Home office: dicas de postura no trabalho em casa

A pandemia do coronavírus está impactando o cotidiano de todos. O isolamento social mudou até mesmo o modelo de trabalho de muitas empresas. No Brasil, o home office deve crescer 30% após essa crise global, de acordo com pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV). 

Segundo o médico ortopedista Vitor MendesCRM/SP 146462 , que atua em São Paulo, é preciso ter alguns cuidados com a saúde do corpo ao adotar a rotina de trabalhar em casa: a má postura, o sedentarismo e o estresse são agravantes para os casos de dores musculares.  

A lombalgia, por exemplo, já era uma lesão recorrente nos atendimentos médicos e pode estar relacionada aos maus hábitos de postura, à falta de atividade física e crises de estresse. Com o isolamento social e o crescimento do home office, esse tipo de patologia pode agravar-se na população.

“Com a quarentena provocada pelo coronavírus e o trabalho home office aumentando, há relatos de pessoas trabalhando cerca de 3 horas a mais do que o habitual, o que requer uma atenção especial com a saúde física e mental desses trabalhadores”, alerta o médico Vitor Mendes. 

Para prevenir o agravamento dos casos de lombalgia e outros tipos de dores miofasciais no corpo, o médico ortopedista ressalta a importância da adoção de uma rotina de exercícios de alongamento e pausas para descanso durante o período de trabalho.

Má postura: evite ficar horas na mesma posição em home office

A má postura pode estar relacionada a atividades do dia a dia para quem trabalha dentro ou fora de casa como ficar horas em uma mesma posição, carregar peso, entre outros casos de sobrecarga das estruturas do corpo. 

Com o aumento do home office, o simples ato de sentar-se em frente ao computador de forma errada pode comprometer a saúde da coluna. 

“A má postura pode levar à sobrecarga da lombar, desencadeando quadros de dor com intensidade variável. O diagnóstico da lombalgia é clínico, feito através de uma boa avaliação ortopédica. Exames complementares podem ser indicados e auxiliam o médico na avaliação dos potenciais diagnósticos diferenciais como doenças reumáticas, tumores e fraturas no osso osteoporótico na população idosa”, pontua o Dr. Vitor Mendes.

Para evitar a lombalgia e outros desconfortos na região das costas, ombro e quadris, é importante movimentar o corpo mesmo dentro de casa (mas sem exageros) e evitar ficar parado na mesma posição por mais de 30 minutos, seja sentado, deitado ou em pé. “É preciso pausar, relaxar e alongar o corpo”, recomenda o médico. Tentar estabelecer uma rotina de exercícios dentro de casa ajuda no cuidado com o corpo e a mente.

Na maioria das vezes, a lombalgia está relacionada a um problema muscular. Porém, sintomas como febre, dormência, paralisia e desconforto das pernas podem indicar algo mais grave. 

Para conseguir um diagnóstico médico preciso e evitar aglomeração nestes tempos de pandemia com os hospitais sobrecarregados, a dica é procurar uma clínica médica com especialistas em Ortopedia. Veja mais aqui (link dos contatos do Dr. Vitor)

Home office: 3 dicas de correção da postura para o dia a dia 

No dia a dia do trabalho em casa, o cuidado com a postura corporal ajuda a evitar ou controlar as crises de lombalgia. Confira 3 dicas do Dr. Vitor Mendes para cuidar da sua postura durante o home office:

  • Dica 1: Evite sentar-se com o tronco torto  

Se você trabalha sentado o dia todo em frente ao computador, pode estar habituado a permanecer com as costas inclinadas. Esta posição está incorreta e pode prejudicar sua lombar. É recomendável acomodar totalmente as costas, principalmente a região lombar (mais baixa) no encosto cadeira. Os pés também devem estar apoiados totalmente sobre o chão com os joelhos dobrados em 90 graus. Já os braços devem ficar em cima da mesa com os cotovelos apoiados;

  • Dica 2: Evite levantar peso sem dobrar os joelhos 

Para pessoas que costumam levantar peso em casa e no trabalho, é comum observar o movimento de inclinação das costas, sem o auxílio dos joelhos e pernas. No caso deste tipo de movimento, o correto é fazer um agachamento, dobrando os joelhos para não sobrecarregar a lombar;

  • Dica 3: Levante-se com frequência 

Tente levantar-se e movimentar-se um pouco. Busque um café, um copo d’água ou mesmo só estique o corpo. A mudança de posição ajuda o corpo a relaxar a musculatura e faz com que ele saia da zona de inércia que pode gerar o desconforto. Desse modo, evitamos manter a mesma posição por tempo prolongado, diminuindo a fadiga muscular.

Lombalgia é problema frequente nos consultórios médicos

Você sabia que a má postura, o sedentarismo e estresse são as principais causas da lombalgia? Segundo o médico ortopedista Vitor Mendes (CRM/SP 146462), especialista em Cirurgia do Quadril, este problema é responsável pela maioria dos atendimentos ortopédicos nos prontos socorros e consultórios médicos. “Alguns dados mostram ainda que entre 80 e 90% da população adulta sofrerá pelo menos um episódio de dor lombar ao longo da vida”, afirma.

A má postura pode estar relacionada a atividades do dia a dia, como ficar muitas horas em uma mesma posição, carregar peso, realizar movimentos de agachamento e levantamento de cargas, entre outras. A prática de exercícios físicos de maneira incorreta também pode sobrecarregar as estruturas lombares, desencadeando quadros de dor.

Lombar x sobrecarga

O médico explica que a lombar é formada pelos ossos e ligamentos da coluna e do sacro, além de camadas musculares e membranas que revestem os músculos. Juntamente com a musculatura abdominal e da cintura pélvica, é responsável pela manutenção postural do corpo humano.

Por isso, a má postura pode levar à sobrecarga dessas estruturas, desencadeando quadros de dor com intensidade variável. “Os pacientes que procuram atendimento de urgência costumam relatar desde um leve desconforto no fim do dia a quadros de dor intensa e sensação de ‘travamento’ da coluna e região lombar”, conta Vitor Mendes.

Apesar da dor ser, na maioria das vezes, um problema muscular, outros sintomas podem aparecer com a lombalgia, como febre, dormência ou paralisia e propagação do desconforto para as pernas. Nesses casos, a busca por atendimento imediato deve ser considerada.

Diagnóstico da lombalgia: exames e histórico do paciente

O diagnóstico da lombalgia dependerá do histórico do paciente, da avaliação física e presencial do médico ortopedista, além de exames de imagem, como tomografias, radiografias e ressonância magnética. Exames de sangue também são procedimentos comuns nos atendimentos em consultórios para descartar processos inflamatórios ou reumáticos do diagnóstico.

Dicas de correção postural para o dia a dia

No dia a dia, o cuidado com a postura corporal ajuda a evitar ou controlar as crises de lombalgia. Confira algumas dicas do Dr. Vitor Mendes!

  • Evite sentar-se com o tronco torto: se você trabalha sentado o dia todo em frente ao computador, pode estar habituado a permanecer com as costas inclinadas. Esta posição está incorreta e pode prejudicar sua lombar. É recomendável acomodar totalmente as costas, principalmente a região lombar (mais baixa) no encosto cadeira. Os pés também devem estar apoiados totalmente sobre o chão com os joelhos em aproximadamente dobrados em 90 graus. Já os braços devem ficar em cima da mesa com os cotovelos apoiados;
  • Evite levantar peso sem dobrar os joelhos: para pessoas que costumam levantar peso em casa e no trabalho, é comum observar o movimento de inclinação das costas, sem o auxílio dos joelhos e pernas. No caso deste tipo de movimento, o correto é fazer um agachamento, dobrando os joelhos para não sobrecarregar a lombar;

  •  Levante-se com frequência: sempre que possível, tente se levantar e movimentar-se um pouco. Busque um café, um copo d’água ou mesmo só estique o corpo. A mudança de posição ajuda o corpo a relaxar a musculatura e faz com que ele saia da zona de inércia que pode gerar o desconforto. Desse modo, evitamos manter a mesma posição por tempo prolongado, diminuindo a fadiga muscular.

Todo cuidado é pouco para prevenir a nossa saúde. Qualquer sinal de desconforto deve ser motivo para procurar um médico ortopedista.

Displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) pode ser detectada no nascimento

Displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ), também chamada de luxação congênita do quadril, pode ser detectada logo após o nascimento, com exames clínicos e de imagem

Já nas primeiras horas de vida, passamos por uma série de exames para saber como está nossa saúde. O popular teste do pezinho é um deles, mas outros dois também são feitos logo após o nascimento e poucos conhecem. Os testes clínicos de Ortolani e Barlow ajudam a detectar a displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ), uma alteração na formação no quadril dos bebês.

Segundo o médico ortopedista Vitor Mendes (CRM/SP 146462), especialista em Cirurgia do Quadril, a suspeita clínica da presença da displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) já ocorre nesta fase de exames logo após o nascimento, porém, os sintomas da luxação podem ser notados com o avanço da idade, em crianças, adolescentes e até mesmo adultos.

“Mesmo após a triagem de testes no nascimento, é importante ficar sempre atento aos movimentos do corpo, se há sinais de desconforto no quadril ou mobilidade reduzida. O comprimento diferente das pernas e mancar ao caminhar são alguns dos principais sintomas”, alerta o médico.

Sintomas da displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ)

  • Comprimentos diferentes das pernas
  • Dobras desiguais nas coxas
  • Mobilidade reduzida
  • Dificuldade de flexibilidade de um lado do corpo
  • Mancar ao caminhar 

Fatores de risco e diagnóstico da DDQ

Os testes de Ortolani e Barlow são dois procedimentos realizados logo após o nascimento para o diagnóstico da displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ). Essas manobras clínicas testam a estabilidade da articulação, e devem ser realizadas rotineiramente em todos os recém nascidos, com especial atenção àqueles que apresentam fatores de risco para a DDQ, como:

  • Primeiro filho
  • Sexo feminino
  • Posição fetal pélvica (“sentado”)
  • Pouco líquido amniótico (oligodramnio)
  • Fetos grandes
  • Gemelares 

Mesmo após a triagem neonatal, é recomendada a realização de exames periodicamente nos primeiros anos de vida, como ultrassonografia e radiografia, para verificar a limitação de extensão do quadril da criança. 

O tratamento da displasia do quadril (DDQ)

Se a displasia do quadril for diagnosticada precocemente e o tratamento iniciado com rapidez, é possível desenvolver uma articulação do quadril normal por meio de tratamentos que dependem da idade da criança. 

  • Recém-nascidos: o bebê é colocado no chamado suspensório de Pavlik, por um a dois meses. A cinta mantém o quadril na posição adequada, permitindo o livre movimento das pernas, e ajuda a apertar os ligamentos em torno da articulação do quadril;
  • Seis meses a dois anos: nesta fase, o tratamento mais comum é realizado com redução fechada e gesso. Na maioria dos casos, a tração é usada por algumas semanas antes de reposicionar o fêmur para o relaxamento da musculatura ao redor do quadril;
  • Mais de dois anos: a distensão do quadril pode piorar com o crescimento e aumento no ritmo de movimento das crianças. A cirurgia aberta, então, é normalmente necessária para realinhar o quadril. 

Sem o correto acompanhamento, a DDQ pode se tornar osteoartrite no início da idade adulta, piorando a qualidade de vida do paciente. “Nestes casos, dependendo do grau de acometimento, é indicada a artroplastia do quadril, cirurgia que pode melhorar a mobilidade e reduzir o desgaste da articulação”, diz Vitor Mendes. 

Principais causas da displasia do desenvolvimento do quadril

A origem da displasia do desenvolvimento do quadril ainda é desconhecida, mas alguns estudos indicam que as principais causas podem estar relacionadas com a posição e o espaço do bebê no útero:

  • Na barriga da mãe de primeira viagem, o útero ainda é mais “apertado”, o que impossibilita a movimentação do bebê e favorece o aparecimento da luxação;
  • Ao nascer, é perigoso se o bebê estiver na posição de nádegas, especialmente com os pés para cima dos ombros. A Academia Americana de Pediatria recomenda que nascimentos nestas condições sejam obrigatoriamente acompanhados de exames de ultrassonografia.

Todo cuidado é pouco para prevenir a nossa saúde. Qualquer sinal de desconforto no quadril deve ser motivo para procurar um médico ortopedista.

Cirurgia por vídeo é indicada para tratamento de lesões no quadril

Cirurgia por vídeo e minimamente invasiva, artroscopia é indicada para tratamento de lesões no quadril como nos casos de IFA

Diversas pessoas sofrem com dores relacionadas a lesões no quadril, como nos casos de Síndrome de Impacto Femoroacetabular (ou IFA – Impacto Femoroacetabular). A doença reduz a mobilidade funcional e compromete a qualidade de vida dos pacientes. Muitas vezes, a cirurgia por vídeo chamada de artroscopia do quadril é indicada para o tratamento da lesão e alívio da dor.

Dores frequentes no quadril e dificuldade nos movimentos são alguns dos sintomas do IFA, mas é essencial procurar ajuda e o diagnóstico adequado com um médico ortopedista. Exames como Radiografia e Tomografia são indicados para avaliar alterações do quadril, enquanto a Ressonância Magnética analisa possíveis lesões na cartilagem e no labrum acetabular. 

Artroscopia do quadril: cirurgia minimamente invasiva e menos dolorosa

Geralmente, o IFA – Impacto Femoroacetabular ocorre em pessoas que realizam movimentos exagerados, como na prática de exercícios físicos ou em situações de flexão excessiva nesta região do corpo. A doença pode provocar o desgaste da cartilagem do quadril, e está relacionada à colisão entre a região do colo do fêmur e a borda do encaixe da articulação do quadril.

“Nos casos em que os exames indicam um quadro avançado do IFA, como a possibilidade de evolução para uma artrose grave do quadril, nós indicamos ao paciente o procedimento cirúrgico chamado de artroscopia do quadril. A cirurgia por vídeo é considerada minimamente invasiva e, portanto, menos dolorosa”, conta o Dr. Vitor Mendes (CRM/SP 146462), médico especialista em Ortopedia, Traumatologia e Cirurgia de Quadril.

Cirurgia artroscópica: microcâmera possibilita observar lesões do quadril

O médico ortopedista é o profissional adequado para descobrir a existência da doença e a necessidade de realizar a cirurgia artroscópica. Segundo o Dr. Vitor Mendes, durante o procedimento, um equipamento é inserido no local da lesão por pequenas incisões e com uma microcâmera que envia imagens, simultaneamente, para um computador. Assim, o médico consegue examinar a estrutura do quadril e realizar as operações necessárias ao paciente.

“O procedimento se inicia pelo inventário da cavidade articular, buscando por lesões que não foram observadas nos exames complementares e confirmando os achados dessas análises. Inicia-se, então, o tratamento das lesões encontradas. Por exemplo, se observada uma lesão labial passível de ser suturada, realiza-se o tratamento desta lesão. Após o tempo articular, inicia-se o procedimento extra articular, que geralmente é realizado para tratamento da lesão do tipo CAME. Ou seja, é feito o desbastamento, por meio de uma broca de rotação rápida, do excesso de osso na transição da cabeça com o colo femoral”, conta o médico.

Artroscopia do quadril: cuidados para recuperação após a cirurgia

Após a artroscopia do quadril, é essencial que o paciente adote alguns cuidados para recuperação e volta às atividades diárias e profissionais, como:

– Higienizar as incisões e mantê-las limpas e secas. Também é recomendado o uso de muletas por pelo menos duas semanas;

– Fazer fisioterapia para fortalecer o quadril e regiões próximas, com o objetivo de ganhar firmeza e estabilidade;

– Manter as pernas elevadas e aplicar gelo durante o dia para aliviar o inchaço, de acordo com a orientação médica;

– Recorrer a analgésicos e anti-inflamatórios (receitados pelo médico) se sentir incômodo nas regiões afetadas, como glúteos e joelhos, além do quadril.

Recuperação da artroscopia do quadril é mais tranquila e rápida

De acordo com o médico ortopedista Vitor Mendes, se os cuidados após o procedimento forem seguidos corretamente pelos pacientes, a recuperação da artroscopia do quadril costuma ser tranquila e mais rápida do que a de uma cirurgia tradicional aberta.

“Como a cirurgia é realizada por meio de pequenos portais, leva a uma menor lesão da musculatura da coxa e glútea, se compararmos ao procedimento semelhante executado por uma cirurgia tradicional ‘aberta’. A artroscopia tem menor índice de dor no pós-operatório imediato, permitindo que mesmo no primeiro dia após a cirurgia, a equipe de fisioterapia inicie o trabalho da reabilitação, com a mobilização da articulação operada e início do treino de marcha com as muletas”, explica.

Além do IFA, a cirurgia artroscópica pode ser realizada em casos de lesões da cartilagem, dos tendões, ressalto do quadril, bursites, doenças da sinóvia, biópsias, entre outras. É um procedimento seguro com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos pacientes.