Pubalgia: atletas sofrem mais da lesão

A pubalgia é uma lesão muito frequente em atletas, como jogadores de futebol, tenistas e corredores. Os movimentos provocados por chutes, aceleração e mudanças bruscas de direção do corpo são algumas causas. Pacientes relatam dores na virilha e coxas, sintomas parecidos com as lesões no quadril. 

Dr. Vitor Mendes (CRM/SP 146462), médico especialista em Ortopedia, Traumatologia e Cirurgia de Quadril, explica que a pubalgia é causada pelo desequilíbrio entre a musculatura adutora e abdominal, sendo manifestada por meio de inflamação nestas regiões.

O que é pubalgia?

A pubalgia é uma lesão que gera dor na virilha, coxas e se estende para a região central do osso do púbis. Acima deste osso, estão os músculos abdominais, e abaixo, os músculos adutores do quadril. A lesão ocorre quando algum dos lados musculares sobrecarrega o outro de forma exagerada, causando inflamação na chamada sínfise púbica.

“A lesão envolve os tendões do músculo reto abdominal e adutores, assim como a articulação da sínfise púbica, que fica na parte da frente da bacia e liga o osso púbis direito e esquerdo. Pode ser do tipo aguda ou crônica, dependendo do tempo entre o início dos sintomas, o diagnóstico e tratamento”, alerta o médico Vitor Mendes.

Pubalgia: tratamento com médico ortopedista

O atendimento especializado logo que os sinais da pubalgia aparecem é essencial para a recuperação do paciente. O Dr. Vitor Mendes comenta que os atletas sofrem mais da lesão, no entanto, qualquer pessoa que pratique exercício físico regularmente deve ficar atenta aos sintomas.

Alguns exames são necessários para o diagnóstico da pubalgia ou de outras lesões possíveis, como o IFA (Impacto Femoroacetabular). “Normalmente, solicitamos ao paciente os exames de radiografia da bacia e dos quadris, além de ressonância magnética da região do púbis e dos quadris”, complementa o médico.

Sintomas da pubalgia

  • Dor na região do púbis e quadris
  • Limitação dos movimentos do corpo
  • Desconforto na região inguinal (entre o abdômen e as pernas)

Segundo Dr. Vitor Mendes, o tratamento da pubalgia pode ser feito por uso de medicamentos anti-inflamatórios, sessões de fisioterapia ou, em casos mais graves, procedimento cirúrgico. 

Tratamento da pubalgia: reabilitação acompanhada por fisioterapeuta

A maioria dos casos de pubalgia pode ser tratada com reabilitação bem realizada e com supervisão dos fisioterapeutas. Um fator importante que implica diretamente nos resultados do tratamento é o diagnóstico correto e precoce. 

“Por muitas vezes, pacientes com a lesão não têm o diagnóstico feito no momento correto, pois não procuram atendimento por pensarem que se trata apenas de um estiramento muscular e que os sintomas irão melhorar com o tempo. Assim, acabam buscando ajuda apenas alguns meses após o início dos sintomas. Raramente, é necessária a realização de cirurgia para o tratamento da pubalgia”, explica o médico.

Fraturas no quadril são comuns em idosos

Envelhecimento e osteoporose podem causar fraturas no quadril

Com o envelhecimento e a osteoporose, o corpo tem menos equilíbrio e resistência para realizar atividades diárias simples (como levantar da cama e ir ao banheiro). Por isso, os relatos de idosos que sofrem acidentes domésticos e fraturas no quadril são comuns nos prontos socorros e consultórios médicos. Dores intensas na região da virilha, coxa e joelhos são alguns sinais que merecem atenção. E ainda mais grave é a incapacidade de andar após as quedas.

De acordo com o médico Vitor Mendes (CRM/SP 146462), especialista em Ortopedia, Traumatologia e Cirurgia de Quadril, as fraturas no quadril em idosos são preocupantes porque comprometem a mobilidade do corpo e, consequentemente, todo o quadro de saúde do paciente:

“É comum que os idosos com fraturas no quadril fiquem por longos períodos deitados porque sentem dores ao se movimentarem. Mas o repouso pode gerar problemas ainda maiores, como formação de coágulos, perda de músculo e da força física. Este comportamento agravará o quadro clínico do paciente”, alerta.

O médico recomenda que pacientes idosos com histórico de quedas e osteoporose procurem ajuda assim que os primeiros sintomas aparecerem, como dores intensas na região do quadril e diminuição da mobilidade. Radiografias simples e, às vezes, Ressonância Magnética e Tomografia ajudarão no diagnóstico das fraturas.

Fraturas no quadril: fatores de risco

  • Envelhecimento
  • Osteoporose
  • Quedas, escorregões e outros acidentes domésticos

Após a realização dos exames, o médico avaliará o tipo de fratura no quadril para recomendar o tratamento adequado:

“Basicamente, existem três tipos principais de fraturas do quadril no idoso, que recebem o nome de acordo com a região do fêmur proximal que é afetada. Consistem em fraturas do colo do fêmur, fraturas da região transtrocanteriana e fraturas da região subtrocanteriana. Na maioria dos casos são tratadas com procedimento cirúrgico”, explica o médico.

Tratamento de fraturas no quadril: cirurgia e fisioterapia ajudam a recuperar movimentos

A cirurgia pode ser indicada para reparar ou substituir o quadril após uma fratura. O procedimento alivia a dor do paciente e reduz o risco de problemas mais graves causados por repousos intensos na cama. A fisioterapia também ajudará na recuperação dos movimentos, da força e equilíbrio do corpo. 

Segundo o médico Vitor Mendes, a artroplastia do quadril é uma cirurgia indicada para substituição da articulação, como nos casos de fraturas do colo do fêmur em idosos. 

“A prótese de quadril é indicada nos casos de fratura do colo do fêmur em idosos. O início da reabilitação ainda no hospital após a cirurgia ajuda o paciente a entender como se movimentar, sentar-se, deitar e realizar outras atividades da vida corriqueira. Isso tudo é importante, pois atua diretamente na prevenção de doenças associadas ao imobilismo como trombose venosa, escaras por pressão e problemas respiratórios.”

Por que a fratura no quadril pode afetar tanto a vida dos idosos? 

A fratura no quadril pode causar dor crônica, diminuir a mobilidade e aumentar o nível de dependência dos pacientes, principalmente, idosos. A lesão está relacionada ao maior risco de infecções e doenças cardiovasculares, comprometendo a vida em diversos aspectos.

“A fratura do quadril no idoso é um problema de saúde pública que tende a crescer devido ao aumento da expectativa de vida. Está associada à morbidade e mortalidade, mas os casos podem ser drasticamente diminuídos com um diagnóstico rápido e preciso que possibilitará o tratamento precoce e diminuirá o índice de complicações associadas. Na menor suspeita, deve-se procurar atendimento em um pronto socorro”, alerta o Dr. Vitor Mendes.

5 lesões no quadril mais comuns em atletas

Lesões no quadril são comuns em atletas. Saiba o porquê.

A articulação do quadril liga o membro inferior ao tronco, nos permitindo movimentar as pernas, como ao caminhar, correr, pular etc. É uma região resistente do nosso corpo, mas nos casos de movimentos excessivos ou traumáticos, pode sofrer danos. Por isso, lesões no quadril podem ocorrer em praticantes de esportes.

Segundo o Dr. Vitor Mendes (CRM/SP 146462), médico especialista em Ortopedia, Traumatologia e Cirurgia de Quadril, as dores causadas por lesões no quadril podem se manifestar na região da virilha, passando pela coxa até o joelho. Em atletas, o desgaste nesta região pode ser ainda maior por vários motivos. 

“Durante a prática esportiva, todas as articulações dos membros inferiores são submetidas a cargas maiores do que nas atividades corriqueiras. Com isso, pode-se ultrapassar o limite de resistência das estruturas que compõem a articulação, bem como da musculatura ao redor dessas articulações. O quadril sustenta grande parte dessa sobrecarga, estando sujeito a lesões”, explica. 

O médico lista as 5 lesões no quadril comuns em atletas – amadores e profissionais:

1.    Impacto Femoroacetabular (IFA)

2.    Bursite de quadril (bursite trocantérica)

3.    Tendinite e lesão glútea

4.    Pubalgia

5.   Lesão muscular dos adutores

Lesões no quadril: Impacto Femoroacetabular (IFA)

O IFA está relacionado à colisão entre a região do colo do fêmur e a borda do acetábulo (região da bacia onde ocorre o encaixe da articulação do quadril no tronco). Essa situação pode causar a compressão do lábio acetabular entre os ossos e gerar lesões irreversíveis na cartilagem articular, que podem progredir para uma artrose grave do quadril.

O IFA acontece principalmente em pessoas que praticam esportes com exigência de flexão acentuada do quadril, associada com rotações do membro inferior ou do tronco, durante a execução dos movimentos, como nos jogos de futebol e partidas de tênis.

Lesões no quadril: Bursite de quadril (bursite trocantérica)

A bursite de quadril, ou bursite trocantérica, é uma lesão frequente em corredores, sendo causada por atrito repetitivo. É caracterizada pela inflamação da bursa, que serve justamente para diminuir o atrito entre a estrutura óssea (o trocânter femoral) e uma membranosa que existe na lateral da coxa (o trato ilio-tibial).

Os sintomas mais comuns da bursite de quadril são dores na região lateral do quadril, que podem piorar depois de longos períodos em pé, caminhando ou subindo e descendo escadas. 

Lesões no quadril: Tendinite e lesão glútea

Dentre todos os músculos que agem em torno do quadril, sem dúvida alguma, os glúteos médio e mínimo são os que têm função primordial para o bom funcionamento da articulação. Eles são os responsáveis pelo equilíbrio da pelve quando retiramos um dos membros inferiores do chão, enquanto caminhamos e corremos.

Corredores de longa distância, ou até mesmo aqueles que cumprem menores quilometragens em treinos e provas, podem gerar sobrecarga nesses músculos caso não tenham um preparo e fortalecimento adequado. Em casos extremos, pode ocorrer até a ruptura de algumas fibras musculares. Algumas vezes, também pode vir acompanhada da bursite trocantérica.

Esta lesão é caracterizada por dor na região posterior e lateral do quadril, junto da região glútea, que piora durante a atividade física. Quando intensa, pode ocorrer ao se levantar ou ao caminhar. 

O médico ortopedista alerta: “Ao menor sintoma, procure a ajuda de um profissional, que pode evitar a progressão do quadro, levando a um menor tempo de recuperação e retorno às atividades.”

Lesões no quadril: Pubalgia

A pubalgia não é propriamente uma lesão no quadril, mas sim na região do púbis, que se manifesta principalmente por dor na virilha, que irradia pela face interna da coxa – sintoma muito semelhante ao gerado pelas doenças do quadril. 

Causada pelo desequilíbrio muscular entre a musculatura adutora e abdominal, acomete principalmente atletas que praticam esportes com chutes ou mudanças abruptas de direção, como nos casos dos tenistas.

A lesão pode ser do tipo aguda ou crônica, dependendo do tempo transcorrido entre o início dos sintomas, o diagnóstico e tratamento. Mais uma vez, o Dr. Vitor Mendes ressalta a importância de procurar atendimento especializado logo que os sinais desta lesão aparecerem. 

Lesão muscular dos adutores 

A musculatura adutora é aquela situada na face interna da coxa. Como toda lesão muscular, pode se manifestar pela famosa “fisgada”.  Segundo o Dr. Vitor, a lesão pode ocorrer nos casos de contração muscular, como quando chutamos e corremos. “Vários músculos do quadril são atingidos, mas os mais comuns são o adutor longo, curto, magno e o grácil”, explica.

As dores causadas por esta lesão, muitas vezes, são acompanhadas pela sensação de estalos na parte interna da coxa, sensibilidade ao toque, hematomas, inchaço e calor na região lesionada.