Trocanterite ou glúteo médio? Entenda a dor lateral

Trocanterite ou glúteo médio? Entenda a dor lateral
A dor na região lateral do quadril é uma queixa frequente em consultórios ortopédicos, afetando especialmente pessoas ativas, praticantes de corrida e mulheres a partir dos 40 anos. O sintoma clássico — uma dor pontual ao caminhar, subir escadas ou ao deitar de lado sobre o quadril afetado — costuma ser genericamente diagnosticado apenas como […]

A dor na região lateral do quadril é uma queixa frequente em consultórios ortopédicos, afetando especialmente pessoas ativas, praticantes de corrida e mulheres a partir dos 40 anos. O sintoma clássico — uma dor pontual ao caminhar, subir escadas ou ao deitar de lado sobre o quadril afetado — costuma ser genericamente diagnosticado apenas como trocanterite ou bursite trocantérica.

No entanto, a literatura ortopédica moderna demonstra que a maioria dos casos de dor lateral não deriva de uma inflamação isolada da bursa, mas sim de alterações nos tendões dos músculos glúteo médio e glúteo mínimo. Compreender essa distinção é fundamental para direcionar o tratamento correto e evitar procedimentos ou infiltrações genéricas que não resolvem a causa raiz da lesão.

"Muitas pessoas passam anos tratando uma suposta 'bursite' sem melhora porque a causa real do problema está no tendão do glúteo médio, e não na bursa. Identificar essa diferença no exame de imagem é o divisor de águas entre uma infiltração temporária e um tratamento para a Trocanterite que realmente devolve a mobilidade sem dor ao paciente."

Dr. Vitor Trazzi (CRM/SP 146462), Especialista em Cirurgia do Quadril.

Historicamente, qualquer incômodo na proeminência óssea lateral do fêmur (o trocanter maior) recebia o rótulo de trocanterite ou bursite. Hoje, a comunidade médica utiliza o termo amplo Síndrome da Dor Trocantérica Maior (SDTM), que engloba um conjunto de afecções estruturais da região.

Entenda a origem da Trocanterite

Para entender a origem do problema, é necessário diferenciar as duas principais estruturas envolvidas:

  • Bursa Trocantérica: Pequena bolsa fluida cuja função é reduzir o atrito entre o osso trocantérico e a banda iliotibial. A inflamação isolada dessa estrutura (bursite) é, na verdade, secundária a outros atritos biomecânicos.
  • Glúteo Médio e Mínimo: Músculos essenciais para a estabilização da pelve durante a marcha. Seus tendões se inserem diretamente no trocanter maior.

Quando ocorre sobrecarga, fraqueza muscular ou alteração no alinhamento pélvico, os tendões do glúteo médio sofrem microrrupturas e degeneração (tendinopatia), gerando um quadro doloroso persistente que frequentemente é confundido com a bursite trocantérica.

O diagnóstico para a Trocanterite

O diagnóstico preciso exige ir além do exame físico no consultório. Para diferenciar uma trocanterite reativa de uma ruptura parcial ou total do glúteo médio, utilizam-se métodos de imagem avançados:

  1. Ultrassom Dinâmico: Permite avaliar os tendões e a bursa em movimento em tempo real, identificando atritos, espessamentos ou derrames articulares.
  2. Ressonância Magnética de Alta Resolução: É o padrão-ouro para mapear a integridade das fibras do glúteo médio e mínimo, graduando o nível de tendinopatia, a presença de edema ósseo ou o grau de retração em eventuais rupturas.

Uma avaliação precisa por um especialista em quadril impede que o paciente receba infiltrações repetidas de corticosteróides na bursa quando o problema real é uma lesão tendínea que necessita de reabilitação específica ou reparo cirúrgico.

O tratamento da dor lateral no quadril deve ser individualizado com base na gravidade do dano tecidual e nas demandas funcionais do paciente.

Tratamento Conservador (Primeira Linha)

A grande maioria dos casos responde favoravelmente a intervenções não cirúrgicas bem estruturadas:

  • Reabilitação Biomecânica: Fisioterapia focada no fortalecimento dos abdutores, estabilização do core e reeducação do padrão de marcha.
  • Modificação de Atividades: Ajuste do volume de treinos e orientação postural (evitar cruzar as pernas ao sentar ou dormir sem travesseiro entre os joelhos).
  • Terapia por Ondas de Choque (TOC): Aplicação de ondas acústicas para estimular a neovascularização e a regeneração tecidual em tendinopatias crônicas refratárias.

Tratamento Cirúrgico de Alta Precisão

A cirurgia é indicada exclusivamente nos casos em que o tratamento conservador adequado falha ou quando há rupturas completas do glúteo médio com perda funcional significativa:

  • Artroscopia de Quadril: Procedimento minimamente invasivo utilizado para realizar a descompressão da bursa, remoção de proeminências ósseas e sutura/reparo de lesões parciais do glúteo médio por meio de pequenas incisões.
  • Cirurgia Aberta de Reparo Tendíneo: Reservada para lesões extensas, crônicas ou com retração muscular severa, onde é necessária a reinserção direta do tendão ao osso com âncoras de sutura.

Nota técnica: Diferente da artroplastia total de quadril (indicada para artrose avançada) ou da artroscopia para Impacto Femoroacetabular (IFA), a cirurgia para o glúteo médio foca estritamente na reconstrução miotendínea extra-articular.

 "Quando há indicação para intervenção nos tendões glúteos ou na articulação, a prioridade é sempre a preservação tecidual. Seja via artroscopia ou cirurgia aberta de reparo, o objetivo é restaurar a anatomia original para que o paciente volte a caminhar, correr e dormir sem desconforto."

— Dr. Vitor Trazzi (CRM/SP 146462), Especialista da Equipe de Quadril da Ortoville e Clínica Vinca.

O prognóstico para pacientes com dor lateral no quadril é altamente favorável quando a causa primária é identificada precocemente. No tratamento conservador, a melhora progressiva costuma ocorrer entre 6 e 12 semanas de reabilitação direcionada.

Nos casos cirúrgicos, o protocolo pós-operatório envolve um período de proteção de carga (uso de muletas) de 3 a 6 semanas para permitir a cicatrização do tendão reparado junto ao osso, seguido de fisioterapia gradual para restabelecimento da força e mobilidade pélvica, garantindo um retorno seguro às atividades diárias e esportivas.

Agende sua avaliação especializada em São Paulo ou Alphaville

Viver com dor no quadril não precisa ser a sua rotina. Se você busca entender se a artroplastia total é indicada para o seu caso ou deseja uma segunda opinião especializada, conte com o suporte do Dr. Vitor Trazzi.

Atendimento humanizado e personalizado na Clínica Vinca (Itaim Bibi - SP) e nos principais hospitais de São Paulo, como o Hospital São Camilo e Hospital São Luiz Morumbi. Em Alphaville, na Ortoville e no Hospital São Luiz.

👉 Clique aqui e agende sua consulta via WhatsApp com o Dr. Vitor Trazzi ou entre em contato pelo telefone (11) 99266-9790.

Dr. Vitor Trazzi

QUEM SOU EU

Dr. Vitor Trazzi

Ortopedia e Cirurgia de Quadril - CRM/SP 146462

Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) Residência em Ortopedia e Traumatologia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP)

Especialização em cirurgia de quadril pelo Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo (IAMSPE)

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)

Ortopedista e Cirurgião de Quadril da AltaCasa Clínica Médica

Médico Especialista em Quadril do Hospital São Camilo – Unidade Santana

Especialista em Quadril da Equipe de Ortopedia e Traumatologia da Clínica Ortoville Ortopedia e Traumatologia

Médico Ortopedista e Traumatologista do Hospital Estadual de Franco da Rocha

  • Hospital São Camilo
  • Hospital São luiz Alphaville
  • Hospital Samaritano
  • Hospital São Luiz Morumbi
  • Hospital Leforte

Entre em contato

Envie seus dados de contato para agendar seu ortopedista agora mesmo ou agende pelo WhatsApp.

    LOCALIZAÇÃO

    Onde atendo

    Clínica Vinca

    R. Joaquim Floriano, 820 - conjunto 31 -
    Itaim Bibi, São Paulo
    (11) 99266-9790