Crianças em casa e os cuidados com acidentes

O isolamento provocado pelo coronavírus tornou comum a presença das crianças em tempo integral em casa. Essa nova realidade exigiu ainda mais atenção dos pais e responsáveis sobre os cuidados para proteção e segurança dos pequenos. 

Normalmente, as crianças têm muita energia e querem explorar o ambiente onde vivem. Mas, sem a devida atenção, esse comportamento pode causar lesões ortopédicas graves. 

Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2019, mais de 11 mil crianças foram internadas por queda no Brasil. Em 2018, 50 crianças morreram por caírem dentro de casa, em acidentes domésticos. 


Acidentes traumáticos: fraturas e lesões

Até que o retorno às aulas aconteça em todos os municípios e estados brasileiros, novas quedas e acidentes com crianças em casa ainda podem ocorrer. Por isso, o médico ortopedista Vitor Mendes, faz um alerta:

“Os ossos e os músculos estão em contínuo crescimento e desenvolvimento durante a infância. E os acidentes traumáticos, como fraturas e outras lesões envolvendo crianças, devem ser tratados imediatamente por um ortopedista para evitar futuros problemas ortopédicos”, afirma.

Manter o ambiente em que a criança está brincando em casa com menos exposição a risco significa menor possibilidade de ela se machucar.  É preciso redobrar a atenção com alguns espaços da casa para que todos permaneçam protegidos.


Espaços da casa e os riscos de acidentes

Para proteger a criança é essencial entender os riscos que cada cômodo da casa pode apresentar, como:

  • Janelas e sacadas: as crianças são muito curiosas e podem se debruçar sobre as janelas e sacadas, por isso, são ambientes com enorme potencial para causar acidentes, muitas vezes, graves e fatais. Devem ser mantidas fechadas e/ou com telas para evitar queda e lesões.
  • Cozinha: objetos cortantes, quentes e produtos químicos devem ser mantidos fora do alcance das crianças. Também é essencial ter um cuidado extra com o fogão, como forno ligado ou chamas acesas. Lembre-se de deixar as alças das panelas viradas para dentro do fogão e, se possível, instale uma grade de proteção na porta da cozinha para evitar que as crianças entrem neste espaço sem supervisão de um adulto.
  • Escadas: as crianças pequenas e bebês, principalmente, não têm a dimensão do perigo de descer ou subir as escadas. Por isso, bloqueie ou isole estes espaços com grades de proteção no topo e na base para evitar que elas subam ou desçam sozinhas.
  • Banheiro: importante nunca deixar as crianças pequenas sozinhas em banheiros, principalmente aqueles com box de vidro, que podem quebrar durante o fechamento ou abertura da porta. Os vasos sanitários também são perigosos, porque se a criança subir e pular no objeto, por exemplo, ele pode quebrar e ocasionar lesões graves.


O que é uma fratura?

A fratura ocorre quando o osso perde sua continuidade. Ela pode ser classificada em:

  • Aberta ou exposta: quando a pele é rompida e osso fica exposto;
  • Fechada: quando a pele não se rompe.


O que fazer em caso de acidentes com as crianças?

Apesar das medidas de prevenção, em casos de acidentes, os pais ou responsáveis devem observar a gravidade da lesão. Se a criança apresentar sinais de fratura (dor intensa e deformidade nos membros), sangramento e vômito, importante cobrir os ferimentos com panos limpos e levá-los imediatamente até um pronto-socorro.


Educação e prevenção: converse com um médico ortopedista

Segundo a organização internacional Safe Kids Worldwide, grande parte das lesões e mortes causadas por acidentes envolvendo crianças e adolescentes poderia ser evitada por meio da educação preventiva. 

Assim, a educação para prevenção é fundamental. O médico pode ajudar a solucionar dúvidas sobre como evitar fraturas e lesões, e caso algum acidente ocorra, ele terá papel essencial na recuperação do paciente.

Conheça o Dr. Vitor Trazzi de Arruda Mendes

Médico ortopedista especialista em Cirurgia do Quadril

Whatsapp: (11) 9 9258-5524
E-mail: contato@drvitortrazzi.com.br
Tel: (11) 9 9258-5524

Mais informações: https://drvitortrazzi.com.br/contato

5 lesões no quadril mais comuns em atletas

Lesões no quadril são comuns em atletas. Saiba o porquê.

A articulação do quadril liga o membro inferior ao tronco, nos permitindo movimentar as pernas, como ao caminhar, correr, pular etc. É uma região resistente do nosso corpo, mas nos casos de movimentos excessivos ou traumáticos, pode sofrer danos. Por isso, lesões no quadril podem ocorrer em praticantes de esportes.

Segundo o Dr. Vitor Mendes (CRM/SP 146462), médico especialista em Ortopedia, Traumatologia e Cirurgia de Quadril, as dores causadas por lesões no quadril podem se manifestar na região da virilha, passando pela coxa até o joelho. Em atletas, o desgaste nesta região pode ser ainda maior por vários motivos. 

“Durante a prática esportiva, todas as articulações dos membros inferiores são submetidas a cargas maiores do que nas atividades corriqueiras. Com isso, pode-se ultrapassar o limite de resistência das estruturas que compõem a articulação, bem como da musculatura ao redor dessas articulações. O quadril sustenta grande parte dessa sobrecarga, estando sujeito a lesões”, explica. 

O médico lista as 5 lesões no quadril comuns em atletas – amadores e profissionais:

1.    Impacto Femoroacetabular (IFA)

2.    Bursite de quadril (bursite trocantérica)

3.    Tendinite e lesão glútea

4.    Pubalgia

5.   Lesão muscular dos adutores

Lesões no quadril: Impacto Femoroacetabular (IFA)

O IFA está relacionado à colisão entre a região do colo do fêmur e a borda do acetábulo (região da bacia onde ocorre o encaixe da articulação do quadril no tronco). Essa situação pode causar a compressão do lábio acetabular entre os ossos e gerar lesões irreversíveis na cartilagem articular, que podem progredir para uma artrose grave do quadril.

O IFA acontece principalmente em pessoas que praticam esportes com exigência de flexão acentuada do quadril, associada com rotações do membro inferior ou do tronco, durante a execução dos movimentos, como nos jogos de futebol e partidas de tênis.

Lesões no quadril: Bursite de quadril (bursite trocantérica)

A bursite de quadril, ou bursite trocantérica, é uma lesão frequente em corredores, sendo causada por atrito repetitivo. É caracterizada pela inflamação da bursa, que serve justamente para diminuir o atrito entre a estrutura óssea (o trocânter femoral) e uma membranosa que existe na lateral da coxa (o trato ilio-tibial).

Os sintomas mais comuns da bursite de quadril são dores na região lateral do quadril, que podem piorar depois de longos períodos em pé, caminhando ou subindo e descendo escadas. 

Lesões no quadril: Tendinite e lesão glútea

Dentre todos os músculos que agem em torno do quadril, sem dúvida alguma, os glúteos médio e mínimo são os que têm função primordial para o bom funcionamento da articulação. Eles são os responsáveis pelo equilíbrio da pelve quando retiramos um dos membros inferiores do chão, enquanto caminhamos e corremos.

Corredores de longa distância, ou até mesmo aqueles que cumprem menores quilometragens em treinos e provas, podem gerar sobrecarga nesses músculos caso não tenham um preparo e fortalecimento adequado. Em casos extremos, pode ocorrer até a ruptura de algumas fibras musculares. Algumas vezes, também pode vir acompanhada da bursite trocantérica.

Esta lesão é caracterizada por dor na região posterior e lateral do quadril, junto da região glútea, que piora durante a atividade física. Quando intensa, pode ocorrer ao se levantar ou ao caminhar. 

O médico ortopedista alerta: “Ao menor sintoma, procure a ajuda de um profissional, que pode evitar a progressão do quadro, levando a um menor tempo de recuperação e retorno às atividades.”

Lesões no quadril: Pubalgia

A pubalgia não é propriamente uma lesão no quadril, mas sim na região do púbis, que se manifesta principalmente por dor na virilha, que irradia pela face interna da coxa – sintoma muito semelhante ao gerado pelas doenças do quadril. 

Causada pelo desequilíbrio muscular entre a musculatura adutora e abdominal, acomete principalmente atletas que praticam esportes com chutes ou mudanças abruptas de direção, como nos casos dos tenistas.

A lesão pode ser do tipo aguda ou crônica, dependendo do tempo transcorrido entre o início dos sintomas, o diagnóstico e tratamento. Mais uma vez, o Dr. Vitor Mendes ressalta a importância de procurar atendimento especializado logo que os sinais desta lesão aparecerem. 

Lesão muscular dos adutores 

A musculatura adutora é aquela situada na face interna da coxa. Como toda lesão muscular, pode se manifestar pela famosa “fisgada”.  Segundo o Dr. Vitor, a lesão pode ocorrer nos casos de contração muscular, como quando chutamos e corremos. “Vários músculos do quadril são atingidos, mas os mais comuns são o adutor longo, curto, magno e o grácil”, explica.

As dores causadas por esta lesão, muitas vezes, são acompanhadas pela sensação de estalos na parte interna da coxa, sensibilidade ao toque, hematomas, inchaço e calor na região lesionada.