Infiltração com Ácido Hialurônico no Quadril: O guia completo

A infiltração com ácido hialurônico é uma técnica cada vez mais utilizada por ortopedistas para tratar uma série de condições médicas, proporcionando alívio da dor e melhorando a qualidade de vida dos pacientes. No caso de problemas no quadril, como osteoartrite, bursite ou lesões articulares, o procedimento pode ser uma opção para reduzir a dor e a inflamação, restaurando a função articular e permitindo que os pacientes retomem suas atividades diárias. Neste guia completo desenvolvido pelo Dr. Vitor Trazzi, você irá conhecer os benefícios, indicações e exemplos de tratamento da infiltração com ácido hialurônico no quadril.

Benefícios da Infiltração com Ácido Hialurônico no Quadril:

Redução da Dor e Inflamação:

A infiltração deste componente no quadril pode proporcionar alívio significativo da dor e inflamação em pacientes com osteoartrite, bursite ou outras condições que afetam a articulação do quadril. O ácido hialurônico atua como um lubrificante e amortecedor natural, reduzindo o atrito entre as superfícies articulares e aliviando o desconforto.

Melhoria da Mobilidade Articular:

Ao reduzir a dor e a inflamação, a infiltração com ácido hialurônico pode melhorar significativamente a mobilidade articular no quadril, permitindo que os pacientes realizem atividades diárias com mais facilidade e conforto. Isso pode ser benéfico para pacientes que sofrem de rigidez e limitações de movimento devido a problemas no quadril.

Estímulo à Produção de Colágeno:

O ácido hialurônico também pode estimular a produção de colágeno, uma proteína essencial para a saúde das articulações. O colágeno ajuda a fortalecer as estruturas articulares e a promover a regeneração do tecido danificado, contribuindo para a recuperação e a reparação do quadril afetado.

Baixo Risco de Efeitos Colaterais:

Em comparação com outras opções de tratamento, como anti-inflamatórios orais ou cirurgia, a infiltração com ácido hialurônico apresenta um baixo risco de efeitos colaterais. Como o ácido hialurônico é uma substância naturalmente presente no corpo, o procedimento geralmente é bem tolerado e seguro para a maioria dos pacientes.

Procedimento Minimamente Invasivo:

O procedimento é minimamente invasivo e pode ser realizado no consultório médico, geralmente com anestesia local. Isso significa que os pacientes podem retornar às suas atividades normais logo após o procedimento, com pouco ou nenhum tempo de recuperação necessário. A opção de realização no centro cirúrgico pode proporcionar maior conforto ao paciente.

Indicações para Infiltração com Ácido Hialurônico no Quadril:

A infiltração com ácido hialurônico no quadril pode ser indicada para uma variedade de condições médicas, incluindo:

Exemplos de Tratamento:

Tratamento da Osteoartrite do Quadril:

A osteoartrite do quadril é uma condição degenerativa das articulações que causa dor, rigidez e inflamação. A infiltração com ácido hialurônico pode ser utilizada para aliviar os sintomas da osteoartrite, proporcionando alívio da dor e melhoria da mobilidade.

“A infiltração com ácido hialurônico é uma opção terapêutica eficaz para pacientes com osteoartrite do quadril, principalmente nos estágios iniciais e intermediários, proporcionando alívio da dor e melhoria na qualidade de vida”

Dr. Vitor Trazzi de Arruda Mendes
Alívio da Bursite Trocantérica:

A bursite trocantérica é uma inflamação da bursa (pequena bolsa de líquido que atua como um amortecedor entre os ossos e os tecidos moles ao redor). A infiltração com ácido hialurônico pode reduzir a inflamação e aliviar a dor associada à bursite trocantérica. Para o Dr. Vitor Trazzi, esse tipo de infiltração é uma alternativa promissora para o tratamento da bursite trocantérica, proporcionando alívio da dor e acelerando a recuperação.

Redução da Dor em Lesões Labrais do Quadril:

Lesões labrais do quadril podem causar dor e instabilidade na articulação. A infiltração pode ajudar a aliviar a dor e melhorar a função articular, permitindo que os pacientes retomem suas atividades normais.

Recuperação de Síndrome do Impacto Femoroacetabular (SIFA):

A SIFA é uma condição em que os ossos do quadril não se encaixam perfeitamente, causando dor e dano articular. O procedimento com o ácido pode proporcionar alívio da dor e ajudar a prevenir danos adicionais na articulação.

Controle da Artrite Reumatoide no Quadril:

A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica que pode afetar o quadril. A infiltração pode ser usada como parte do tratamento e para reduzir a inflamação e aliviar a dor associada à artrite reumatoide.

Como é Feita a Infiltração com Ácido Hialurônico no Quadril?

Avaliação Inicial:

O primeiro passo é uma avaliação inicial pelo médico. Durante a consulta, o médico revisará o histórico do paciente, realizará um exame físico e pode solicitar exames de imagem, como radiografias ou ressonância magnética, para avaliar a condição da articulação do quadril.

Preparação do Paciente:

Antes do procedimento, a área a ser tratada será limpa cuidadosamente para evitar infecções. O médico pode aplicar uma anestesia local para minimizar qualquer desconforto durante a infiltração.

Injeção do Ácido Hialurônico:

Usando uma agulha fina, o médico injetará o ácido diretamente na articulação do quadril. O procedimento é realizado sob orientação de imagem, como ultrassonografia ou fluoroscopia, para garantir a precisão da injeção.

Monitoramento Pós-Procedimento:

Após a infiltração, o paciente será monitorado por um curto período para garantir que não haja reações adversas imediatas. O médico fornecerá orientações sobre cuidados pós-procedimento, incluindo evitar atividades extenuantes por alguns dias.

Segurança e Eficiência

A infiltração com ácido hialurônico no quadril é uma técnica terapêutica eficaz e segura que oferece uma série de benefícios para pacientes com condições como osteoartrite, bursite, lesões labrais e artrite reumatoide. O efeito pode variar de paciente para paciente, mas geralmente dura de seis meses a um ano. Alguns pacientes podem necessitar de infiltrações adicionais para manter os benefícios do tratamento.

Este procedimento minimamente invasivo pode proporcionar alívio significativo da dor, melhorar a mobilidade articular e estimular a regeneração do tecido, permitindo que os pacientes retomem suas atividades diárias com mais conforto e qualidade de vida. Se você está sofrendo com dor crônica ou inflamação no quadril, converse com seu médico sobre a possibilidade de realizar este tratamento inovador e dê um passo importante para uma vida mais saudável e ativa.

Home office: dicas de postura no trabalho em casa

A pandemia do coronavírus está impactando o cotidiano de todos. O isolamento social mudou até mesmo o modelo de trabalho de muitas empresas. No Brasil, o home office deve crescer 30% após essa crise global, de acordo com pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV). 

Segundo o médico ortopedista Vitor MendesCRM/SP 146462 , que atua em São Paulo, é preciso ter alguns cuidados com a saúde do corpo ao adotar a rotina de trabalhar em casa: a má postura, o sedentarismo e o estresse são agravantes para os casos de dores musculares.  

A lombalgia, por exemplo, já era uma lesão recorrente nos atendimentos médicos e pode estar relacionada aos maus hábitos de postura, à falta de atividade física e crises de estresse. Com o isolamento social e o crescimento do home office, esse tipo de patologia pode agravar-se na população.

“Com a quarentena provocada pelo coronavírus e o trabalho home office aumentando, há relatos de pessoas trabalhando cerca de 3 horas a mais do que o habitual, o que requer uma atenção especial com a saúde física e mental desses trabalhadores”, alerta o médico Vitor Mendes. 

Para prevenir o agravamento dos casos de lombalgia e outros tipos de dores miofasciais no corpo, o médico ortopedista ressalta a importância da adoção de uma rotina de exercícios de alongamento e pausas para descanso durante o período de trabalho.

Má postura: evite ficar horas na mesma posição em home office

A má postura pode estar relacionada a atividades do dia a dia para quem trabalha dentro ou fora de casa como ficar horas em uma mesma posição, carregar peso, entre outros casos de sobrecarga das estruturas do corpo. 

Com o aumento do home office, o simples ato de sentar-se em frente ao computador de forma errada pode comprometer a saúde da coluna. 

“A má postura pode levar à sobrecarga da lombar, desencadeando quadros de dor com intensidade variável. O diagnóstico da lombalgia é clínico, feito através de uma boa avaliação ortopédica. Exames complementares podem ser indicados e auxiliam o médico na avaliação dos potenciais diagnósticos diferenciais como doenças reumáticas, tumores e fraturas no osso osteoporótico na população idosa”, pontua o Dr. Vitor Mendes.

Para evitar a lombalgia e outros desconfortos na região das costas, ombro e quadris, é importante movimentar o corpo mesmo dentro de casa (mas sem exageros) e evitar ficar parado na mesma posição por mais de 30 minutos, seja sentado, deitado ou em pé. “É preciso pausar, relaxar e alongar o corpo”, recomenda o médico. Tentar estabelecer uma rotina de exercícios dentro de casa ajuda no cuidado com o corpo e a mente.

Na maioria das vezes, a lombalgia está relacionada a um problema muscular. Porém, sintomas como febre, dormência, paralisia e desconforto das pernas podem indicar algo mais grave. 

Para conseguir um diagnóstico médico preciso e evitar aglomeração nestes tempos de pandemia com os hospitais sobrecarregados, a dica é procurar uma clínica médica com especialistas em Ortopedia. Veja mais aqui (link dos contatos do Dr. Vitor)

Home office: 3 dicas de correção da postura para o dia a dia 

No dia a dia do trabalho em casa, o cuidado com a postura corporal ajuda a evitar ou controlar as crises de lombalgia. Confira 3 dicas do Dr. Vitor Mendes para cuidar da sua postura durante o home office:

  • Dica 1: Evite sentar-se com o tronco torto  

Se você trabalha sentado o dia todo em frente ao computador, pode estar habituado a permanecer com as costas inclinadas. Esta posição está incorreta e pode prejudicar sua lombar. É recomendável acomodar totalmente as costas, principalmente a região lombar (mais baixa) no encosto cadeira. Os pés também devem estar apoiados totalmente sobre o chão com os joelhos dobrados em 90 graus. Já os braços devem ficar em cima da mesa com os cotovelos apoiados;

  • Dica 2: Evite levantar peso sem dobrar os joelhos 

Para pessoas que costumam levantar peso em casa e no trabalho, é comum observar o movimento de inclinação das costas, sem o auxílio dos joelhos e pernas. No caso deste tipo de movimento, o correto é fazer um agachamento, dobrando os joelhos para não sobrecarregar a lombar;

  • Dica 3: Levante-se com frequência 

Tente levantar-se e movimentar-se um pouco. Busque um café, um copo d’água ou mesmo só estique o corpo. A mudança de posição ajuda o corpo a relaxar a musculatura e faz com que ele saia da zona de inércia que pode gerar o desconforto. Desse modo, evitamos manter a mesma posição por tempo prolongado, diminuindo a fadiga muscular.

Formigamento e dormência: sintomas da Síndrome do Túnel do Carpo

Queixas de dores, formigamento e dormência nas mãos e braços são frequentes nas clínicas médicas. Esses são alguns dos sintomas da Síndrome do Túnel do Carpo. Entenda os fatores de risco, diagnóstico e tratamento da lesão.

Relatos sobre formigamento e dormência nas mãos e braços são comuns nos consultórios médicos. Mas, o que esses sintomas podem indicar? Segundo o Dr. Vitor Mendes, que atende pacientes em São Paulo, essas sensações, muitas vezes, estão associadas à compressão de um nervo no punho, provocando a chamada “Síndrome do Túnel do Carpo”.

O túnel do carpo, formado por ossos e ligamentos, é um tipo de passagem estreita localizada no punho (na mesma face da palma da mão), que protege um nervo importante das mãos e alguns tendões que movem o punho e os dedos. A sensação de dor, formigamento e dormência podem ser sinais de uma lesão nessa estrutura, e só o médico poderá investigá-la.

Principais sintomas da Síndrome do Túnel do Carpo

  • Desconforto e dor nas mãos, punhos e braços principalmente à noite
  • Formigamento e dormência nas mãos e braços (parestesia)

Além de desconforto, dor intensa nos punhos, formigamento e dormência nas mãos e braços, a síndrome pode causar alterações na sensibilidade e sintomas como perda de força muscular, aumento da transpiração e alteração da coloração da pele

“A Síndrome do Túnel do Carpo é a neuropatia periférica mais comum, sendo um problema mundial. Sua causa está ligada, muitas vezes, à atividade profissional, como nos casos de esforços repetitivos ao digitar no computador e celular, realizar e atender telefonemas, entre outras atividades laborais”

Vitor Mendes, médico ortopedista de São Paulo – CRM/SP 146462

Fatores de risco da Síndrome do Túnel do Carpo

A evolução da Síndrome do Túnel do Carpo pode impossibilitar a realização de tarefas simples como segurar objetos leves. Além do trabalho manual repetitivo, outras situações estão associadas à lesão:

  • Obesidade
  • Diabetes
  • Alterações da tireoide
  • Doenças reumatológicas como lúpus e artrite reumatoide
  • Menopausa e climatério
  • Gestação

Diagnóstico da Síndrome do Túnel do Carpo

O diagnóstico precoce da Síndrome do Túnel do Carpo e dos fatores relacionados ajuda na adequação ou eliminação desses fatores e facilita o tratamento da doença. Para avaliar a intensidade da compressão do nervo e recomendar o tipo de tratamento, o médico fará exames físicos e pode solicitar alguns exames complementares tais como a eletroneuromiografia e ultrassonografia

Segundo o médico ortopedista Vitor Mendes, manobras realizadas no exame físico ajudam a avaliar a presença e a intensidade da Síndrome do Túnel do Carpo: o teste de Durkan,  Phalen e o teste de Tinel. Ele explica como funcionam os procedimentos:

“O teste de Durkan é a manobra clínica mais sensível para a detecção da síndrome. Consiste na digitopressão do túnel do carpo, levando à reprodução dos sintomas. Já o teste de Phalen consiste em dobrar o punho e mantê-lo fletido. Nessa posição ocorre o aumento da pressão dentro do túnel do carpo, e se houver compressão do nervo, os sintomas podem se reproduzir ou até piorar. Já o sinal de Tinel consiste em dar pequenas batidas no nervo mediano, que se estiver comprometido, provocará uma sensação de choque e formigamento.”

Vitor Mendes, médico ortopedista de São Paulo

O eletroneuromiografia é indicado para diagnóstico de doenças que afetam todo o sistema nervoso periférico. É realizado em duas etapas: inicialmente por meio de estimulação com uma corrente elétrica dos nervos periféricos, sensitivos e motores.

Depois, é utilizado um eletrodo de agulha descartável, que por meio da análise da fibra muscular, auxilia o médico a determinar a gravidade dos problemas identificados na primeira parte do exame e a identificar patologias como a Síndrome do Túnel do Carpo.

Prevenção e tratamento da Síndrome do Túnel do Carpo

Manter uma rotina saudável é uma das formas de prevenir doenças crônicas como a obesidade e diabetes, alguns dos fatores de risco para a Síndrome do Túnel do Carpo. Também é importante atentar-se para a realização de movimentos repetitivos e, sempre que possível, fazer pausas e alongamentos das mãos (dedos) e braços.

Os métodos de tratamento da Síndrome do Túnel do Carpo podem incluir o uso de talas noturnas – para impossibilitar que o paciente faça movimentos de flexão do punho ao dormir – anti-inflamatórios, corticoides ou sessões de fisioterapia. A cirurgia pode ser indicada nos casos mais graves.

4 fatos sobre a Síndrome do Túnel do Carpo

  1. Seu principal sintoma é a parestesia, um tipo de formigamento e dormência que se manifesta na área do nervo mediano das mãos;
  1. Pode ser causada por atividades que impliquem movimentos repetitivos de flexo-extensão do punho, assim como alterações nos hormônios, doenças reumáticas e crônicas, e falta de hábitos saudáveis;
  1. Atinge muitas mulheres na gestação, menopausa e no período chamado como “climatério”, quando estão sujeitas à queda da produção de estrógeno;
  1. Se não tratá-la, pode evoluir e causar limitação dos movimentos das mãos e braços, além de alterações de sensibilidade nos dedos.

Já ouviu falar da dorsalgia? Saiba os sintomas, diagnóstico e tratamento

Os sintomas da dorsalgia são como dores nas costas, mas atingem, principalmente, a região dorsal. Para um diagnóstico e tratamento adequado, procure ajuda de um médico ortopedista.

A dorsalgia, um tipo de dor nas costas, aparece entre os principais motivos dos casos de auxílio-doença concedidos pelo INSS nos últimos 10 anos. A dorsalgia ocorre com maior intensidade na região do dorso (a parte mais alta das costas), e pode afetar a mobilidade e locomoção do corpo.

“A dor na região dorsal se deve, principalmente, a alterações na musculatura da região, na maioria das vezes associadas ao estresse e erros posturais ao longo do expediente de trabalho. Também pode estar associada a outras situações mais graves, como neoplasias, doenças infecciosas, metabólicas ou trauma”, comenta o médico ortopedista Vitor Mendes.

Dorsalgia: sintomas e diagnóstico

Dificuldade para respirar e sensação de “pontada” e “queimação” no dorso são alguns dos sintomas da dorsalgia. Pacientes relatam desconforto ao realizar movimentos, como dirigir, levantar peso, praticar atividades físicas e até mesmo para dormir.

A dorsalgia, muitas vezes, está associada à má postura, falta de hábitos saudáveis e sedentarismo. Doenças e lesões também podem causá-la, como hérnia de disco, artrose, fibromialgia, alterações na coluna – lordose, escoliose e cifose, entre outras. 

No consultório, Vitor Mendes explica que é feito um exame da coluna do paciente para identificar se existem deformidades, contraturas musculares e possíveis limitações de movimentos. “Para o diagnóstico também pode ser necessária a realização de exames como radiografias e ressonância magnética”.

Tipos de dorsalgia: aguda, subaguda e crônica

Os tipos de dorsalgia se diferenciam pela intensidade e tempo em que a dor permanece no corpo do paciente. São eles:

  • Aguda: é caracterizada pela duração dos sintomas de até seis semanas. A recuperação do paciente e o sumiço das dores, normalmente, ocorre em um mês.
  • Subaguda: esse tipo de dorsalgia tem duração dos sintomas de seis a 12 semanas, e costuma melhorar em até três meses.
  • Crônica: é o tipo mais persistente da dorsalgia. Pode durar 12 semanas ou mais. A recuperação do paciente é mais lenta.

O diagnóstico de pacientes com queixa de dor nas costas deve ser rápido para que o tratamento da dorsalgia seja iniciado o quanto antes. Dessa forma, as probabilidades de recuperação são maiores para o paciente com incômodos na coluna.

Causas da dorsalgia: o que a provoca?

A dorsalgia pode ser causada por outros problemas de saúde, como tumores, traumas, infecções, distúrbios metabólicos, estruturais e degenerativos. O médico Vitor Mendes explica:

  1. Dorsalgia mecânica: é a principal causa, e ocorre com a  contratura da musculatura dorsal, periescapular e do trapézio. Muito presente nos dias de hoje, está associada com a vida estressante das grandes cidades, ritmo de trabalho, tabagismo, falta de atividade física e erros posturais. É caracterizada pela presença dos chamados pontos gatilhos ao longo das fibras musculares.
  1. Dorsalgia neoplásica: indica a existência de tumores benignos e malignos, primários ou metastáticos. Muitos pacientes que falecem por neoplasia maligna apresentam metástases ósseas, sendo a coluna vertebral o local mais comum.
  1. Dorsalgia traumática: o trauma da região dorsal é bastante frequente. Pacientes que apresentam dor de forte intensidade devem fazer um exame físico minucioso e exames complementares.
  1. Dorsalgia infecciosa: indica infecções das estruturas da coluna dorsal, podendo comprometer o tecido ósseo, discal ou nervos (Herpes Zoster), tanto em crianças quanto em adultos. Pode ser classificada como fúngica e bacteriana.
  1. Dorsalgia metabólica: pode indicar a osteoporose, doença degenerativa que causa diminuição da massa óssea e aumento do risco de fraturas na coluna vertebral dorsal – que podem acontecer no dia a dia, sem mecanismo de trauma associado.
  1. Dorsalgia estrutural: pode indicar a doença de Scheuermann, também conhecida como dorso curvo juvenil, sendo predominante nos homens. Também pode caracterizar um caso pós-traumático, como sequelas de fraturas e deformidades.
  1. Dorsalgia degenerativa: indica a espondilose, processo que afeta a coluna vertebral e causa alterações degenerativas progressivas dos discos intervertebrais, corpos vertebrais, facetas articulares e estruturas cápsulo-ligamentares.

Tratamento da dorsalgia: remédios, fisioterapia ou cirurgia?

O médico ortopedista Vitor Mendes explica que o tratamento da dorsalgia deve levar em consideração o quadro específico do paciente e os fatores que o causaram. “Dependerá também do local da dor (concentrada ou em toda a coluna) e tipo (aguda, subaguda, crônica)”.

Normalmente, o tratamento é conservador com métodos não-cirúrgicos: anti-inflamatórios, sessões de fisioterapia e exercícios de fortalecimento. Em outras situações, são indicados medicamentos injetáveis e tratamentos alternativos – quiropraxia, acupuntura e estimulação elétrica nervosa transcutânea.

“Em alguns casos, como hérnias de disco ou fraturas, o tratamento da dorsalgia pode ser por meio de cirurgia”, complementa o Dr. Vitor Mendes – CRM/SP 146462. “Felizmente, essas situações são bem menos frequentes.”

Evite a automedicação. Procure um médico para investigar!

É essencial que os pacientes com sintomas da dorsalgia procurem um médico para investigar o tipo da lesão e o tratamento mais adequado. A automedicação é perigosa e pode comprometer ainda mais a saúde. 

Lembre-se: somente o médico conhecerá os sintomas e poderá indicar o remédio, a dosagem adequada e a duração do seu tratamento.

Osteoartrose e osteonecrose no quadril: entenda as diferenças

Os sintomas são parecidos, mas existem grandes diferenças entre a osteoartrose e osteonecrose no quadril. Entenda as causas destas lesões e como se prevenir!

Limitação dos movimentos e dores na região do quadril e virilha são alguns dos sintomas da osteoartrose e osteonecrose. Apesar do nome parecido, essas lesões são bem diferentes. Enquanto a osteoartrose é um desgaste da cartilagem, a osteonecrose no quadril atinge o osso próximo às cartilagens e provoca a perda de células ósseas. 

O médico ortopedista Vitor Mendes, especialista em Cirurgia do Quadril, explica que a osteoartrose é comum com o envelhecimento, principalmente, a partir dos 70 anos, mas também pode ser causada por traumas e fraturas articulares ou doenças reumáticas, como a artrite reumatóide.

Já a osteonecrose no quadril ocorre quando há o rompimento do fluxo sanguíneo para a cabeça femoral, causando um processo de necrose óssea no local que sustenta as cartilagens. “A osteonecrose pode ser causada pelo alcoolismo, uso de medicamentos com corticoesteroides e doenças como a anemia falciforme”, complementa Vitor.

3 fatos sobre a osteoartrose e osteonecrose no quadril

  • A osteoartrose e osteonecrose têm sintomas comuns, como a limitação dos movimentos, dor leve, moderada e intensa na região do quadril e virilha.
  • A osteoartrose é um desgaste da cartilagem, enquanto a osteonecrose é um processo que provoca a morte das células ósseas que sustentam as cartilagens.
  • A osteonecrose pode causar a osteoartrose pela perda de sustentação da cartilagem do quadril, o que provoca lesões na cartilagem, levando ao seu desarranjo e desgaste.

Diagnóstico da osteoartrose e osteonecrose

O diagnóstico da osteoartrose e osteonecrose é feito na consulta com um médico ortopedista, que avaliará a mobilidade do quadril e possíveis incômodos relatados pelo paciente, além de exames de imagem, como radiografias, ressonância magnética e tomografia.

Ele explica a finalidade dos exames clínicos realizados no diagnóstico da

osteoartrose e osteonecrose:

Radiografias (raios-x): são exames simples que trazem muita informação. Possibilitam a avaliação global das estruturas ósseas dos quadris, bem como alterações anatômicas e do espaço articular.

Ressonância   magnética:  complementa a radiografia, permitindo a avaliação do tecido cartilaginoso intra-articular nos casos de artroses iniciais. Pode detectar a osteonecrose precocemente, antes mesmo do aparecimento de sintomas.

Tomografia: auxilia no exame dos ossos, das articulações e dos tecidos moles, como a cartilagem, os músculos e tendões. Além da osteoartrose e osteonecrose, pode detectar a presença de tumores, infecções, e outras anormalidades estruturais e anomalias congênitas.

Prevenção e tratamento da osteoartrose e osteonecrose

Para prevenir a osteoartrose e osteonecrose, o médico ortopedista Vitor Mendes recomenda praticar exercícios físicos com acompanhamento de profissionais qualificados, evitar o tabagismo e uso de medicamentos sem prescrição médica, e adotar hábitos alimentares saudáveis, como o consumo reduzido de bebidas alcoólicas.

O tratamento de pacientes já diagnosticados segue a mesma lógica. “Adotar hábitos mais saudáveis, manter o peso corporal e praticar atividades físicas de baixo impacto, alongamento e fortalecimento da musculatura ajudam na recuperação dos movimentos e da saúde do quadril”, afirma.

“No caso da osteoartrose, na fase inicial em que ainda não há um desgaste muito problemático, é recomendado o uso de analgésicos, anti-inflamatórios e de medicamentos conhecidos como condroprotetores”, explica Vitor Mendes.

Casos mais graves de ambas as doenças necessitam do tratamento cirúrgico, que consiste na substituição da articulação danificada, por uma articulação artificial, a prótese de quadril.

Em alguns casos de osteonecrose inicial, pode-se recorrer a cirurgia de  descompressão, visando retardar a evolução do quadro. “Além  de retirar  o osso que está necrosado, estes tratamentos estimulam a biologia óssea e o crescimento de novos vasos sanguíneos para irrigar a cabeça femoral danificada”, finaliza o médico.

Pacientes com sintomas da osteoartrose e osteonecrose: recomendação é procurar o quanto antes um médico especialista nesta área. Conheça o Dr. Vitor Mendes – CRM/SP 146462.