Fraturas no quadril são comuns em idosos

Envelhecimento e osteoporose podem causar fraturas no quadril

Com o envelhecimento e a osteoporose, o corpo tem menos equilíbrio e resistência para realizar atividades diárias simples (como levantar da cama e ir ao banheiro). Por isso, os relatos de idosos que sofrem acidentes domésticos e fraturas no quadril são comuns nos prontos socorros e consultórios médicos. Dores intensas na região da virilha, coxa e joelhos são alguns sinais que merecem atenção. E ainda mais grave é a incapacidade de andar após as quedas.

De acordo com o médico Vitor Mendes (CRM/SP 146462), especialista em Ortopedia, Traumatologia e Cirurgia de Quadril, as fraturas no quadril em idosos são preocupantes porque comprometem a mobilidade do corpo e, consequentemente, todo o quadro de saúde do paciente:

“É comum que os idosos com fraturas no quadril fiquem por longos períodos deitados porque sentem dores ao se movimentarem. Mas o repouso pode gerar problemas ainda maiores, como formação de coágulos, perda de músculo e da força física. Este comportamento agravará o quadro clínico do paciente”, alerta.

O médico recomenda que pacientes idosos com histórico de quedas e osteoporose procurem ajuda assim que os primeiros sintomas aparecerem, como dores intensas na região do quadril e diminuição da mobilidade. Radiografias simples e, às vezes, Ressonância Magnética e Tomografia ajudarão no diagnóstico das fraturas.

Fraturas no quadril: fatores de risco

  • Envelhecimento
  • Osteoporose
  • Quedas, escorregões e outros acidentes domésticos

Após a realização dos exames, o médico avaliará o tipo de fratura no quadril para recomendar o tratamento adequado:

“Basicamente, existem três tipos principais de fraturas do quadril no idoso, que recebem o nome de acordo com a região do fêmur proximal que é afetada. Consistem em fraturas do colo do fêmur, fraturas da região transtrocanteriana e fraturas da região subtrocanteriana. Na maioria dos casos são tratadas com procedimento cirúrgico”, explica o médico.

Tratamento de fraturas no quadril: cirurgia e fisioterapia ajudam a recuperar movimentos

A cirurgia pode ser indicada para reparar ou substituir o quadril após uma fratura. O procedimento alivia a dor do paciente e reduz o risco de problemas mais graves causados por repousos intensos na cama. A fisioterapia também ajudará na recuperação dos movimentos, da força e equilíbrio do corpo. 

Segundo o médico Vitor Mendes, a artroplastia do quadril é uma cirurgia indicada para substituição da articulação, como nos casos de fraturas do colo do fêmur em idosos. 

“A prótese de quadril é indicada nos casos de fratura do colo do fêmur em idosos. O início da reabilitação ainda no hospital após a cirurgia ajuda o paciente a entender como se movimentar, sentar-se, deitar e realizar outras atividades da vida corriqueira. Isso tudo é importante, pois atua diretamente na prevenção de doenças associadas ao imobilismo como trombose venosa, escaras por pressão e problemas respiratórios.”

Por que a fratura no quadril pode afetar tanto a vida dos idosos? 

A fratura no quadril pode causar dor crônica, diminuir a mobilidade e aumentar o nível de dependência dos pacientes, principalmente, idosos. A lesão está relacionada ao maior risco de infecções e doenças cardiovasculares, comprometendo a vida em diversos aspectos.

“A fratura do quadril no idoso é um problema de saúde pública que tende a crescer devido ao aumento da expectativa de vida. Está associada à morbidade e mortalidade, mas os casos podem ser drasticamente diminuídos com um diagnóstico rápido e preciso que possibilitará o tratamento precoce e diminuirá o índice de complicações associadas. Na menor suspeita, deve-se procurar atendimento em um pronto socorro”, alerta o Dr. Vitor Mendes.

Cirurgia por vídeo é indicada para tratamento de lesões no quadril

Cirurgia por vídeo e minimamente invasiva, artroscopia é indicada para tratamento de lesões no quadril como nos casos de IFA

Diversas pessoas sofrem com dores relacionadas a lesões no quadril, como nos casos de Síndrome de Impacto Femoroacetabular (ou IFA – Impacto Femoroacetabular). A doença reduz a mobilidade funcional e compromete a qualidade de vida dos pacientes. Muitas vezes, a cirurgia por vídeo chamada de artroscopia do quadril é indicada para o tratamento da lesão e alívio da dor.

Dores frequentes no quadril e dificuldade nos movimentos são alguns dos sintomas do IFA, mas é essencial procurar ajuda e o diagnóstico adequado com um médico ortopedista. Exames como Radiografia e Tomografia são indicados para avaliar alterações do quadril, enquanto a Ressonância Magnética analisa possíveis lesões na cartilagem e no labrum acetabular. 

Artroscopia do quadril: cirurgia minimamente invasiva e menos dolorosa

Geralmente, o IFA – Impacto Femoroacetabular ocorre em pessoas que realizam movimentos exagerados, como na prática de exercícios físicos ou em situações de flexão excessiva nesta região do corpo. A doença pode provocar o desgaste da cartilagem do quadril, e está relacionada à colisão entre a região do colo do fêmur e a borda do encaixe da articulação do quadril.

“Nos casos em que os exames indicam um quadro avançado do IFA, como a possibilidade de evolução para uma artrose grave do quadril, nós indicamos ao paciente o procedimento cirúrgico chamado de artroscopia do quadril. A cirurgia por vídeo é considerada minimamente invasiva e, portanto, menos dolorosa”, conta o Dr. Vitor Mendes (CRM/SP 146462), médico especialista em Ortopedia, Traumatologia e Cirurgia de Quadril.

Cirurgia artroscópica: microcâmera possibilita observar lesões do quadril

O médico ortopedista é o profissional adequado para descobrir a existência da doença e a necessidade de realizar a cirurgia artroscópica. Segundo o Dr. Vitor Mendes, durante o procedimento, um equipamento é inserido no local da lesão por pequenas incisões e com uma microcâmera que envia imagens, simultaneamente, para um computador. Assim, o médico consegue examinar a estrutura do quadril e realizar as operações necessárias ao paciente.

“O procedimento se inicia pelo inventário da cavidade articular, buscando por lesões que não foram observadas nos exames complementares e confirmando os achados dessas análises. Inicia-se, então, o tratamento das lesões encontradas. Por exemplo, se observada uma lesão labial passível de ser suturada, realiza-se o tratamento desta lesão. Após o tempo articular, inicia-se o procedimento extra articular, que geralmente é realizado para tratamento da lesão do tipo CAME. Ou seja, é feito o desbastamento, por meio de uma broca de rotação rápida, do excesso de osso na transição da cabeça com o colo femoral”, conta o médico.

Artroscopia do quadril: cuidados para recuperação após a cirurgia

Após a artroscopia do quadril, é essencial que o paciente adote alguns cuidados para recuperação e volta às atividades diárias e profissionais, como:

– Higienizar as incisões e mantê-las limpas e secas. Também é recomendado o uso de muletas por pelo menos duas semanas;

– Fazer fisioterapia para fortalecer o quadril e regiões próximas, com o objetivo de ganhar firmeza e estabilidade;

– Manter as pernas elevadas e aplicar gelo durante o dia para aliviar o inchaço, de acordo com a orientação médica;

– Recorrer a analgésicos e anti-inflamatórios (receitados pelo médico) se sentir incômodo nas regiões afetadas, como glúteos e joelhos, além do quadril.

Recuperação da artroscopia do quadril é mais tranquila e rápida

De acordo com o médico ortopedista Vitor Mendes, se os cuidados após o procedimento forem seguidos corretamente pelos pacientes, a recuperação da artroscopia do quadril costuma ser tranquila e mais rápida do que a de uma cirurgia tradicional aberta.

“Como a cirurgia é realizada por meio de pequenos portais, leva a uma menor lesão da musculatura da coxa e glútea, se compararmos ao procedimento semelhante executado por uma cirurgia tradicional ‘aberta’. A artroscopia tem menor índice de dor no pós-operatório imediato, permitindo que mesmo no primeiro dia após a cirurgia, a equipe de fisioterapia inicie o trabalho da reabilitação, com a mobilização da articulação operada e início do treino de marcha com as muletas”, explica.

Além do IFA, a cirurgia artroscópica pode ser realizada em casos de lesões da cartilagem, dos tendões, ressalto do quadril, bursites, doenças da sinóvia, biópsias, entre outras. É um procedimento seguro com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Artrite reumatoide e artrose: entenda as diferenças

Artrite reumatoide e artrose podem levar à incapacidade funcional dos pacientes. Entenda as diferenças e os sintomas destas afecções articulares.

A artrite reumatoide e a artrose são doenças das articulações que podem atingir desde crianças até idosos. Apesar do nome parecido, existem diferenças entre elas. A artrite reumatoide é uma doença autoimune, associada à predisposição genética e que leva à degeneração das juntas do corpo. Já a artrose é um desgaste crônico da cartilagem das articulações causado pelo envelhecimento, mas também pode ocorrer em pessoas mais jovens, principalmente após traumas. 

O médico Vitor Mendes (CRM/SP 146462) conta que as dores causadas pela artrite reumatoide e artrose são comuns nos dedos das mãos e pés, quadris, joelhos e até coluna. Ambas podem levar à incapacidade funcional, e por isso, devem ser tratadas assim que os sintomas aparecerem. “O primeiro passo é fazer o diagnóstico correto, quais articulações estão inflamadas e se há deformidade”, afirma.

Artrite reumatoide e artrose: rigidez, limitação dos movimentos e inchaço

Os sintomas da artrite reumatoide e da artrose são parecidos. Rigidez no local dolorido, limitação dos movimentos e inchaço são alguns sinais. “O diagnóstico precoce é essencial para ajudar no tratamento das inflamações, no controle da dor e na prevenção da incapacidade funcional dos pacientes”, afirma o médico.

O avanço das inflamações desgasta a cartilagem articular, causando deformidades e dificuldade para realizar atividades e movimentos. Os exames recomendados por um médico, como radiografia, ressonância magnética e tomografia, ajudam no diagnóstico e na escolha dos procedimentos terapêuticos.

Tratamentos da artrite reumatoide e artrose

O tratamento da artrite reumatoide deve ser guiado por um médico reumatologista e geralmente inclui o uso de medicamentos que atuam no controle da doença, visando minimizar o avanço da inflamação e dos danos. Sessões de fisioterapia também ajudarão o paciente a aliviar as dores e adaptar a rotina.

No caso das artroses, não há um remédio que impeça sua evolução. Em estágios mais leves e iniciais, o tratamento visa o controle dos sintomas, principalmente da dor. Mas em estágios mais graves e que geram muita limitação para o paciente, a intervenção cirúrgica pode ser indicada.

Artrite reumatoide e artrose: alívio da dor com medidas simples na rotina

Algumas medidas simples na rotina podem aliviar a dor de pacientes com artrite reumatoide e artrose. Repousar durante períodos do dia e depois de atividades que demandem esforço da região dolorida, ter cuidado ao sentar, andar, levantar e mover objetos, evitando posições forçadas que sobrecarreguem as articulações, são algumas recomendações do médico Vitor Mendes.

Ele cita outras 3 dicas fundamentais para aliviar a dor e ajudar no tratamento:

– Evite atividades com impactos repetitivos e sobrecarga de pesos para preservar as articulações;

– Com orientação médica, pratique exercícios que fortaleçam a musculatura para dar estabilidade às articulações, mas sem sobrecarregá-las. 

– Controle o ganho de peso corporal com a adoção de uma alimentação saudável, ajudando a não sobrecarregar as articulações e os ossos.

5 lesões no quadril mais comuns em atletas

Lesões no quadril são comuns em atletas. Saiba o porquê.

A articulação do quadril liga o membro inferior ao tronco, nos permitindo movimentar as pernas, como ao caminhar, correr, pular etc. É uma região resistente do nosso corpo, mas nos casos de movimentos excessivos ou traumáticos, pode sofrer danos. Por isso, lesões no quadril podem ocorrer em praticantes de esportes.

Segundo o Dr. Vitor Mendes (CRM/SP 146462), médico especialista em Ortopedia, Traumatologia e Cirurgia de Quadril, as dores causadas por lesões no quadril podem se manifestar na região da virilha, passando pela coxa até o joelho. Em atletas, o desgaste nesta região pode ser ainda maior por vários motivos. 

“Durante a prática esportiva, todas as articulações dos membros inferiores são submetidas a cargas maiores do que nas atividades corriqueiras. Com isso, pode-se ultrapassar o limite de resistência das estruturas que compõem a articulação, bem como da musculatura ao redor dessas articulações. O quadril sustenta grande parte dessa sobrecarga, estando sujeito a lesões”, explica. 

O médico lista as 5 lesões no quadril comuns em atletas – amadores e profissionais:

1.    Impacto Femoroacetabular (IFA)

2.    Bursite de quadril (bursite trocantérica)

3.    Tendinite e lesão glútea

4.    Pubalgia

5.   Lesão muscular dos adutores

Lesões no quadril: Impacto Femoroacetabular (IFA)

O IFA está relacionado à colisão entre a região do colo do fêmur e a borda do acetábulo (região da bacia onde ocorre o encaixe da articulação do quadril no tronco). Essa situação pode causar a compressão do lábio acetabular entre os ossos e gerar lesões irreversíveis na cartilagem articular, que podem progredir para uma artrose grave do quadril.

O IFA acontece principalmente em pessoas que praticam esportes com exigência de flexão acentuada do quadril, associada com rotações do membro inferior ou do tronco, durante a execução dos movimentos, como nos jogos de futebol e partidas de tênis.

Lesões no quadril: Bursite de quadril (bursite trocantérica)

A bursite de quadril, ou bursite trocantérica, é uma lesão frequente em corredores, sendo causada por atrito repetitivo. É caracterizada pela inflamação da bursa, que serve justamente para diminuir o atrito entre a estrutura óssea (o trocânter femoral) e uma membranosa que existe na lateral da coxa (o trato ilio-tibial).

Os sintomas mais comuns da bursite de quadril são dores na região lateral do quadril, que podem piorar depois de longos períodos em pé, caminhando ou subindo e descendo escadas. 

Lesões no quadril: Tendinite e lesão glútea

Dentre todos os músculos que agem em torno do quadril, sem dúvida alguma, os glúteos médio e mínimo são os que têm função primordial para o bom funcionamento da articulação. Eles são os responsáveis pelo equilíbrio da pelve quando retiramos um dos membros inferiores do chão, enquanto caminhamos e corremos.

Corredores de longa distância, ou até mesmo aqueles que cumprem menores quilometragens em treinos e provas, podem gerar sobrecarga nesses músculos caso não tenham um preparo e fortalecimento adequado. Em casos extremos, pode ocorrer até a ruptura de algumas fibras musculares. Algumas vezes, também pode vir acompanhada da bursite trocantérica.

Esta lesão é caracterizada por dor na região posterior e lateral do quadril, junto da região glútea, que piora durante a atividade física. Quando intensa, pode ocorrer ao se levantar ou ao caminhar. 

O médico ortopedista alerta: “Ao menor sintoma, procure a ajuda de um profissional, que pode evitar a progressão do quadro, levando a um menor tempo de recuperação e retorno às atividades.”

Lesões no quadril: Pubalgia

A pubalgia não é propriamente uma lesão no quadril, mas sim na região do púbis, que se manifesta principalmente por dor na virilha, que irradia pela face interna da coxa – sintoma muito semelhante ao gerado pelas doenças do quadril. 

Causada pelo desequilíbrio muscular entre a musculatura adutora e abdominal, acomete principalmente atletas que praticam esportes com chutes ou mudanças abruptas de direção, como nos casos dos tenistas.

A lesão pode ser do tipo aguda ou crônica, dependendo do tempo transcorrido entre o início dos sintomas, o diagnóstico e tratamento. Mais uma vez, o Dr. Vitor Mendes ressalta a importância de procurar atendimento especializado logo que os sinais desta lesão aparecerem. 

Lesão muscular dos adutores 

A musculatura adutora é aquela situada na face interna da coxa. Como toda lesão muscular, pode se manifestar pela famosa “fisgada”.  Segundo o Dr. Vitor, a lesão pode ocorrer nos casos de contração muscular, como quando chutamos e corremos. “Vários músculos do quadril são atingidos, mas os mais comuns são o adutor longo, curto, magno e o grácil”, explica.

As dores causadas por esta lesão, muitas vezes, são acompanhadas pela sensação de estalos na parte interna da coxa, sensibilidade ao toque, hematomas, inchaço e calor na região lesionada.

Síndrome de Impacto Femoroacetabular: dores no quadril podem indicar a doença

Tem dores no quadril? Pode ser a doença conhecida como Síndrome de Impacto Femoroacetabular 

A Síndrome de Impacto Femoroacetabular (ou IFA – Impacto Femoroacetabular) pode causar fortes dores no quadril, limitando a mobilidade do corpo e a qualidade de vida. Pessoas nesta condição devem procurar ajuda e tratamento adequado com um médico ortopedista especialista em quadril.

O IFA está relacionado à colisão entre a região do colo do fêmur e a borda do encaixe da articulação do quadril (o acetábulo). Geralmente ocorre nos movimentos exagerados como na prática de exercícios físicos ou em situações de flexão excessiva nesta região do corpo. A doença pode provocar o desgaste da cartilagem do quadril, originando a artrose de quadril em jovens e adultos.

O que é a Síndrome de Impacto Femoroacetabular 

O Dr. Vitor Mendes (CRM/SP 146462), médico especialista em Ortopedia, Traumatologia e Cirurgia de Quadril, explica como a Síndrome de Impacto Femoroacetabular se manifesta no corpo:

“A borda do osso da bacia – acetábulo – e a transição da cabeça com o colo do fêmur se chocam durante o movimento desta região do corpo, principalmente, nas pessoas que apresentam alterações anatômicas desta articulação. Essa colisão causa a compressão do lábio acetabular entre os ossos e gera lesões irreversíveis na cartilagem articular, que podem progredir para uma artrose grave do quadril”, alerta. 

Diagnóstico: procure um médico ortopedista especialista em quadril

O diagnóstico da Síndrome de Impacto Femoroacetabular é feito por exames clínicos e de imagem, como Radiografia e Tomografia, que servem para avaliar a forma alterada do quadril. A Ressonância Magnética também é recomendada para analisar possíveis lesões na cartilagem e no labrum acetabular. 

O médico ortopedista, e que seja especialista em quadril, é o profissional adequado para descobrir a existência da doença. Os exames recomendados por ele ajudarão a diagnosticar qual o tipo da Síndrome de Impacto Femoroacetabular. O diagnóstico ajudará na avaliação de quais procedimentos serão necessários para amenizar as dores no quadril.

Tipos de IFA – Impacto Femoroacetabular

  • CAM ou CAME

Causado por alterações no formato entre o colo e cabeça do fêmur, provocando a perda da esfericidade da cabeça em relação ao acetábulo. Nos movimentos de flexão e rotações do quadril, ocorre um impacto da deformidade da cabeça com a superfície acetabular, causando dor e lesão no labrum acetabular, e desencadeando uma artrose precoce da articulação do quadril.

  • PINCER

Causado pelo contato da cabeça do fêmur normal com um acetábulo anormal, profundo ou retrovertido. O labrum acetabular pode ficar aprisionado e achatado, sofrendo escoriações que aos poucos degeneram sua estrutura e formam cistos (lesões degenerativas) e ossificações. Também está relacionado ao surgimento de artrose.

  • MISTO

É o impacto que tem ambos os tipos: CAM e PINCER. 

Dores no quadril: tratamento do IFA muda o estilo de vida

De acordo com o Dr. Vitor Mendes (CRM/SP 146462), médico especialista em Ortopedia, Traumatologia e Cirurgia de Quadril, o tratamento inicial do IFA envolve mudanças no estilo de vida, como adaptações das atividades físicas, do cotidiano e trabalho do paciente. Para tratar dores no quadril mais intensas, exercícios fisioterapêuticos ou cirurgia são indicados.

“Sessões de fisioterapia podem ajudar no controle da dor, do processo inflamatório e reequilíbrio da musculatura que age em torno do quadril. Também há a indicação de medicações analgésicas. Nos casos refratários ao tratamento conservador, o procedimento cirúrgico pode ser indicado, sendo realizado por uma cirurgia artroscópica, considerada pouco invasiva, e portanto, menos dolorosa”, conta o médico.