Já ouviu falar da dorsalgia? Saiba os sintomas, diagnóstico e tratamento

Os sintomas da dorsalgia são como dores nas costas, mas atingem, principalmente, a região dorsal. Para um diagnóstico e tratamento adequado, procure ajuda de um médico ortopedista.

A dorsalgia, um tipo de dor nas costas, aparece entre os principais motivos dos casos de auxílio-doença concedidos pelo INSS nos últimos 10 anos. A dorsalgia ocorre com maior intensidade na região do dorso (a parte mais alta das costas), e pode afetar a mobilidade e locomoção do corpo.

“A dor na região dorsal se deve, principalmente, a alterações na musculatura da região, na maioria das vezes associadas ao estresse e erros posturais ao longo do expediente de trabalho. Também pode estar associada a outras situações mais graves, como neoplasias, doenças infecciosas, metabólicas ou trauma”, comenta o médico ortopedista Vitor Mendes.

Dorsalgia: sintomas e diagnóstico

Dificuldade para respirar e sensação de “pontada” e “queimação” no dorso são alguns dos sintomas da dorsalgia. Pacientes relatam desconforto ao realizar movimentos, como dirigir, levantar peso, praticar atividades físicas e até mesmo para dormir.

A dorsalgia, muitas vezes, está associada à má postura, falta de hábitos saudáveis e sedentarismo. Doenças e lesões também podem causá-la, como hérnia de disco, artrose, fibromialgia, alterações na coluna – lordose, escoliose e cifose, entre outras. 

No consultório, Vitor Mendes explica que é feito um exame da coluna do paciente para identificar se existem deformidades, contraturas musculares e possíveis limitações de movimentos. “Para o diagnóstico também pode ser necessária a realização de exames como radiografias e ressonância magnética”.

Tipos de dorsalgia: aguda, subaguda e crônica

Os tipos de dorsalgia se diferenciam pela intensidade e tempo em que a dor permanece no corpo do paciente. São eles:

  • Aguda: é caracterizada pela duração dos sintomas de até seis semanas. A recuperação do paciente e o sumiço das dores, normalmente, ocorre em um mês.
  • Subaguda: esse tipo de dorsalgia tem duração dos sintomas de seis a 12 semanas, e costuma melhorar em até três meses.
  • Crônica: é o tipo mais persistente da dorsalgia. Pode durar 12 semanas ou mais. A recuperação do paciente é mais lenta.

O diagnóstico de pacientes com queixa de dor nas costas deve ser rápido para que o tratamento da dorsalgia seja iniciado o quanto antes. Dessa forma, as probabilidades de recuperação são maiores para o paciente com incômodos na coluna.

Causas da dorsalgia: o que a provoca?

A dorsalgia pode ser causada por outros problemas de saúde, como tumores, traumas, infecções, distúrbios metabólicos, estruturais e degenerativos. O médico Vitor Mendes explica:

  1. Dorsalgia mecânica: é a principal causa, e ocorre com a  contratura da musculatura dorsal, periescapular e do trapézio. Muito presente nos dias de hoje, está associada com a vida estressante das grandes cidades, ritmo de trabalho, tabagismo, falta de atividade física e erros posturais. É caracterizada pela presença dos chamados pontos gatilhos ao longo das fibras musculares.
  1. Dorsalgia neoplásica: indica a existência de tumores benignos e malignos, primários ou metastáticos. Muitos pacientes que falecem por neoplasia maligna apresentam metástases ósseas, sendo a coluna vertebral o local mais comum.
  1. Dorsalgia traumática: o trauma da região dorsal é bastante frequente. Pacientes que apresentam dor de forte intensidade devem fazer um exame físico minucioso e exames complementares.
  1. Dorsalgia infecciosa: indica infecções das estruturas da coluna dorsal, podendo comprometer o tecido ósseo, discal ou nervos (Herpes Zoster), tanto em crianças quanto em adultos. Pode ser classificada como fúngica e bacteriana.
  1. Dorsalgia metabólica: pode indicar a osteoporose, doença degenerativa que causa diminuição da massa óssea e aumento do risco de fraturas na coluna vertebral dorsal – que podem acontecer no dia a dia, sem mecanismo de trauma associado.
  1. Dorsalgia estrutural: pode indicar a doença de Scheuermann, também conhecida como dorso curvo juvenil, sendo predominante nos homens. Também pode caracterizar um caso pós-traumático, como sequelas de fraturas e deformidades.
  1. Dorsalgia degenerativa: indica a espondilose, processo que afeta a coluna vertebral e causa alterações degenerativas progressivas dos discos intervertebrais, corpos vertebrais, facetas articulares e estruturas cápsulo-ligamentares.

Tratamento da dorsalgia: remédios, fisioterapia ou cirurgia?

O médico ortopedista Vitor Mendes explica que o tratamento da dorsalgia deve levar em consideração o quadro específico do paciente e os fatores que o causaram. “Dependerá também do local da dor (concentrada ou em toda a coluna) e tipo (aguda, subaguda, crônica)”.

Normalmente, o tratamento é conservador com métodos não-cirúrgicos: anti-inflamatórios, sessões de fisioterapia e exercícios de fortalecimento. Em outras situações, são indicados medicamentos injetáveis e tratamentos alternativos – quiropraxia, acupuntura e estimulação elétrica nervosa transcutânea.

“Em alguns casos, como hérnias de disco ou fraturas, o tratamento da dorsalgia pode ser por meio de cirurgia”, complementa o Dr. Vitor Mendes – CRM/SP 146462. “Felizmente, essas situações são bem menos frequentes.”

Evite a automedicação. Procure um médico para investigar!

É essencial que os pacientes com sintomas da dorsalgia procurem um médico para investigar o tipo da lesão e o tratamento mais adequado. A automedicação é perigosa e pode comprometer ainda mais a saúde. 

Lembre-se: somente o médico conhecerá os sintomas e poderá indicar o remédio, a dosagem adequada e a duração do seu tratamento.

Osteoartrose e osteonecrose no quadril: entenda as diferenças

Os sintomas são parecidos, mas existem grandes diferenças entre a osteoartrose e osteonecrose no quadril. Entenda as causas destas lesões e como se prevenir!

Limitação dos movimentos e dores na região do quadril e virilha são alguns dos sintomas da osteoartrose e osteonecrose. Apesar do nome parecido, essas lesões são bem diferentes. Enquanto a osteoartrose é um desgaste da cartilagem, a osteonecrose no quadril atinge o osso próximo às cartilagens e provoca a perda de células ósseas. 

O médico ortopedista Vitor Mendes, especialista em Cirurgia do Quadril, explica que a osteoartrose é comum com o envelhecimento, principalmente, a partir dos 70 anos, mas também pode ser causada por traumas e fraturas articulares ou doenças reumáticas, como a artrite reumatóide.

Já a osteonecrose no quadril ocorre quando há o rompimento do fluxo sanguíneo para a cabeça femoral, causando um processo de necrose óssea no local que sustenta as cartilagens. “A osteonecrose pode ser causada pelo alcoolismo, uso de medicamentos com corticoesteroides e doenças como a anemia falciforme”, complementa Vitor.

3 fatos sobre a osteoartrose e osteonecrose no quadril

  • A osteoartrose e osteonecrose têm sintomas comuns, como a limitação dos movimentos, dor leve, moderada e intensa na região do quadril e virilha.
  • A osteoartrose é um desgaste da cartilagem, enquanto a osteonecrose é um processo que provoca a morte das células ósseas que sustentam as cartilagens.
  • A osteonecrose pode causar a osteoartrose pela perda de sustentação da cartilagem do quadril, o que provoca lesões na cartilagem, levando ao seu desarranjo e desgaste.

Diagnóstico da osteoartrose e osteonecrose

O diagnóstico da osteoartrose e osteonecrose é feito na consulta com um médico ortopedista, que avaliará a mobilidade do quadril e possíveis incômodos relatados pelo paciente, além de exames de imagem, como radiografias, ressonância magnética e tomografia.

Ele explica a finalidade dos exames clínicos realizados no diagnóstico da

osteoartrose e osteonecrose:

Radiografias (raios-x): são exames simples que trazem muita informação. Possibilitam a avaliação global das estruturas ósseas dos quadris, bem como alterações anatômicas e do espaço articular.

Ressonância   magnética:  complementa a radiografia, permitindo a avaliação do tecido cartilaginoso intra-articular nos casos de artroses iniciais. Pode detectar a osteonecrose precocemente, antes mesmo do aparecimento de sintomas.

Tomografia: auxilia no exame dos ossos, das articulações e dos tecidos moles, como a cartilagem, os músculos e tendões. Além da osteoartrose e osteonecrose, pode detectar a presença de tumores, infecções, e outras anormalidades estruturais e anomalias congênitas.

Prevenção e tratamento da osteoartrose e osteonecrose

Para prevenir a osteoartrose e osteonecrose, o médico ortopedista Vitor Mendes recomenda praticar exercícios físicos com acompanhamento de profissionais qualificados, evitar o tabagismo e uso de medicamentos sem prescrição médica, e adotar hábitos alimentares saudáveis, como o consumo reduzido de bebidas alcoólicas.

O tratamento de pacientes já diagnosticados segue a mesma lógica. “Adotar hábitos mais saudáveis, manter o peso corporal e praticar atividades físicas de baixo impacto, alongamento e fortalecimento da musculatura ajudam na recuperação dos movimentos e da saúde do quadril”, afirma.

“No caso da osteoartrose, na fase inicial em que ainda não há um desgaste muito problemático, é recomendado o uso de analgésicos, anti-inflamatórios e de medicamentos conhecidos como condroprotetores”, explica Vitor Mendes.

Casos mais graves de ambas as doenças necessitam do tratamento cirúrgico, que consiste na substituição da articulação danificada, por uma articulação artificial, a prótese de quadril.

Em alguns casos de osteonecrose inicial, pode-se recorrer a cirurgia de  descompressão, visando retardar a evolução do quadro. “Além  de retirar  o osso que está necrosado, estes tratamentos estimulam a biologia óssea e o crescimento de novos vasos sanguíneos para irrigar a cabeça femoral danificada”, finaliza o médico.

Pacientes com sintomas da osteoartrose e osteonecrose: recomendação é procurar o quanto antes um médico especialista nesta área. Conheça o Dr. Vitor Mendes – CRM/SP 146462.

Síndrome do piriforme: entenda a inflamação no nervo ciático que causa dor no quadril e glúteos

A síndrome do piriforme é uma inflamação que ocorre com a compressão do nervo ciático, causando dor, principalmente, na região posterior do quadril e nos glúteos. Pessoas que frequentam academias e praticam exercícios físicos estão mais propensos a desenvolver este processo inflamatório, já que os movimentos, impactos e contrações musculares são mais intensos em suas atividades.

O médico ortopedista Vitor Mendes explica que o piriforme é o principal músculo rotador externo do quadril, responsável por fazer o movimento de “girar a coxa para fora”, e auxilia na abdução do quadril (abrir a perna). Já o nervo ciático emerge da pelve abaixo dele, na parte posterior do quadril. Algumas pessoas podem apresentar alterações anatômicas, gerando uma compressão do nervo e, consequentemente inflamação e dor intensa.

“A inflamação do ciático pode afetar todo o membro inferior em questão, gerando dor e alterações sensitivas. A síndrome do piriforme, em casos mais intensos, pode provocar parestesia (dormência) nas pernas, diminuição ou acentuação da sensibilidade e sensação de fraqueza, causando sintomas que vão do quadril até os pés. A dor piora quando o piriforme é pressionado contra o nervo ciático, por exemplo, ao sentar ou correr”, afirma o Dr. Vitor Mendes.

Diagnóstico e tratamento da síndrome do piriforme

O diagnóstico da síndrome do piriforme normalmente já é feito em consultório, com avaliação física do médico ortopedista e baseado nos sintomas relatados. Além do histórico de atividades do paciente, são realizados testes clínicos durante o exame físico, já que os sintomas são constatados, principalmente, quando determinados movimentos são executados.

Se o paciente é atleta ou pratica exercícios físicos com frequência, será necessário diminuir o ritmo dessas práticas ou até interrompê-las temporariamente até que a dor desapareça. “Para isso, são recomendados alongamentos específicos na região do quadril, sessões de fisioterapia, além do uso de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos. A cirurgia é uma recomendação rara, apenas para os casos mais graves e que não respondem ao tratamento conservador”, complementa o médico ortopedista Vitor Mendes.

Previna-se contra a síndrome do piriforme

A prevenção da síndrome do piriforme dependerá de um fortalecimento muscular equilibrado para preservar as estruturas da coluna, da pelve e do quadril. Manter o corpo sempre aquecido e alongado também evitará tensões desnecessárias, melhorando o descanso muscular.

“Para quem pratica esportes, os treinamentos funcionais são instrumentos bastante interessantes, porque ajudam o corpo a movimentar-se da forma mais harmônica e menos agressiva, o que ajudará a evitar possíveis lesões no quadril e outras regiões ligadas ao músculo piriforme e ao nervo ciático”, finaliza o Dr. Vitor.

Qualquer sinal de desconforto deve ser motivo para procurar um médico ortopedista.

Lombalgia é problema frequente nos consultórios médicos

Você sabia que a má postura, o sedentarismo e estresse são as principais causas da lombalgia? Segundo o médico ortopedista Vitor Mendes (CRM/SP 146462), especialista em Cirurgia do Quadril, este problema é responsável pela maioria dos atendimentos ortopédicos nos prontos socorros e consultórios médicos. “Alguns dados mostram ainda que entre 80 e 90% da população adulta sofrerá pelo menos um episódio de dor lombar ao longo da vida”, afirma.

A má postura pode estar relacionada a atividades do dia a dia, como ficar muitas horas em uma mesma posição, carregar peso, realizar movimentos de agachamento e levantamento de cargas, entre outras. A prática de exercícios físicos de maneira incorreta também pode sobrecarregar as estruturas lombares, desencadeando quadros de dor.

Lombar x sobrecarga

O médico explica que a lombar é formada pelos ossos e ligamentos da coluna e do sacro, além de camadas musculares e membranas que revestem os músculos. Juntamente com a musculatura abdominal e da cintura pélvica, é responsável pela manutenção postural do corpo humano.

Por isso, a má postura pode levar à sobrecarga dessas estruturas, desencadeando quadros de dor com intensidade variável. “Os pacientes que procuram atendimento de urgência costumam relatar desde um leve desconforto no fim do dia a quadros de dor intensa e sensação de ‘travamento’ da coluna e região lombar”, conta Vitor Mendes.

Apesar da dor ser, na maioria das vezes, um problema muscular, outros sintomas podem aparecer com a lombalgia, como febre, dormência ou paralisia e propagação do desconforto para as pernas. Nesses casos, a busca por atendimento imediato deve ser considerada.

Diagnóstico da lombalgia: exames e histórico do paciente

O diagnóstico da lombalgia dependerá do histórico do paciente, da avaliação física e presencial do médico ortopedista, além de exames de imagem, como tomografias, radiografias e ressonância magnética. Exames de sangue também são procedimentos comuns nos atendimentos em consultórios para descartar processos inflamatórios ou reumáticos do diagnóstico.

Dicas de correção postural para o dia a dia

No dia a dia, o cuidado com a postura corporal ajuda a evitar ou controlar as crises de lombalgia. Confira algumas dicas do Dr. Vitor Mendes!

  • Evite sentar-se com o tronco torto: se você trabalha sentado o dia todo em frente ao computador, pode estar habituado a permanecer com as costas inclinadas. Esta posição está incorreta e pode prejudicar sua lombar. É recomendável acomodar totalmente as costas, principalmente a região lombar (mais baixa) no encosto cadeira. Os pés também devem estar apoiados totalmente sobre o chão com os joelhos em aproximadamente dobrados em 90 graus. Já os braços devem ficar em cima da mesa com os cotovelos apoiados;
  • Evite levantar peso sem dobrar os joelhos: para pessoas que costumam levantar peso em casa e no trabalho, é comum observar o movimento de inclinação das costas, sem o auxílio dos joelhos e pernas. No caso deste tipo de movimento, o correto é fazer um agachamento, dobrando os joelhos para não sobrecarregar a lombar;

  •  Levante-se com frequência: sempre que possível, tente se levantar e movimentar-se um pouco. Busque um café, um copo d’água ou mesmo só estique o corpo. A mudança de posição ajuda o corpo a relaxar a musculatura e faz com que ele saia da zona de inércia que pode gerar o desconforto. Desse modo, evitamos manter a mesma posição por tempo prolongado, diminuindo a fadiga muscular.

Todo cuidado é pouco para prevenir a nossa saúde. Qualquer sinal de desconforto deve ser motivo para procurar um médico ortopedista.

Bursite no quadril: sintomas e tratamento

Saiba alguns dos sintomas da bursite no quadril e o tratamento adequado

Dor e inchaço são os principais sintomas da bursite no quadril, que acontece quando as chamadas bursas trocantéricas, localizadas na parte superior do fêmur, inflamam. O incômodo pode piorar ao realizar atividades simples do cotidiano, como subir escadas, levantar-se do sofá, caminhar ou ficar longos períodos de pé.

O médico ortopedista Vitor Mendes (CRM/SP 146462) explica que as bursas estão presentes em diversas articulações do nosso corpo, inclusive nos quadris, e sua principal função é diminuir o atrito do contato entre os ossos e demais tecidos. “A bursite no quadril está ligada a fatores como esforços repetitivos na prática de esportes e encurtamento dos músculos da região lateral do quadril e das coxas.”

Algumas complicações podem ocorrer em pessoas com bursite no quadril, como dor contínua e limitante, mobilidade reduzida e dificuldades para dormir. Muitas vezes, não é somente a bursa que está inflamada, mas toda a região próxima, incluindo os tendões e músculos glúteos. Por isso, a dor e o desconforto não se limitam apenas ao quadril.

Médico ortopedista: diagnóstico da bursite no quadril 

O diagnóstico da bursite no quadril é feito por um médico ortopedista, que pedirá exames como Ultrassonografia, Tomografia e Ressonância Magnética para investigar os sintomas relatados pelo paciente. No consultório, é costume medir o comprimento das pernas e a flexibilidade da musculatura ao redor do quadril.

Segundo Vitor Mendes, é importante relatar na consulta médica a existência de cirurgias prévias no quadril. “Conhecer o quadro clínico do paciente ajudará a descobrir doenças pré-existentes que possam ter comprometido a biomecânica do quadril e contribuído para a bursite. Há casos de deformidades na articulação do quadril que levam ao agravamento da lesão da bursa”, afirma.

Tratamento da bursite no quadril: reabilitação e prevenção

O tratamento da bursite na região envolve uma série de medidas. Primeiramente, cuidar da postura é fundamental. Analgésicos simples podem ser recomendados pelo médico para alívio da dor, assim como anti-inflamatórios. 

A reabilitação física é indicada e deve ser feita, sobretudo, para recuperação da amplitude dos movimentos. Exercícios específicos para prevenção de outras lesões no quadril, orientados por profissionais capacitados, também são recomendados.

A intervenção cirúrgica em casos de bursite é menos comum. “A melhora da ergonomia e da qualidade do movimento muscular ajudará a prevenir novas lesões ou reaparecimento da bursite”, diz o médico Vitor Mendes.

Pubalgia: atletas sofrem mais da lesão

A pubalgia é uma lesão muito frequente em atletas, como jogadores de futebol, tenistas e corredores. Os movimentos provocados por chutes, aceleração e mudanças bruscas de direção do corpo são algumas causas. Pacientes relatam dores na virilha e coxas, sintomas parecidos com as lesões no quadril. 

Dr. Vitor Mendes (CRM/SP 146462), médico especialista em Ortopedia, Traumatologia e Cirurgia de Quadril, explica que a pubalgia é causada pelo desequilíbrio entre a musculatura adutora e abdominal, sendo manifestada por meio de inflamação nestas regiões.

O que é pubalgia?

A pubalgia é uma lesão que gera dor na virilha, coxas e se estende para a região central do osso do púbis. Acima deste osso, estão os músculos abdominais, e abaixo, os músculos adutores do quadril. A lesão ocorre quando algum dos lados musculares sobrecarrega o outro de forma exagerada, causando inflamação na chamada sínfise púbica.

“A lesão envolve os tendões do músculo reto abdominal e adutores, assim como a articulação da sínfise púbica, que fica na parte da frente da bacia e liga o osso púbis direito e esquerdo. Pode ser do tipo aguda ou crônica, dependendo do tempo entre o início dos sintomas, o diagnóstico e tratamento”, alerta o médico Vitor Mendes.

Pubalgia: tratamento com médico ortopedista

O atendimento especializado logo que os sinais da pubalgia aparecem é essencial para a recuperação do paciente. O Dr. Vitor Mendes comenta que os atletas sofrem mais da lesão, no entanto, qualquer pessoa que pratique exercício físico regularmente deve ficar atenta aos sintomas.

Alguns exames são necessários para o diagnóstico da pubalgia ou de outras lesões possíveis, como o IFA (Impacto Femoroacetabular). “Normalmente, solicitamos ao paciente os exames de radiografia da bacia e dos quadris, além de ressonância magnética da região do púbis e dos quadris”, complementa o médico.

Sintomas da pubalgia

  • Dor na região do púbis e quadris
  • Limitação dos movimentos do corpo
  • Desconforto na região inguinal (entre o abdômen e as pernas)

Segundo Dr. Vitor Mendes, o tratamento da pubalgia pode ser feito por uso de medicamentos anti-inflamatórios, sessões de fisioterapia ou, em casos mais graves, procedimento cirúrgico. 

Tratamento da pubalgia: reabilitação acompanhada por fisioterapeuta

A maioria dos casos de pubalgia pode ser tratada com reabilitação bem realizada e com supervisão dos fisioterapeutas. Um fator importante que implica diretamente nos resultados do tratamento é o diagnóstico correto e precoce. 

“Por muitas vezes, pacientes com a lesão não têm o diagnóstico feito no momento correto, pois não procuram atendimento por pensarem que se trata apenas de um estiramento muscular e que os sintomas irão melhorar com o tempo. Assim, acabam buscando ajuda apenas alguns meses após o início dos sintomas. Raramente, é necessária a realização de cirurgia para o tratamento da pubalgia”, explica o médico.

Cirurgia por vídeo é indicada para tratamento de lesões no quadril

Cirurgia por vídeo e minimamente invasiva, artroscopia é indicada para tratamento de lesões no quadril como nos casos de IFA

Diversas pessoas sofrem com dores relacionadas a lesões no quadril, como nos casos de Síndrome de Impacto Femoroacetabular (ou IFA – Impacto Femoroacetabular). A doença reduz a mobilidade funcional e compromete a qualidade de vida dos pacientes. Muitas vezes, a cirurgia por vídeo chamada de artroscopia do quadril é indicada para o tratamento da lesão e alívio da dor.

Dores frequentes no quadril e dificuldade nos movimentos são alguns dos sintomas do IFA, mas é essencial procurar ajuda e o diagnóstico adequado com um médico ortopedista. Exames como Radiografia e Tomografia são indicados para avaliar alterações do quadril, enquanto a Ressonância Magnética analisa possíveis lesões na cartilagem e no labrum acetabular. 

Artroscopia do quadril: cirurgia minimamente invasiva e menos dolorosa

Geralmente, o IFA – Impacto Femoroacetabular ocorre em pessoas que realizam movimentos exagerados, como na prática de exercícios físicos ou em situações de flexão excessiva nesta região do corpo. A doença pode provocar o desgaste da cartilagem do quadril, e está relacionada à colisão entre a região do colo do fêmur e a borda do encaixe da articulação do quadril.

“Nos casos em que os exames indicam um quadro avançado do IFA, como a possibilidade de evolução para uma artrose grave do quadril, nós indicamos ao paciente o procedimento cirúrgico chamado de artroscopia do quadril. A cirurgia por vídeo é considerada minimamente invasiva e, portanto, menos dolorosa”, conta o Dr. Vitor Mendes (CRM/SP 146462), médico especialista em Ortopedia, Traumatologia e Cirurgia de Quadril.

Cirurgia artroscópica: microcâmera possibilita observar lesões do quadril

O médico ortopedista é o profissional adequado para descobrir a existência da doença e a necessidade de realizar a cirurgia artroscópica. Segundo o Dr. Vitor Mendes, durante o procedimento, um equipamento é inserido no local da lesão por pequenas incisões e com uma microcâmera que envia imagens, simultaneamente, para um computador. Assim, o médico consegue examinar a estrutura do quadril e realizar as operações necessárias ao paciente.

“O procedimento se inicia pelo inventário da cavidade articular, buscando por lesões que não foram observadas nos exames complementares e confirmando os achados dessas análises. Inicia-se, então, o tratamento das lesões encontradas. Por exemplo, se observada uma lesão labial passível de ser suturada, realiza-se o tratamento desta lesão. Após o tempo articular, inicia-se o procedimento extra articular, que geralmente é realizado para tratamento da lesão do tipo CAME. Ou seja, é feito o desbastamento, por meio de uma broca de rotação rápida, do excesso de osso na transição da cabeça com o colo femoral”, conta o médico.

Artroscopia do quadril: cuidados para recuperação após a cirurgia

Após a artroscopia do quadril, é essencial que o paciente adote alguns cuidados para recuperação e volta às atividades diárias e profissionais, como:

– Higienizar as incisões e mantê-las limpas e secas. Também é recomendado o uso de muletas por pelo menos duas semanas;

– Fazer fisioterapia para fortalecer o quadril e regiões próximas, com o objetivo de ganhar firmeza e estabilidade;

– Manter as pernas elevadas e aplicar gelo durante o dia para aliviar o inchaço, de acordo com a orientação médica;

– Recorrer a analgésicos e anti-inflamatórios (receitados pelo médico) se sentir incômodo nas regiões afetadas, como glúteos e joelhos, além do quadril.

Recuperação da artroscopia do quadril é mais tranquila e rápida

De acordo com o médico ortopedista Vitor Mendes, se os cuidados após o procedimento forem seguidos corretamente pelos pacientes, a recuperação da artroscopia do quadril costuma ser tranquila e mais rápida do que a de uma cirurgia tradicional aberta.

“Como a cirurgia é realizada por meio de pequenos portais, leva a uma menor lesão da musculatura da coxa e glútea, se compararmos ao procedimento semelhante executado por uma cirurgia tradicional ‘aberta’. A artroscopia tem menor índice de dor no pós-operatório imediato, permitindo que mesmo no primeiro dia após a cirurgia, a equipe de fisioterapia inicie o trabalho da reabilitação, com a mobilização da articulação operada e início do treino de marcha com as muletas”, explica.

Além do IFA, a cirurgia artroscópica pode ser realizada em casos de lesões da cartilagem, dos tendões, ressalto do quadril, bursites, doenças da sinóvia, biópsias, entre outras. É um procedimento seguro com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

5 lesões no quadril mais comuns em atletas

Lesões no quadril são comuns em atletas. Saiba o porquê.

A articulação do quadril liga o membro inferior ao tronco, nos permitindo movimentar as pernas, como ao caminhar, correr, pular etc. É uma região resistente do nosso corpo, mas nos casos de movimentos excessivos ou traumáticos, pode sofrer danos. Por isso, lesões no quadril podem ocorrer em praticantes de esportes.

Segundo o Dr. Vitor Mendes (CRM/SP 146462), médico especialista em Ortopedia, Traumatologia e Cirurgia de Quadril, as dores causadas por lesões no quadril podem se manifestar na região da virilha, passando pela coxa até o joelho. Em atletas, o desgaste nesta região pode ser ainda maior por vários motivos. 

“Durante a prática esportiva, todas as articulações dos membros inferiores são submetidas a cargas maiores do que nas atividades corriqueiras. Com isso, pode-se ultrapassar o limite de resistência das estruturas que compõem a articulação, bem como da musculatura ao redor dessas articulações. O quadril sustenta grande parte dessa sobrecarga, estando sujeito a lesões”, explica. 

O médico lista as 5 lesões no quadril comuns em atletas – amadores e profissionais:

1.    Impacto Femoroacetabular (IFA)

2.    Bursite de quadril (bursite trocantérica)

3.    Tendinite e lesão glútea

4.    Pubalgia

5.   Lesão muscular dos adutores

Lesões no quadril: Impacto Femoroacetabular (IFA)

O IFA está relacionado à colisão entre a região do colo do fêmur e a borda do acetábulo (região da bacia onde ocorre o encaixe da articulação do quadril no tronco). Essa situação pode causar a compressão do lábio acetabular entre os ossos e gerar lesões irreversíveis na cartilagem articular, que podem progredir para uma artrose grave do quadril.

O IFA acontece principalmente em pessoas que praticam esportes com exigência de flexão acentuada do quadril, associada com rotações do membro inferior ou do tronco, durante a execução dos movimentos, como nos jogos de futebol e partidas de tênis.

Lesões no quadril: Bursite de quadril (bursite trocantérica)

A bursite de quadril, ou bursite trocantérica, é uma lesão frequente em corredores, sendo causada por atrito repetitivo. É caracterizada pela inflamação da bursa, que serve justamente para diminuir o atrito entre a estrutura óssea (o trocânter femoral) e uma membranosa que existe na lateral da coxa (o trato ilio-tibial).

Os sintomas mais comuns da bursite de quadril são dores na região lateral do quadril, que podem piorar depois de longos períodos em pé, caminhando ou subindo e descendo escadas. 

Lesões no quadril: Tendinite e lesão glútea

Dentre todos os músculos que agem em torno do quadril, sem dúvida alguma, os glúteos médio e mínimo são os que têm função primordial para o bom funcionamento da articulação. Eles são os responsáveis pelo equilíbrio da pelve quando retiramos um dos membros inferiores do chão, enquanto caminhamos e corremos.

Corredores de longa distância, ou até mesmo aqueles que cumprem menores quilometragens em treinos e provas, podem gerar sobrecarga nesses músculos caso não tenham um preparo e fortalecimento adequado. Em casos extremos, pode ocorrer até a ruptura de algumas fibras musculares. Algumas vezes, também pode vir acompanhada da bursite trocantérica.

Esta lesão é caracterizada por dor na região posterior e lateral do quadril, junto da região glútea, que piora durante a atividade física. Quando intensa, pode ocorrer ao se levantar ou ao caminhar. 

O médico ortopedista alerta: “Ao menor sintoma, procure a ajuda de um profissional, que pode evitar a progressão do quadro, levando a um menor tempo de recuperação e retorno às atividades.”

Lesões no quadril: Pubalgia

A pubalgia não é propriamente uma lesão no quadril, mas sim na região do púbis, que se manifesta principalmente por dor na virilha, que irradia pela face interna da coxa – sintoma muito semelhante ao gerado pelas doenças do quadril. 

Causada pelo desequilíbrio muscular entre a musculatura adutora e abdominal, acomete principalmente atletas que praticam esportes com chutes ou mudanças abruptas de direção, como nos casos dos tenistas.

A lesão pode ser do tipo aguda ou crônica, dependendo do tempo transcorrido entre o início dos sintomas, o diagnóstico e tratamento. Mais uma vez, o Dr. Vitor Mendes ressalta a importância de procurar atendimento especializado logo que os sinais desta lesão aparecerem. 

Lesão muscular dos adutores 

A musculatura adutora é aquela situada na face interna da coxa. Como toda lesão muscular, pode se manifestar pela famosa “fisgada”.  Segundo o Dr. Vitor, a lesão pode ocorrer nos casos de contração muscular, como quando chutamos e corremos. “Vários músculos do quadril são atingidos, mas os mais comuns são o adutor longo, curto, magno e o grácil”, explica.

As dores causadas por esta lesão, muitas vezes, são acompanhadas pela sensação de estalos na parte interna da coxa, sensibilidade ao toque, hematomas, inchaço e calor na região lesionada.