Infiltração com Ácido Hialurônico no Quadril: O guia completo

A infiltração com ácido hialurônico é uma técnica cada vez mais utilizada por ortopedistas para tratar uma série de condições médicas, proporcionando alívio da dor e melhorando a qualidade de vida dos pacientes. No caso de problemas no quadril, como osteoartrite, bursite ou lesões articulares, o procedimento pode ser uma opção para reduzir a dor e a inflamação, restaurando a função articular e permitindo que os pacientes retomem suas atividades diárias. Neste guia completo desenvolvido pelo Dr. Vitor Trazzi, você irá conhecer os benefícios, indicações e exemplos de tratamento da infiltração com ácido hialurônico no quadril.

Benefícios da Infiltração com Ácido Hialurônico no Quadril:

Redução da Dor e Inflamação:

A infiltração deste componente no quadril pode proporcionar alívio significativo da dor e inflamação em pacientes com osteoartrite, bursite ou outras condições que afetam a articulação do quadril. O ácido hialurônico atua como um lubrificante e amortecedor natural, reduzindo o atrito entre as superfícies articulares e aliviando o desconforto.

Melhoria da Mobilidade Articular:

Ao reduzir a dor e a inflamação, a infiltração com ácido hialurônico pode melhorar significativamente a mobilidade articular no quadril, permitindo que os pacientes realizem atividades diárias com mais facilidade e conforto. Isso pode ser benéfico para pacientes que sofrem de rigidez e limitações de movimento devido a problemas no quadril.

Estímulo à Produção de Colágeno:

O ácido hialurônico também pode estimular a produção de colágeno, uma proteína essencial para a saúde das articulações. O colágeno ajuda a fortalecer as estruturas articulares e a promover a regeneração do tecido danificado, contribuindo para a recuperação e a reparação do quadril afetado.

Baixo Risco de Efeitos Colaterais:

Em comparação com outras opções de tratamento, como anti-inflamatórios orais ou cirurgia, a infiltração com ácido hialurônico apresenta um baixo risco de efeitos colaterais. Como o ácido hialurônico é uma substância naturalmente presente no corpo, o procedimento geralmente é bem tolerado e seguro para a maioria dos pacientes.

Procedimento Minimamente Invasivo:

O procedimento é minimamente invasivo e pode ser realizado no consultório médico, geralmente com anestesia local. Isso significa que os pacientes podem retornar às suas atividades normais logo após o procedimento, com pouco ou nenhum tempo de recuperação necessário. A opção de realização no centro cirúrgico pode proporcionar maior conforto ao paciente.

Indicações para Infiltração com Ácido Hialurônico no Quadril:

A infiltração com ácido hialurônico no quadril pode ser indicada para uma variedade de condições médicas, incluindo:

Exemplos de Tratamento:

Tratamento da Osteoartrite do Quadril:

A osteoartrite do quadril é uma condição degenerativa das articulações que causa dor, rigidez e inflamação. A infiltração com ácido hialurônico pode ser utilizada para aliviar os sintomas da osteoartrite, proporcionando alívio da dor e melhoria da mobilidade.

“A infiltração com ácido hialurônico é uma opção terapêutica eficaz para pacientes com osteoartrite do quadril, principalmente nos estágios iniciais e intermediários, proporcionando alívio da dor e melhoria na qualidade de vida”

Dr. Vitor Trazzi de Arruda Mendes
Alívio da Bursite Trocantérica:

A bursite trocantérica é uma inflamação da bursa (pequena bolsa de líquido que atua como um amortecedor entre os ossos e os tecidos moles ao redor). A infiltração com ácido hialurônico pode reduzir a inflamação e aliviar a dor associada à bursite trocantérica. Para o Dr. Vitor Trazzi, esse tipo de infiltração é uma alternativa promissora para o tratamento da bursite trocantérica, proporcionando alívio da dor e acelerando a recuperação.

Redução da Dor em Lesões Labrais do Quadril:

Lesões labrais do quadril podem causar dor e instabilidade na articulação. A infiltração pode ajudar a aliviar a dor e melhorar a função articular, permitindo que os pacientes retomem suas atividades normais.

Recuperação de Síndrome do Impacto Femoroacetabular (SIFA):

A SIFA é uma condição em que os ossos do quadril não se encaixam perfeitamente, causando dor e dano articular. O procedimento com o ácido pode proporcionar alívio da dor e ajudar a prevenir danos adicionais na articulação.

Controle da Artrite Reumatoide no Quadril:

A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica que pode afetar o quadril. A infiltração pode ser usada como parte do tratamento e para reduzir a inflamação e aliviar a dor associada à artrite reumatoide.

Como é Feita a Infiltração com Ácido Hialurônico no Quadril?

Avaliação Inicial:

O primeiro passo é uma avaliação inicial pelo médico. Durante a consulta, o médico revisará o histórico do paciente, realizará um exame físico e pode solicitar exames de imagem, como radiografias ou ressonância magnética, para avaliar a condição da articulação do quadril.

Preparação do Paciente:

Antes do procedimento, a área a ser tratada será limpa cuidadosamente para evitar infecções. O médico pode aplicar uma anestesia local para minimizar qualquer desconforto durante a infiltração.

Injeção do Ácido Hialurônico:

Usando uma agulha fina, o médico injetará o ácido diretamente na articulação do quadril. O procedimento é realizado sob orientação de imagem, como ultrassonografia ou fluoroscopia, para garantir a precisão da injeção.

Monitoramento Pós-Procedimento:

Após a infiltração, o paciente será monitorado por um curto período para garantir que não haja reações adversas imediatas. O médico fornecerá orientações sobre cuidados pós-procedimento, incluindo evitar atividades extenuantes por alguns dias.

Segurança e Eficiência

A infiltração com ácido hialurônico no quadril é uma técnica terapêutica eficaz e segura que oferece uma série de benefícios para pacientes com condições como osteoartrite, bursite, lesões labrais e artrite reumatoide. O efeito pode variar de paciente para paciente, mas geralmente dura de seis meses a um ano. Alguns pacientes podem necessitar de infiltrações adicionais para manter os benefícios do tratamento.

Este procedimento minimamente invasivo pode proporcionar alívio significativo da dor, melhorar a mobilidade articular e estimular a regeneração do tecido, permitindo que os pacientes retomem suas atividades diárias com mais conforto e qualidade de vida. Se você está sofrendo com dor crônica ou inflamação no quadril, converse com seu médico sobre a possibilidade de realizar este tratamento inovador e dê um passo importante para uma vida mais saudável e ativa.

Osteonecrose afeta a bacia e prejudica a qualidade de vida

A necrose é a morte das células, tecidos ou órgãos do corpo provocada, geralmente, pela falta de sangue irrigando e levando nutrientes à região. Também podem causar a necrose fatores externos como a ação de um agente químico ou biológico, lesões causadas por traumas ou temperaturas extremas e até mesmo em consequência de cirurgias, entre outros. O problema pode atacar qualquer parte do corpo, incluindo a cabeça do fêmur, provocando dores ao se movimentar na nádega, virilha ou na região trocantérica (lateral da bacia). São casos em que é chamada de osteonecrose ou necrose na cabeça femoral.

Os corpos dos seres vivos são compostos de células que envelhecem e morrem, sendo substituídas por outras novas. Este processo natural, entretanto, é chamado de apoptose e se diferencia da necrose por ser algo “programado” pela natureza, uma vez que estas células mortas são reabsorvidas em um processo denominado autólise. Neste caso, não há a morte do tecido, mas a sua renovação.

No caso da necrose, as células morrem porque as suas funções orgânicas e seus processos metabólicos são encerrados, sem a renovação dos tecidos, gerado por processos externos e quase sempre associados a inflamações e processo degenerativos.

O que é a osteonecrose

A necrose da cabeça do fêmur é denominada osteonecrose e acontece quando há um comprometimento do fluxo sanguíneo na região. Também chamada de necrose avascular ou asséptica, provoca o enfraquecimento dos ossos e pode levar ao afundamento da cabeça do fêmur e à perda de seu formato esférico, provocando as dores na articulação.

A doença atinge pessoas jovens, na maioria das vezes por volta dos 30 anos, ocasionando a perda da qualidade de vida, afetando as atividades laborais e de lazer.

Ela é comum em pacientes que necessitaram de altas doses de corticoides, que é utilizado para o tratamento de diversas doenças. O exagero no consumo de álcool também é relacionado à osteonecrose, assim como doenças pré-existentes, como anemia falciforme e AIDS.

Existe, também, a possibilidade de ser consequência de algum trauma, como uma fratura ou luxação na região. Entretanto, em alguns casos, a causa é desconhecida.

Osteoporose: Sintomas e diagnóstico

A necrose óssea do quadril é identificada devido às dores que provoca ao movimentar as pernas, no ato de pisar. O diagnóstico precoce ajuda a um tratamento eficaz e pode evitar que a doença evolua para níveis mais graves, provocando dores até mesmo durante o repouso e levando o paciente à incapacidade.

A ressonância magnética pode indicar o diagnóstico nos primeiros dias de interrupção de fluxo sanguíneo. Por outro lado, em estágios mais avançados, um simples exame de radiografia já é suficiente, pois evidencia as primeiras alterações na cabeça do fêmur.

Como é o tratamento da osteonecrose?

O tratamento da osteonecrose femoral baseia-se em sua extensão e na ocorrência do achatamento da cabeça do fêmur. Geralmente, é necessária intervenção cirúrgica.

Quando não existe achatamento ou outra deformidade, é utilizada a técnica da descompressão, que reduz a pressão dentro do osso para estimular o retorno da irrigação sanguínea e, consequentemente, sua formação, mantendo a articulação.

Em casos em que há deformidade na cabeça do fêmur, é necessária uma artroplastia do quadril, para substituir a articulação. A artroplastia total é a colocação de uma prótese no quadril, o que dá ótimos resultados no controle da dor e na retomada das atividades cotidianas. 

Crianças em casa e os cuidados com acidentes

O isolamento provocado pelo coronavírus tornou comum a presença das crianças em tempo integral em casa. Essa nova realidade exigiu ainda mais atenção dos pais e responsáveis sobre os cuidados para proteção e segurança dos pequenos. 

Normalmente, as crianças têm muita energia e querem explorar o ambiente onde vivem. Mas, sem a devida atenção, esse comportamento pode causar lesões ortopédicas graves. 

Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2019, mais de 11 mil crianças foram internadas por queda no Brasil. Em 2018, 50 crianças morreram por caírem dentro de casa, em acidentes domésticos. 


Acidentes traumáticos: fraturas e lesões

Até que o retorno às aulas aconteça em todos os municípios e estados brasileiros, novas quedas e acidentes com crianças em casa ainda podem ocorrer. Por isso, o médico ortopedista Vitor Mendes, faz um alerta:

“Os ossos e os músculos estão em contínuo crescimento e desenvolvimento durante a infância. E os acidentes traumáticos, como fraturas e outras lesões envolvendo crianças, devem ser tratados imediatamente por um ortopedista para evitar futuros problemas ortopédicos”, afirma.

Manter o ambiente em que a criança está brincando em casa com menos exposição a risco significa menor possibilidade de ela se machucar.  É preciso redobrar a atenção com alguns espaços da casa para que todos permaneçam protegidos.


Espaços da casa e os riscos de acidentes

Para proteger a criança é essencial entender os riscos que cada cômodo da casa pode apresentar, como:

  • Janelas e sacadas: as crianças são muito curiosas e podem se debruçar sobre as janelas e sacadas, por isso, são ambientes com enorme potencial para causar acidentes, muitas vezes, graves e fatais. Devem ser mantidas fechadas e/ou com telas para evitar queda e lesões.
  • Cozinha: objetos cortantes, quentes e produtos químicos devem ser mantidos fora do alcance das crianças. Também é essencial ter um cuidado extra com o fogão, como forno ligado ou chamas acesas. Lembre-se de deixar as alças das panelas viradas para dentro do fogão e, se possível, instale uma grade de proteção na porta da cozinha para evitar que as crianças entrem neste espaço sem supervisão de um adulto.
  • Escadas: as crianças pequenas e bebês, principalmente, não têm a dimensão do perigo de descer ou subir as escadas. Por isso, bloqueie ou isole estes espaços com grades de proteção no topo e na base para evitar que elas subam ou desçam sozinhas.
  • Banheiro: importante nunca deixar as crianças pequenas sozinhas em banheiros, principalmente aqueles com box de vidro, que podem quebrar durante o fechamento ou abertura da porta. Os vasos sanitários também são perigosos, porque se a criança subir e pular no objeto, por exemplo, ele pode quebrar e ocasionar lesões graves.


O que é uma fratura?

A fratura ocorre quando o osso perde sua continuidade. Ela pode ser classificada em:

  • Aberta ou exposta: quando a pele é rompida e osso fica exposto;
  • Fechada: quando a pele não se rompe.


O que fazer em caso de acidentes com as crianças?

Apesar das medidas de prevenção, em casos de acidentes, os pais ou responsáveis devem observar a gravidade da lesão. Se a criança apresentar sinais de fratura (dor intensa e deformidade nos membros), sangramento e vômito, importante cobrir os ferimentos com panos limpos e levá-los imediatamente até um pronto-socorro.


Educação e prevenção: converse com um médico ortopedista

Segundo a organização internacional Safe Kids Worldwide, grande parte das lesões e mortes causadas por acidentes envolvendo crianças e adolescentes poderia ser evitada por meio da educação preventiva. 

Assim, a educação para prevenção é fundamental. O médico pode ajudar a solucionar dúvidas sobre como evitar fraturas e lesões, e caso algum acidente ocorra, ele terá papel essencial na recuperação do paciente.

Conheça o Dr. Vitor Trazzi de Arruda Mendes

Médico ortopedista especialista em Cirurgia do Quadril

Whatsapp: (11) 9 9258-5524
E-mail: contato@drvitortrazzi.com.br
Tel: (11) 9 9258-5524

Mais informações: https://drvitortrazzi.com.br/contato

Home office: dicas de postura no trabalho em casa

A pandemia do coronavírus está impactando o cotidiano de todos. O isolamento social mudou até mesmo o modelo de trabalho de muitas empresas. No Brasil, o home office deve crescer 30% após essa crise global, de acordo com pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV). 

Segundo o médico ortopedista Vitor MendesCRM/SP 146462 , que atua em São Paulo, é preciso ter alguns cuidados com a saúde do corpo ao adotar a rotina de trabalhar em casa: a má postura, o sedentarismo e o estresse são agravantes para os casos de dores musculares.  

A lombalgia, por exemplo, já era uma lesão recorrente nos atendimentos médicos e pode estar relacionada aos maus hábitos de postura, à falta de atividade física e crises de estresse. Com o isolamento social e o crescimento do home office, esse tipo de patologia pode agravar-se na população.

“Com a quarentena provocada pelo coronavírus e o trabalho home office aumentando, há relatos de pessoas trabalhando cerca de 3 horas a mais do que o habitual, o que requer uma atenção especial com a saúde física e mental desses trabalhadores”, alerta o médico Vitor Mendes. 

Para prevenir o agravamento dos casos de lombalgia e outros tipos de dores miofasciais no corpo, o médico ortopedista ressalta a importância da adoção de uma rotina de exercícios de alongamento e pausas para descanso durante o período de trabalho.

Má postura: evite ficar horas na mesma posição em home office

A má postura pode estar relacionada a atividades do dia a dia para quem trabalha dentro ou fora de casa como ficar horas em uma mesma posição, carregar peso, entre outros casos de sobrecarga das estruturas do corpo. 

Com o aumento do home office, o simples ato de sentar-se em frente ao computador de forma errada pode comprometer a saúde da coluna. 

“A má postura pode levar à sobrecarga da lombar, desencadeando quadros de dor com intensidade variável. O diagnóstico da lombalgia é clínico, feito através de uma boa avaliação ortopédica. Exames complementares podem ser indicados e auxiliam o médico na avaliação dos potenciais diagnósticos diferenciais como doenças reumáticas, tumores e fraturas no osso osteoporótico na população idosa”, pontua o Dr. Vitor Mendes.

Para evitar a lombalgia e outros desconfortos na região das costas, ombro e quadris, é importante movimentar o corpo mesmo dentro de casa (mas sem exageros) e evitar ficar parado na mesma posição por mais de 30 minutos, seja sentado, deitado ou em pé. “É preciso pausar, relaxar e alongar o corpo”, recomenda o médico. Tentar estabelecer uma rotina de exercícios dentro de casa ajuda no cuidado com o corpo e a mente.

Na maioria das vezes, a lombalgia está relacionada a um problema muscular. Porém, sintomas como febre, dormência, paralisia e desconforto das pernas podem indicar algo mais grave. 

Para conseguir um diagnóstico médico preciso e evitar aglomeração nestes tempos de pandemia com os hospitais sobrecarregados, a dica é procurar uma clínica médica com especialistas em Ortopedia. Veja mais aqui (link dos contatos do Dr. Vitor)

Home office: 3 dicas de correção da postura para o dia a dia 

No dia a dia do trabalho em casa, o cuidado com a postura corporal ajuda a evitar ou controlar as crises de lombalgia. Confira 3 dicas do Dr. Vitor Mendes para cuidar da sua postura durante o home office:

  • Dica 1: Evite sentar-se com o tronco torto  

Se você trabalha sentado o dia todo em frente ao computador, pode estar habituado a permanecer com as costas inclinadas. Esta posição está incorreta e pode prejudicar sua lombar. É recomendável acomodar totalmente as costas, principalmente a região lombar (mais baixa) no encosto cadeira. Os pés também devem estar apoiados totalmente sobre o chão com os joelhos dobrados em 90 graus. Já os braços devem ficar em cima da mesa com os cotovelos apoiados;

  • Dica 2: Evite levantar peso sem dobrar os joelhos 

Para pessoas que costumam levantar peso em casa e no trabalho, é comum observar o movimento de inclinação das costas, sem o auxílio dos joelhos e pernas. No caso deste tipo de movimento, o correto é fazer um agachamento, dobrando os joelhos para não sobrecarregar a lombar;

  • Dica 3: Levante-se com frequência 

Tente levantar-se e movimentar-se um pouco. Busque um café, um copo d’água ou mesmo só estique o corpo. A mudança de posição ajuda o corpo a relaxar a musculatura e faz com que ele saia da zona de inércia que pode gerar o desconforto. Desse modo, evitamos manter a mesma posição por tempo prolongado, diminuindo a fadiga muscular.

Formigamento e dormência: sintomas da Síndrome do Túnel do Carpo

Queixas de dores, formigamento e dormência nas mãos e braços são frequentes nas clínicas médicas. Esses são alguns dos sintomas da Síndrome do Túnel do Carpo. Entenda os fatores de risco, diagnóstico e tratamento da lesão.

Relatos sobre formigamento e dormência nas mãos e braços são comuns nos consultórios médicos. Mas, o que esses sintomas podem indicar? Segundo o Dr. Vitor Mendes, que atende pacientes em São Paulo, essas sensações, muitas vezes, estão associadas à compressão de um nervo no punho, provocando a chamada “Síndrome do Túnel do Carpo”.

O túnel do carpo, formado por ossos e ligamentos, é um tipo de passagem estreita localizada no punho (na mesma face da palma da mão), que protege um nervo importante das mãos e alguns tendões que movem o punho e os dedos. A sensação de dor, formigamento e dormência podem ser sinais de uma lesão nessa estrutura, e só o médico poderá investigá-la.

Principais sintomas da Síndrome do Túnel do Carpo

  • Desconforto e dor nas mãos, punhos e braços principalmente à noite
  • Formigamento e dormência nas mãos e braços (parestesia)

Além de desconforto, dor intensa nos punhos, formigamento e dormência nas mãos e braços, a síndrome pode causar alterações na sensibilidade e sintomas como perda de força muscular, aumento da transpiração e alteração da coloração da pele

“A Síndrome do Túnel do Carpo é a neuropatia periférica mais comum, sendo um problema mundial. Sua causa está ligada, muitas vezes, à atividade profissional, como nos casos de esforços repetitivos ao digitar no computador e celular, realizar e atender telefonemas, entre outras atividades laborais”

Vitor Mendes, médico ortopedista de São Paulo – CRM/SP 146462

Fatores de risco da Síndrome do Túnel do Carpo

A evolução da Síndrome do Túnel do Carpo pode impossibilitar a realização de tarefas simples como segurar objetos leves. Além do trabalho manual repetitivo, outras situações estão associadas à lesão:

  • Obesidade
  • Diabetes
  • Alterações da tireoide
  • Doenças reumatológicas como lúpus e artrite reumatoide
  • Menopausa e climatério
  • Gestação

Diagnóstico da Síndrome do Túnel do Carpo

O diagnóstico precoce da Síndrome do Túnel do Carpo e dos fatores relacionados ajuda na adequação ou eliminação desses fatores e facilita o tratamento da doença. Para avaliar a intensidade da compressão do nervo e recomendar o tipo de tratamento, o médico fará exames físicos e pode solicitar alguns exames complementares tais como a eletroneuromiografia e ultrassonografia

Segundo o médico ortopedista Vitor Mendes, manobras realizadas no exame físico ajudam a avaliar a presença e a intensidade da Síndrome do Túnel do Carpo: o teste de Durkan,  Phalen e o teste de Tinel. Ele explica como funcionam os procedimentos:

“O teste de Durkan é a manobra clínica mais sensível para a detecção da síndrome. Consiste na digitopressão do túnel do carpo, levando à reprodução dos sintomas. Já o teste de Phalen consiste em dobrar o punho e mantê-lo fletido. Nessa posição ocorre o aumento da pressão dentro do túnel do carpo, e se houver compressão do nervo, os sintomas podem se reproduzir ou até piorar. Já o sinal de Tinel consiste em dar pequenas batidas no nervo mediano, que se estiver comprometido, provocará uma sensação de choque e formigamento.”

Vitor Mendes, médico ortopedista de São Paulo

O eletroneuromiografia é indicado para diagnóstico de doenças que afetam todo o sistema nervoso periférico. É realizado em duas etapas: inicialmente por meio de estimulação com uma corrente elétrica dos nervos periféricos, sensitivos e motores.

Depois, é utilizado um eletrodo de agulha descartável, que por meio da análise da fibra muscular, auxilia o médico a determinar a gravidade dos problemas identificados na primeira parte do exame e a identificar patologias como a Síndrome do Túnel do Carpo.

Prevenção e tratamento da Síndrome do Túnel do Carpo

Manter uma rotina saudável é uma das formas de prevenir doenças crônicas como a obesidade e diabetes, alguns dos fatores de risco para a Síndrome do Túnel do Carpo. Também é importante atentar-se para a realização de movimentos repetitivos e, sempre que possível, fazer pausas e alongamentos das mãos (dedos) e braços.

Os métodos de tratamento da Síndrome do Túnel do Carpo podem incluir o uso de talas noturnas – para impossibilitar que o paciente faça movimentos de flexão do punho ao dormir – anti-inflamatórios, corticoides ou sessões de fisioterapia. A cirurgia pode ser indicada nos casos mais graves.

4 fatos sobre a Síndrome do Túnel do Carpo

  1. Seu principal sintoma é a parestesia, um tipo de formigamento e dormência que se manifesta na área do nervo mediano das mãos;
  1. Pode ser causada por atividades que impliquem movimentos repetitivos de flexo-extensão do punho, assim como alterações nos hormônios, doenças reumáticas e crônicas, e falta de hábitos saudáveis;
  1. Atinge muitas mulheres na gestação, menopausa e no período chamado como “climatério”, quando estão sujeitas à queda da produção de estrógeno;
  1. Se não tratá-la, pode evoluir e causar limitação dos movimentos das mãos e braços, além de alterações de sensibilidade nos dedos.

Já ouviu falar da dorsalgia? Saiba os sintomas, diagnóstico e tratamento

Os sintomas da dorsalgia são como dores nas costas, mas atingem, principalmente, a região dorsal. Para um diagnóstico e tratamento adequado, procure ajuda de um médico ortopedista.

A dorsalgia, um tipo de dor nas costas, aparece entre os principais motivos dos casos de auxílio-doença concedidos pelo INSS nos últimos 10 anos. A dorsalgia ocorre com maior intensidade na região do dorso (a parte mais alta das costas), e pode afetar a mobilidade e locomoção do corpo.

“A dor na região dorsal se deve, principalmente, a alterações na musculatura da região, na maioria das vezes associadas ao estresse e erros posturais ao longo do expediente de trabalho. Também pode estar associada a outras situações mais graves, como neoplasias, doenças infecciosas, metabólicas ou trauma”, comenta o médico ortopedista Vitor Mendes.

Dorsalgia: sintomas e diagnóstico

Dificuldade para respirar e sensação de “pontada” e “queimação” no dorso são alguns dos sintomas da dorsalgia. Pacientes relatam desconforto ao realizar movimentos, como dirigir, levantar peso, praticar atividades físicas e até mesmo para dormir.

A dorsalgia, muitas vezes, está associada à má postura, falta de hábitos saudáveis e sedentarismo. Doenças e lesões também podem causá-la, como hérnia de disco, artrose, fibromialgia, alterações na coluna – lordose, escoliose e cifose, entre outras. 

No consultório, Vitor Mendes explica que é feito um exame da coluna do paciente para identificar se existem deformidades, contraturas musculares e possíveis limitações de movimentos. “Para o diagnóstico também pode ser necessária a realização de exames como radiografias e ressonância magnética”.

Tipos de dorsalgia: aguda, subaguda e crônica

Os tipos de dorsalgia se diferenciam pela intensidade e tempo em que a dor permanece no corpo do paciente. São eles:

  • Aguda: é caracterizada pela duração dos sintomas de até seis semanas. A recuperação do paciente e o sumiço das dores, normalmente, ocorre em um mês.
  • Subaguda: esse tipo de dorsalgia tem duração dos sintomas de seis a 12 semanas, e costuma melhorar em até três meses.
  • Crônica: é o tipo mais persistente da dorsalgia. Pode durar 12 semanas ou mais. A recuperação do paciente é mais lenta.

O diagnóstico de pacientes com queixa de dor nas costas deve ser rápido para que o tratamento da dorsalgia seja iniciado o quanto antes. Dessa forma, as probabilidades de recuperação são maiores para o paciente com incômodos na coluna.

Causas da dorsalgia: o que a provoca?

A dorsalgia pode ser causada por outros problemas de saúde, como tumores, traumas, infecções, distúrbios metabólicos, estruturais e degenerativos. O médico Vitor Mendes explica:

  1. Dorsalgia mecânica: é a principal causa, e ocorre com a  contratura da musculatura dorsal, periescapular e do trapézio. Muito presente nos dias de hoje, está associada com a vida estressante das grandes cidades, ritmo de trabalho, tabagismo, falta de atividade física e erros posturais. É caracterizada pela presença dos chamados pontos gatilhos ao longo das fibras musculares.
  1. Dorsalgia neoplásica: indica a existência de tumores benignos e malignos, primários ou metastáticos. Muitos pacientes que falecem por neoplasia maligna apresentam metástases ósseas, sendo a coluna vertebral o local mais comum.
  1. Dorsalgia traumática: o trauma da região dorsal é bastante frequente. Pacientes que apresentam dor de forte intensidade devem fazer um exame físico minucioso e exames complementares.
  1. Dorsalgia infecciosa: indica infecções das estruturas da coluna dorsal, podendo comprometer o tecido ósseo, discal ou nervos (Herpes Zoster), tanto em crianças quanto em adultos. Pode ser classificada como fúngica e bacteriana.
  1. Dorsalgia metabólica: pode indicar a osteoporose, doença degenerativa que causa diminuição da massa óssea e aumento do risco de fraturas na coluna vertebral dorsal – que podem acontecer no dia a dia, sem mecanismo de trauma associado.
  1. Dorsalgia estrutural: pode indicar a doença de Scheuermann, também conhecida como dorso curvo juvenil, sendo predominante nos homens. Também pode caracterizar um caso pós-traumático, como sequelas de fraturas e deformidades.
  1. Dorsalgia degenerativa: indica a espondilose, processo que afeta a coluna vertebral e causa alterações degenerativas progressivas dos discos intervertebrais, corpos vertebrais, facetas articulares e estruturas cápsulo-ligamentares.

Tratamento da dorsalgia: remédios, fisioterapia ou cirurgia?

O médico ortopedista Vitor Mendes explica que o tratamento da dorsalgia deve levar em consideração o quadro específico do paciente e os fatores que o causaram. “Dependerá também do local da dor (concentrada ou em toda a coluna) e tipo (aguda, subaguda, crônica)”.

Normalmente, o tratamento é conservador com métodos não-cirúrgicos: anti-inflamatórios, sessões de fisioterapia e exercícios de fortalecimento. Em outras situações, são indicados medicamentos injetáveis e tratamentos alternativos – quiropraxia, acupuntura e estimulação elétrica nervosa transcutânea.

“Em alguns casos, como hérnias de disco ou fraturas, o tratamento da dorsalgia pode ser por meio de cirurgia”, complementa o Dr. Vitor Mendes – CRM/SP 146462. “Felizmente, essas situações são bem menos frequentes.”

Evite a automedicação. Procure um médico para investigar!

É essencial que os pacientes com sintomas da dorsalgia procurem um médico para investigar o tipo da lesão e o tratamento mais adequado. A automedicação é perigosa e pode comprometer ainda mais a saúde. 

Lembre-se: somente o médico conhecerá os sintomas e poderá indicar o remédio, a dosagem adequada e a duração do seu tratamento.

Osteoartrose e osteonecrose no quadril: entenda as diferenças

Os sintomas são parecidos, mas existem grandes diferenças entre a osteoartrose e osteonecrose no quadril. Entenda as causas destas lesões e como se prevenir!

Limitação dos movimentos e dores na região do quadril e virilha são alguns dos sintomas da osteoartrose e osteonecrose. Apesar do nome parecido, essas lesões são bem diferentes. Enquanto a osteoartrose é um desgaste da cartilagem, a osteonecrose no quadril atinge o osso próximo às cartilagens e provoca a perda de células ósseas. 

O médico ortopedista Vitor Mendes, especialista em Cirurgia do Quadril, explica que a osteoartrose é comum com o envelhecimento, principalmente, a partir dos 70 anos, mas também pode ser causada por traumas e fraturas articulares ou doenças reumáticas, como a artrite reumatóide.

Já a osteonecrose no quadril ocorre quando há o rompimento do fluxo sanguíneo para a cabeça femoral, causando um processo de necrose óssea no local que sustenta as cartilagens. “A osteonecrose pode ser causada pelo alcoolismo, uso de medicamentos com corticoesteroides e doenças como a anemia falciforme”, complementa Vitor.

3 fatos sobre a osteoartrose e osteonecrose no quadril

  • A osteoartrose e osteonecrose têm sintomas comuns, como a limitação dos movimentos, dor leve, moderada e intensa na região do quadril e virilha.
  • A osteoartrose é um desgaste da cartilagem, enquanto a osteonecrose é um processo que provoca a morte das células ósseas que sustentam as cartilagens.
  • A osteonecrose pode causar a osteoartrose pela perda de sustentação da cartilagem do quadril, o que provoca lesões na cartilagem, levando ao seu desarranjo e desgaste.

Diagnóstico da osteoartrose e osteonecrose

O diagnóstico da osteoartrose e osteonecrose é feito na consulta com um médico ortopedista, que avaliará a mobilidade do quadril e possíveis incômodos relatados pelo paciente, além de exames de imagem, como radiografias, ressonância magnética e tomografia.

Ele explica a finalidade dos exames clínicos realizados no diagnóstico da

osteoartrose e osteonecrose:

Radiografias (raios-x): são exames simples que trazem muita informação. Possibilitam a avaliação global das estruturas ósseas dos quadris, bem como alterações anatômicas e do espaço articular.

Ressonância   magnética:  complementa a radiografia, permitindo a avaliação do tecido cartilaginoso intra-articular nos casos de artroses iniciais. Pode detectar a osteonecrose precocemente, antes mesmo do aparecimento de sintomas.

Tomografia: auxilia no exame dos ossos, das articulações e dos tecidos moles, como a cartilagem, os músculos e tendões. Além da osteoartrose e osteonecrose, pode detectar a presença de tumores, infecções, e outras anormalidades estruturais e anomalias congênitas.

Prevenção e tratamento da osteoartrose e osteonecrose

Para prevenir a osteoartrose e osteonecrose, o médico ortopedista Vitor Mendes recomenda praticar exercícios físicos com acompanhamento de profissionais qualificados, evitar o tabagismo e uso de medicamentos sem prescrição médica, e adotar hábitos alimentares saudáveis, como o consumo reduzido de bebidas alcoólicas.

O tratamento de pacientes já diagnosticados segue a mesma lógica. “Adotar hábitos mais saudáveis, manter o peso corporal e praticar atividades físicas de baixo impacto, alongamento e fortalecimento da musculatura ajudam na recuperação dos movimentos e da saúde do quadril”, afirma.

“No caso da osteoartrose, na fase inicial em que ainda não há um desgaste muito problemático, é recomendado o uso de analgésicos, anti-inflamatórios e de medicamentos conhecidos como condroprotetores”, explica Vitor Mendes.

Casos mais graves de ambas as doenças necessitam do tratamento cirúrgico, que consiste na substituição da articulação danificada, por uma articulação artificial, a prótese de quadril.

Em alguns casos de osteonecrose inicial, pode-se recorrer a cirurgia de  descompressão, visando retardar a evolução do quadro. “Além  de retirar  o osso que está necrosado, estes tratamentos estimulam a biologia óssea e o crescimento de novos vasos sanguíneos para irrigar a cabeça femoral danificada”, finaliza o médico.

Pacientes com sintomas da osteoartrose e osteonecrose: recomendação é procurar o quanto antes um médico especialista nesta área. Conheça o Dr. Vitor Mendes – CRM/SP 146462.

Síndrome do piriforme: entenda a inflamação no nervo ciático que causa dor no quadril e glúteos

A síndrome do piriforme é uma inflamação que ocorre com a compressão do nervo ciático, causando dor, principalmente, na região posterior do quadril e nos glúteos. Pessoas que frequentam academias e praticam exercícios físicos estão mais propensos a desenvolver este processo inflamatório, já que os movimentos, impactos e contrações musculares são mais intensos em suas atividades.

O médico ortopedista Vitor Mendes explica que o piriforme é o principal músculo rotador externo do quadril, responsável por fazer o movimento de “girar a coxa para fora”, e auxilia na abdução do quadril (abrir a perna). Já o nervo ciático emerge da pelve abaixo dele, na parte posterior do quadril. Algumas pessoas podem apresentar alterações anatômicas, gerando uma compressão do nervo e, consequentemente inflamação e dor intensa.

“A inflamação do ciático pode afetar todo o membro inferior em questão, gerando dor e alterações sensitivas. A síndrome do piriforme, em casos mais intensos, pode provocar parestesia (dormência) nas pernas, diminuição ou acentuação da sensibilidade e sensação de fraqueza, causando sintomas que vão do quadril até os pés. A dor piora quando o piriforme é pressionado contra o nervo ciático, por exemplo, ao sentar ou correr”, afirma o Dr. Vitor Mendes.

Diagnóstico e tratamento da síndrome do piriforme

O diagnóstico da síndrome do piriforme normalmente já é feito em consultório, com avaliação física do médico ortopedista e baseado nos sintomas relatados. Além do histórico de atividades do paciente, são realizados testes clínicos durante o exame físico, já que os sintomas são constatados, principalmente, quando determinados movimentos são executados.

Se o paciente é atleta ou pratica exercícios físicos com frequência, será necessário diminuir o ritmo dessas práticas ou até interrompê-las temporariamente até que a dor desapareça. “Para isso, são recomendados alongamentos específicos na região do quadril, sessões de fisioterapia, além do uso de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos. A cirurgia é uma recomendação rara, apenas para os casos mais graves e que não respondem ao tratamento conservador”, complementa o médico ortopedista Vitor Mendes.

Previna-se contra a síndrome do piriforme

A prevenção da síndrome do piriforme dependerá de um fortalecimento muscular equilibrado para preservar as estruturas da coluna, da pelve e do quadril. Manter o corpo sempre aquecido e alongado também evitará tensões desnecessárias, melhorando o descanso muscular.

“Para quem pratica esportes, os treinamentos funcionais são instrumentos bastante interessantes, porque ajudam o corpo a movimentar-se da forma mais harmônica e menos agressiva, o que ajudará a evitar possíveis lesões no quadril e outras regiões ligadas ao músculo piriforme e ao nervo ciático”, finaliza o Dr. Vitor.

Qualquer sinal de desconforto deve ser motivo para procurar um médico ortopedista.

Lombalgia é problema frequente nos consultórios médicos

Você sabia que a má postura, o sedentarismo e estresse são as principais causas da lombalgia? Segundo o médico ortopedista Vitor Mendes (CRM/SP 146462), especialista em Cirurgia do Quadril, este problema é responsável pela maioria dos atendimentos ortopédicos nos prontos socorros e consultórios médicos. “Alguns dados mostram ainda que entre 80 e 90% da população adulta sofrerá pelo menos um episódio de dor lombar ao longo da vida”, afirma.

A má postura pode estar relacionada a atividades do dia a dia, como ficar muitas horas em uma mesma posição, carregar peso, realizar movimentos de agachamento e levantamento de cargas, entre outras. A prática de exercícios físicos de maneira incorreta também pode sobrecarregar as estruturas lombares, desencadeando quadros de dor.

Lombar x sobrecarga

O médico explica que a lombar é formada pelos ossos e ligamentos da coluna e do sacro, além de camadas musculares e membranas que revestem os músculos. Juntamente com a musculatura abdominal e da cintura pélvica, é responsável pela manutenção postural do corpo humano.

Por isso, a má postura pode levar à sobrecarga dessas estruturas, desencadeando quadros de dor com intensidade variável. “Os pacientes que procuram atendimento de urgência costumam relatar desde um leve desconforto no fim do dia a quadros de dor intensa e sensação de ‘travamento’ da coluna e região lombar”, conta Vitor Mendes.

Apesar da dor ser, na maioria das vezes, um problema muscular, outros sintomas podem aparecer com a lombalgia, como febre, dormência ou paralisia e propagação do desconforto para as pernas. Nesses casos, a busca por atendimento imediato deve ser considerada.

Diagnóstico da lombalgia: exames e histórico do paciente

O diagnóstico da lombalgia dependerá do histórico do paciente, da avaliação física e presencial do médico ortopedista, além de exames de imagem, como tomografias, radiografias e ressonância magnética. Exames de sangue também são procedimentos comuns nos atendimentos em consultórios para descartar processos inflamatórios ou reumáticos do diagnóstico.

Dicas de correção postural para o dia a dia

No dia a dia, o cuidado com a postura corporal ajuda a evitar ou controlar as crises de lombalgia. Confira algumas dicas do Dr. Vitor Mendes!

  • Evite sentar-se com o tronco torto: se você trabalha sentado o dia todo em frente ao computador, pode estar habituado a permanecer com as costas inclinadas. Esta posição está incorreta e pode prejudicar sua lombar. É recomendável acomodar totalmente as costas, principalmente a região lombar (mais baixa) no encosto cadeira. Os pés também devem estar apoiados totalmente sobre o chão com os joelhos em aproximadamente dobrados em 90 graus. Já os braços devem ficar em cima da mesa com os cotovelos apoiados;
  • Evite levantar peso sem dobrar os joelhos: para pessoas que costumam levantar peso em casa e no trabalho, é comum observar o movimento de inclinação das costas, sem o auxílio dos joelhos e pernas. No caso deste tipo de movimento, o correto é fazer um agachamento, dobrando os joelhos para não sobrecarregar a lombar;

  •  Levante-se com frequência: sempre que possível, tente se levantar e movimentar-se um pouco. Busque um café, um copo d’água ou mesmo só estique o corpo. A mudança de posição ajuda o corpo a relaxar a musculatura e faz com que ele saia da zona de inércia que pode gerar o desconforto. Desse modo, evitamos manter a mesma posição por tempo prolongado, diminuindo a fadiga muscular.

Todo cuidado é pouco para prevenir a nossa saúde. Qualquer sinal de desconforto deve ser motivo para procurar um médico ortopedista.

Displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) pode ser detectada no nascimento

Displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ), também chamada de luxação congênita do quadril, pode ser detectada logo após o nascimento, com exames clínicos e de imagem

Já nas primeiras horas de vida, passamos por uma série de exames para saber como está nossa saúde. O popular teste do pezinho é um deles, mas outros dois também são feitos logo após o nascimento e poucos conhecem. Os testes clínicos de Ortolani e Barlow ajudam a detectar a displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ), uma alteração na formação no quadril dos bebês.

Segundo o médico ortopedista Vitor Mendes (CRM/SP 146462), especialista em Cirurgia do Quadril, a suspeita clínica da presença da displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) já ocorre nesta fase de exames logo após o nascimento, porém, os sintomas da luxação podem ser notados com o avanço da idade, em crianças, adolescentes e até mesmo adultos.

“Mesmo após a triagem de testes no nascimento, é importante ficar sempre atento aos movimentos do corpo, se há sinais de desconforto no quadril ou mobilidade reduzida. O comprimento diferente das pernas e mancar ao caminhar são alguns dos principais sintomas”, alerta o médico.

Sintomas da displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ)

  • Comprimentos diferentes das pernas
  • Dobras desiguais nas coxas
  • Mobilidade reduzida
  • Dificuldade de flexibilidade de um lado do corpo
  • Mancar ao caminhar 

Fatores de risco e diagnóstico da DDQ

Os testes de Ortolani e Barlow são dois procedimentos realizados logo após o nascimento para o diagnóstico da displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ). Essas manobras clínicas testam a estabilidade da articulação, e devem ser realizadas rotineiramente em todos os recém nascidos, com especial atenção àqueles que apresentam fatores de risco para a DDQ, como:

  • Primeiro filho
  • Sexo feminino
  • Posição fetal pélvica (“sentado”)
  • Pouco líquido amniótico (oligodramnio)
  • Fetos grandes
  • Gemelares 

Mesmo após a triagem neonatal, é recomendada a realização de exames periodicamente nos primeiros anos de vida, como ultrassonografia e radiografia, para verificar a limitação de extensão do quadril da criança. 

O tratamento da displasia do quadril (DDQ)

Se a displasia do quadril for diagnosticada precocemente e o tratamento iniciado com rapidez, é possível desenvolver uma articulação do quadril normal por meio de tratamentos que dependem da idade da criança. 

  • Recém-nascidos: o bebê é colocado no chamado suspensório de Pavlik, por um a dois meses. A cinta mantém o quadril na posição adequada, permitindo o livre movimento das pernas, e ajuda a apertar os ligamentos em torno da articulação do quadril;
  • Seis meses a dois anos: nesta fase, o tratamento mais comum é realizado com redução fechada e gesso. Na maioria dos casos, a tração é usada por algumas semanas antes de reposicionar o fêmur para o relaxamento da musculatura ao redor do quadril;
  • Mais de dois anos: a distensão do quadril pode piorar com o crescimento e aumento no ritmo de movimento das crianças. A cirurgia aberta, então, é normalmente necessária para realinhar o quadril. 

Sem o correto acompanhamento, a DDQ pode se tornar osteoartrite no início da idade adulta, piorando a qualidade de vida do paciente. “Nestes casos, dependendo do grau de acometimento, é indicada a artroplastia do quadril, cirurgia que pode melhorar a mobilidade e reduzir o desgaste da articulação”, diz Vitor Mendes. 

Principais causas da displasia do desenvolvimento do quadril

A origem da displasia do desenvolvimento do quadril ainda é desconhecida, mas alguns estudos indicam que as principais causas podem estar relacionadas com a posição e o espaço do bebê no útero:

  • Na barriga da mãe de primeira viagem, o útero ainda é mais “apertado”, o que impossibilita a movimentação do bebê e favorece o aparecimento da luxação;
  • Ao nascer, é perigoso se o bebê estiver na posição de nádegas, especialmente com os pés para cima dos ombros. A Academia Americana de Pediatria recomenda que nascimentos nestas condições sejam obrigatoriamente acompanhados de exames de ultrassonografia.

Todo cuidado é pouco para prevenir a nossa saúde. Qualquer sinal de desconforto no quadril deve ser motivo para procurar um médico ortopedista.