonecrose no quadril: entenda as diferenças

Os sintomas são parecidos, mas existem grandes diferenças entre a osteoartrose e osteonecrose no quadril. Entenda as causas destas lesões e como se prevenir!

Limitação dos movimentos e dores na região do quadril e virilha são alguns dos sintomas da osteoartrose e osteonecrose. Apesar do nome parecido, essas lesões são bem diferentes. Enquanto a osteoartrose é um desgaste da cartilagem, a osteonecrose no quadril atinge o osso próximo às cartilagens e provoca a perda de células ósseas. 

O médico ortopedista Vitor Mendes, especialista em Cirurgia do Quadril, explica que a osteoartrose é comum com o envelhecimento, principalmente, a partir dos 70 anos, mas também pode ser causada por traumas e fraturas articulares ou doenças reumáticas, como a artrite reumatóide.

Já a osteonecrose no quadril ocorre quando há o rompimento do fluxo sanguíneo para a cabeça femoral, causando um processo de necrose óssea no local que sustenta as cartilagens. “A osteonecrose pode ser causada pelo alcoolismo, uso de medicamentos com corticoesteroides e doenças como a anemia falciforme”, complementa Vitor.

3 fatos sobre a osteoartrose e osteonecrose no quadril

  • A osteoartrose e osteonecrose têm sintomas comuns, como a limitação dos movimentos, dor leve, moderada e intensa na região do quadril e virilha.
  • A osteoartrose é um desgaste da cartilagem, enquanto a osteonecrose é um processo que provoca a morte das células ósseas que sustentam as cartilagens.
  • A osteonecrose pode causar a osteoartrose pela perda de sustentação da cartilagem do quadril, o que provoca lesões na cartilagem, levando ao seu desarranjo e desgaste.

Diagnóstico da osteoartrose e osteonecrose

O diagnóstico da osteoartrose e osteonecrose é feito na consulta com um médico ortopedista, que avaliará a mobilidade do quadril e possíveis incômodos relatados pelo paciente, além de exames de imagem, como radiografias, ressonância magnética e tomografia.

Ele explica a finalidade dos exames clínicos realizados no diagnóstico da

osteoartrose e osteonecrose:

Radiografias (raios-x): são exames simples que trazem muita informação. Possibilitam a avaliação global das estruturas ósseas dos quadris, bem como alterações anatômicas e do espaço articular.

Ressonância   magnética:  complementa a radiografia, permitindo a avaliação do tecido cartilaginoso intra-articular nos casos de artroses iniciais. Pode detectar a osteonecrose precocemente, antes mesmo do aparecimento de sintomas.

Tomografia: auxilia no exame dos ossos, das articulações e dos tecidos moles, como a cartilagem, os músculos e tendões. Além da osteoartrose e osteonecrose, pode detectar a presença de tumores, infecções, e outras anormalidades estruturais e anomalias congênitas.

Prevenção e tratamento da osteoartrose e osteonecrose

Para prevenir a osteoartrose e osteonecrose, o médico ortopedista Vitor Mendes recomenda praticar exercícios físicos com acompanhamento de profissionais qualificados, evitar o tabagismo e uso de medicamentos sem prescrição médica, e adotar hábitos alimentares saudáveis, como o consumo reduzido de bebidas alcoólicas.

O tratamento de pacientes já diagnosticados segue a mesma lógica. “Adotar hábitos mais saudáveis, manter o peso corporal e praticar atividades físicas de baixo impacto, alongamento e fortalecimento da musculatura ajudam na recuperação dos movimentos e da saúde do quadril”, afirma.

“No caso da osteoartrose, na fase inicial em que ainda não há um desgaste muito problemático, é recomendado o uso de analgésicos, anti-inflamatórios e de medicamentos conhecidos como condroprotetores”, explica Vitor Mendes.

Casos mais graves de ambas as doenças necessitam do tratamento cirúrgico, que consiste na substituição da articulação danificada, por uma articulação artificial, a prótese de quadril.

Em alguns casos de osteonecrose inicial, pode-se recorrer a cirurgia de  descompressão, visando retardar a evolução do quadro. “Além  de retirar  o osso que está necrosado, estes tratamentos estimulam a biologia óssea e o crescimento de novos vasos sanguíneos para irrigar a cabeça femoral danificada”, finaliza o médico.

Pacientes com sintomas da osteoartrose e osteonecrose: recomendação é procurar o quanto antes um médico especialista nesta área. Conheça o Dr. Vitor Mendes – CRM/SP 146462.

Bursite no quadril: sintomas e tratamento

Saiba alguns dos sintomas da bursite no quadril e o tratamento adequado

Dor e inchaço são os principais sintomas da bursite no quadril, que acontece quando as chamadas bursas trocantéricas, localizadas na parte superior do fêmur, inflamam. O incômodo pode piorar ao realizar atividades simples do cotidiano, como subir escadas, levantar-se do sofá, caminhar ou ficar longos períodos de pé.

O médico ortopedista Vitor Mendes (CRM/SP 146462) explica que as bursas estão presentes em diversas articulações do nosso corpo, inclusive nos quadris, e sua principal função é diminuir o atrito do contato entre os ossos e demais tecidos. “A bursite no quadril está ligada a fatores como esforços repetitivos na prática de esportes e encurtamento dos músculos da região lateral do quadril e das coxas.”

Algumas complicações podem ocorrer em pessoas com bursite no quadril, como dor contínua e limitante, mobilidade reduzida e dificuldades para dormir. Muitas vezes, não é somente a bursa que está inflamada, mas toda a região próxima, incluindo os tendões e músculos glúteos. Por isso, a dor e o desconforto não se limitam apenas ao quadril.

Médico ortopedista: diagnóstico da bursite no quadril 

O diagnóstico da bursite no quadril é feito por um médico ortopedista, que pedirá exames como Ultrassonografia, Tomografia e Ressonância Magnética para investigar os sintomas relatados pelo paciente. No consultório, é costume medir o comprimento das pernas e a flexibilidade da musculatura ao redor do quadril.

Segundo Vitor Mendes, é importante relatar na consulta médica a existência de cirurgias prévias no quadril. “Conhecer o quadro clínico do paciente ajudará a descobrir doenças pré-existentes que possam ter comprometido a biomecânica do quadril e contribuído para a bursite. Há casos de deformidades na articulação do quadril que levam ao agravamento da lesão da bursa”, afirma.

Tratamento da bursite no quadril: reabilitação e prevenção

O tratamento da bursite na região envolve uma série de medidas. Primeiramente, cuidar da postura é fundamental. Analgésicos simples podem ser recomendados pelo médico para alívio da dor, assim como anti-inflamatórios. 

A reabilitação física é indicada e deve ser feita, sobretudo, para recuperação da amplitude dos movimentos. Exercícios específicos para prevenção de outras lesões no quadril, orientados por profissionais capacitados, também são recomendados.

A intervenção cirúrgica em casos de bursite é menos comum. “A melhora da ergonomia e da qualidade do movimento muscular ajudará a prevenir novas lesões ou reaparecimento da bursite”, diz o médico Vitor Mendes.

5 lesões no quadril mais comuns em atletas

Lesões no quadril são comuns em atletas. Saiba o porquê.

A articulação do quadril liga o membro inferior ao tronco, nos permitindo movimentar as pernas, como ao caminhar, correr, pular etc. É uma região resistente do nosso corpo, mas nos casos de movimentos excessivos ou traumáticos, pode sofrer danos. Por isso, lesões no quadril podem ocorrer em praticantes de esportes.

Segundo o Dr. Vitor Mendes (CRM/SP 146462), médico especialista em Ortopedia, Traumatologia e Cirurgia de Quadril, as dores causadas por lesões no quadril podem se manifestar na região da virilha, passando pela coxa até o joelho. Em atletas, o desgaste nesta região pode ser ainda maior por vários motivos. 

“Durante a prática esportiva, todas as articulações dos membros inferiores são submetidas a cargas maiores do que nas atividades corriqueiras. Com isso, pode-se ultrapassar o limite de resistência das estruturas que compõem a articulação, bem como da musculatura ao redor dessas articulações. O quadril sustenta grande parte dessa sobrecarga, estando sujeito a lesões”, explica. 

O médico lista as 5 lesões no quadril comuns em atletas – amadores e profissionais:

1.    Impacto Femoroacetabular (IFA)

2.    Bursite de quadril (bursite trocantérica)

3.    Tendinite e lesão glútea

4.    Pubalgia

5.   Lesão muscular dos adutores

Lesões no quadril: Impacto Femoroacetabular (IFA)

O IFA está relacionado à colisão entre a região do colo do fêmur e a borda do acetábulo (região da bacia onde ocorre o encaixe da articulação do quadril no tronco). Essa situação pode causar a compressão do lábio acetabular entre os ossos e gerar lesões irreversíveis na cartilagem articular, que podem progredir para uma artrose grave do quadril.

O IFA acontece principalmente em pessoas que praticam esportes com exigência de flexão acentuada do quadril, associada com rotações do membro inferior ou do tronco, durante a execução dos movimentos, como nos jogos de futebol e partidas de tênis.

Lesões no quadril: Bursite de quadril (bursite trocantérica)

A bursite de quadril, ou bursite trocantérica, é uma lesão frequente em corredores, sendo causada por atrito repetitivo. É caracterizada pela inflamação da bursa, que serve justamente para diminuir o atrito entre a estrutura óssea (o trocânter femoral) e uma membranosa que existe na lateral da coxa (o trato ilio-tibial).

Os sintomas mais comuns da bursite de quadril são dores na região lateral do quadril, que podem piorar depois de longos períodos em pé, caminhando ou subindo e descendo escadas. 

Lesões no quadril: Tendinite e lesão glútea

Dentre todos os músculos que agem em torno do quadril, sem dúvida alguma, os glúteos médio e mínimo são os que têm função primordial para o bom funcionamento da articulação. Eles são os responsáveis pelo equilíbrio da pelve quando retiramos um dos membros inferiores do chão, enquanto caminhamos e corremos.

Corredores de longa distância, ou até mesmo aqueles que cumprem menores quilometragens em treinos e provas, podem gerar sobrecarga nesses músculos caso não tenham um preparo e fortalecimento adequado. Em casos extremos, pode ocorrer até a ruptura de algumas fibras musculares. Algumas vezes, também pode vir acompanhada da bursite trocantérica.

Esta lesão é caracterizada por dor na região posterior e lateral do quadril, junto da região glútea, que piora durante a atividade física. Quando intensa, pode ocorrer ao se levantar ou ao caminhar. 

O médico ortopedista alerta: “Ao menor sintoma, procure a ajuda de um profissional, que pode evitar a progressão do quadro, levando a um menor tempo de recuperação e retorno às atividades.”

Lesões no quadril: Pubalgia

A pubalgia não é propriamente uma lesão no quadril, mas sim na região do púbis, que se manifesta principalmente por dor na virilha, que irradia pela face interna da coxa – sintoma muito semelhante ao gerado pelas doenças do quadril. 

Causada pelo desequilíbrio muscular entre a musculatura adutora e abdominal, acomete principalmente atletas que praticam esportes com chutes ou mudanças abruptas de direção, como nos casos dos tenistas.

A lesão pode ser do tipo aguda ou crônica, dependendo do tempo transcorrido entre o início dos sintomas, o diagnóstico e tratamento. Mais uma vez, o Dr. Vitor Mendes ressalta a importância de procurar atendimento especializado logo que os sinais desta lesão aparecerem. 

Lesão muscular dos adutores 

A musculatura adutora é aquela situada na face interna da coxa. Como toda lesão muscular, pode se manifestar pela famosa “fisgada”.  Segundo o Dr. Vitor, a lesão pode ocorrer nos casos de contração muscular, como quando chutamos e corremos. “Vários músculos do quadril são atingidos, mas os mais comuns são o adutor longo, curto, magno e o grácil”, explica.

As dores causadas por esta lesão, muitas vezes, são acompanhadas pela sensação de estalos na parte interna da coxa, sensibilidade ao toque, hematomas, inchaço e calor na região lesionada.